O home office virou uma realidade para o brasileiro da noite para o dia. As empresas e os colaboradores que já adotavam o esquema misto de trabalho tiveram vantagem em se acostumar com a necessidade. Mas a verdade é que trabalhar em casa, num contexto de pandemia, é diferente do que qualquer pessoa pudesse imaginar.

Pular a ida ao escritório algumas vezes na semana, comprovadamente, aumenta a produtividade e deixa os colaboradores mais felizes. Um levantamento feito pela Owl Labs em 2019 mostrou que, embora quem trabalhe de casa acabe trabalhando mais, 71% dos entrevistados afirmaram estar felizes com seus empregos e com o modelo que seguiam. Esse mesmo percentual caiu para 50% entre profissionais que não faziam home office.

No entanto, trabalhar em quarentena, muitas vezes com crianças em casa, outras pessoas da família no mesmo ambiente, sem um espaço adequado e com a saúde mental à prova, pode prejudicar o rendimento até do mais focado dos mortais.

Para se adaptar, as pessoas começaram a fazer mudanças para transformar ambientes da casa em home offices, comprar itens de escritório, dar upgrade em cadeiras, mesas e outros itens. Um dos segmentos que sentiu essa mudança foi, inclusive, o de papelaria. Uma análise da companhia Compre&Confie ranqueou as categorias que apresentaram maior variação de crescimento e papelaria está no top5 com 159%. O estudo compara o período de 24 de fevereiro a 24 de maio deste ano com o mesmo intervalo em 2019.

Em alguns casos, a falta de contato físico, reuniões presenciais e outros métodos de alinhamento entre equipe demandaram que as pessoas precisassem se organizar ainda mais no dia a dia. E, mesmo com tantos recursos e aplicativos online e digitais para isso, boa parte ainda recorre ao bom e velho caderno de papel para anotar suas tarefas. 

A Adtail atende a Cícero Papelaria, marca carioca com matéria-prima totalmente brasileira que está no mercado desde 2007 e é conhecida pela qualidade e criatividade de seus produtos e modelos. Esse cliente também sentiu a necessidade das pessoas em recolocar a agenda de papel na rotina.

Historicamente, a empresa costumava ter picos de vendas entre os meses de novembro e fevereiro, quando as pessoas compram agendas e novos materiais para organização do ano que vai começar, estabelecer suas resoluções etc. Mas, em 2020, registrou um aumento nas vendas em todos os meses depois início da quarentena no Brasil. 

Comparando o período de março a setembro de 2019 com 2020, as vendas subiram 520%. O maior pico foi em maio, quando esse aumento foi de 808% comparado com o mesmo mês do ano anterior. Em junho, mês atípico para venda de agendas, o site registrou um aumento de 490% de acessos na categoria planner em relação a 2019. 

A busca pelo termo “agenda” no Google vinha em queda até 28 de março e, daí até 18 de abril, teve um aumento de 153% no volume de buscas. Após uma pequena queda na última semana de abril, o volume de buscas se manteve em alta ao longo dos demais meses do ano, o que não é comum. 

Fonte: Google Trends (consulta feita em 5 de outubro de 2020).

O gráfico é parecido para a procura pelo termo correspondente em inglês, planner. Inclusive, 2020 apresenta a média constante mais alta no volume de busca pelo termo no segundo semestre dos últimos cinco anos.

Fonte: Google Trends (consulta feita em 5 de outubro de 2020).

O fato é que, apesar de algumas pesquisas sugerirem que as anotações à mão são mais eficazes do que as digitais, principalmente para aprendizado, as duas formas funcionam. O que importa é como você se organiza, não com o quê. Colocar pensamentos no papel ajuda a organizar ideias, clarear e priorizar demandas, tudo o que um bom home office precisa para não se tornar uma jornada de trabalho mais longa e exaustiva. 

E, para quem achava que a agenda estava ultrapassada, aqui está. Ela agora se chama planner, com uma cara mais moderna e atual do que nunca. Cícero que o diga!