Flexível e ágil: o impacto dos novos meios de pagamento na Black Friday

Por Gustavo Prates 

Prestes a completar um ano no mercado, o Pix revolucionou o ecossistema de pagamentos brasileiro. A ferramenta do Banco Central (BC) que permite transações instantâneas 24 horas por dia, sete dias por semana, foi adotada por 40% da população brasileira e por cerca de 70% dos pequenos e médios empreendedores do país, movimentando mais de R$ 300 bilhões. Além do Pix, quem também registrou alta foram os pagamentos por aproximação (NFC) que cresceram 400%, segundo dados do BC,  e as carteiras digitais. De acordo com estudo da Juniper Research, a base de usuários das e-wallets deve saltar para 4,4 bilhões até 2025.

Todos esses dados trazem um panorama de como a relação dos consumidores com os meios de pagamento vem se transformando. A digitalização do setor financeiro tem contribuído para uma mudança profunda no comportamento da população, que vem optando cada vez mais pela agilidade e pela flexibilidade na hora de pagar contas e, principalmente, compras.

O estudo Mastercard New Payments Index, realizado em 18 mercados em todo o mundo, revelou que 77% dos entrevistados brasileiros testaram uma nova forma de pagar no último ano. Além disso, 83% dos respondentes afirmaram estar mais abertos para novas formas de pagamento. Esse posicionamento vai ter um impacto direto na Black Friday de 2021. Levantamento da startup Méliuz aponta que 11,5% dos usuários devem comprar na data com Pix. Entre as outras opções de pagamento citadas estão o cartão de crédito parcelado (74%), crédito à vista (27%), boleto (10%) e cartão de débito (9%).

Escolha do consumidor, mas também do varejista

Com o leque de opções e o poder de escolha na mão dos consumidores, as marcas precisam rever suas estratégias de ponta a ponta, principalmente no que diz respeito às formas de pagamento aceitas, seja no varejo físico ou no e-commerce. De nada adianta oferecer o produto perfeito e no preço ideal se o consumidor não puder efetuar a compra da maneira que mais convém. Quanto mais opções à disposição, mais chances de conversão e fidelização do público.

Para garantir a diversificação, no entanto, é preciso avaliar com atenção as vantagens e os pontos fracos de cada uma das modalidades de pagamento para potencializar os objetivos do negócio. Além disso, especialmente em datas sazonais como a Black Friday, é preciso preparar o sistema com antecedência para garantir uma infraestrutura que suporte os diferentes métodos e possa dar conta de todas as transações necessárias sem quedas ou lentidão. 

No caso do Pix, por exemplo, ele possibilita liquidez imediata para as vendas, com menos taxas em relação à outras formas de recebimento. Por outro lado, muitas funcionalidades do método ainda estão em teste e alguns procedimentos padrão como o estorno em caso de desacordo comercial ou erro de digitação ainda não estão padronizados, o que pode gerar insegurança. 

Já as carteiras digitais podem ser uma boa escolha pela “camada extra” de segurança que oferecem, não só para consumidores, mas também aos comerciantes. Adotando a criptografia, as e-wallets permitem transações mais difíceis de fraudar. Outro benefício é que podem expandir o tipo de operação aceita, inclusive possibilitando o pagamento em criptomoedas para os empreendedores mais avançados. 

De olho na infraestrutura

Com tantas novidades, uma das melhores opções para potencializar as vendas na Black Friday, o varejo, principalmente eletrônico, pode seguir alguns caminhos. O primeiro deles é a contratação de cada um dos métodos de pagamento diretamente com instituições financeiras. Nesse caso, cada contrato é negociado de maneira individual e com taxas diferentes. A visualização dos recebíveis e o acompanhamento das transações também acontece de forma separada e pode ser mais complexo para gerenciamento.

Outra possibilidade é a contratação de um intermediador de pagamentos, uma plataforma especializada em conectar todas as pontas do ecossistema para centralizar os contratos, taxas e a visualização de recebíveis. Essa opção ajuda no gerenciamento e possibilita a marca focar seus esforços em outras estratégias de vendas, como as campanhas de marketing e o contato direto com a audiência.  

É preciso levar em consideração também a segurança para troca de informações, considerando as premissas da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Investir em infraestruturas seguras, com camadas de automação e armazenamento em nuvem pode ser uma boa saída para coibir ataques maliciosos, vazamento de dados e fraudes.

Definidas as modalidades e os sistemas, aí é só deixar a criatividade correr solta. As marcas podem oferecer descontos, cashback ou outras promoções para direcionar os compradores para os métodos mais atrativos e com mais retorno. Assim, a Black Friday pode ser um sucesso para as empresas e também para os consumidores, criando experiências positivas, relações de confiança e, quem sabe, um relacionamento muito mais duradouro.

*Gustavo Prates é Head de Novos Negócios na Adtail, agência de marketing digital especializada em performance e inteligência de dados.

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