Um dos grandes erros de quem investe em anúncios de Facebook e Instagram é achar que, quanto maior o investimento, maior o retorno. E que para fazer isso, basta selecionar o público e lançar a campanha. E isso não é verdade. Aliás, existem muitos mitos por trás de campanhas nas plataformas. Em evento virtual exclusivo do Facebook para clientes da Adtail Newblue, a primeira agência do Brasil a fazer o Digital Sessions na nova versão, especialistas de produto (BPM) e de mensuração (MsCi) falaram sobre alguns desses mitos e as verdades das ferramentas.

Entre elas, a já citada sobre investimento e retorno. O aumento não é diretamente proporcional porque o Facebook consegue escalar resultados de conversão, valores ou os dois ao mesmo tempo, mas você precisa definir o que é mais importante em cada estratégia. Seu KPI é o ROAS (retorno com gasto em anúncios)? Ou é quantidade de conversões pelo custo mais baixo possível? Porque o investimento atua de maneira oposta em cada um. Segundo as especialistas, é possível conseguir os dois, sim. O trabalho de otimização é a chave para isso, pois o primeiro passo é alcançar uma quantidade necessária de pessoas e conversões para alimentar o funil e, alcançando essa quantidade, você passa a focar em rentabilidade (oferecer produtos com ticket mais alto, trabalhar na fidelização do cliente.

Outro destaque do evento foi a diversidade de possibilidades de públicos para as campanhas, deixando claro que não existe apenas uma receita para anúncios. 

A lista ganhou mais uma opção, além dos já populares:

  • público personalizado, de pessoas que já conhecem a marca; 
  • público baseado em interesses, que alcança maior escala de pessoas com menos especificidade;  
  • público semelhante, que tem qualidade aproximada do personalizado e também escala.

O novo público semelhante baseado em valor é recomendado para quem busca uma configuração focada em clientes mais rentáveis, ou seja, ele atribui um valor a cada cliente e entrega o anúncio de acordo algo assim. 

Os anúncios dinâmicos também se apresentam como ótima opção para algumas empresas, principalmente para este momento de pandemia, e quebram o mito de que o Facebook não traz tantas conversões. Ele opera baseado em interesses sutis de compra em vez de esperar a intenção direta do usuário e, segundo as especialistas, as empresas que estão usando o recurso são as que mais crescem em vendas, por acabar também instigando maior desejo nos usuários. Entre os benefícios, estão:

  • grande escala (não precisa configurar os produtos um a um, você pode “subir” tudo de uma vez; 
  • está sempre ativo (cria uma vez e “deixa rodando” porque ela nunca fica desatualizada, então você ganha tempo); 
  • tem boa medição (impacta onde o usuário estiver, seja Facebook, Instagram…); 
  • são atualizados em tempo real (sempre personalizados e complementares, caso o cliente já tenha comprado um produto). 

Tudo isso porque o machine learning identifica o momento da jornada de compra em que o potencial cliente está para direcionar o melhor anúncio. 

Por fim, muito se falou sobre o famoso tempo de aprendizado da ferramenta e como conseguir que ele seja mais curto. Fazer menos conjuntos de anúncios, menos edições frequentes e menos inserção excessiva de criativos simultâneos são as respostas. Mexer em orçamento também pode atrapalhar. Não quer dizer que você precise manter sempre o mesmo valor, mas existem registros de alterações bruscas de orçamento (em média 30%) que fazem com que o anúncio volte pra fase de aprendizagem. Ou seja, audiência muito pequena, conjuntos de anúncios muito segmentados, orçamento pulverizado, lance muito baixo, eventos de conversão insuficientes.

O raciocínio é assim: o que reduz os sinais, prolonga a fase de aprendizagem.

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