Quem trabalha com conteúdo em agência com certeza já tentou defender a ativação do Pinterest em alguma reunião com cliente e não conseguiu. Isso acontece porque, apesar de não ser novo, é ainda considerado uma rede social de nicho e um território pouco explorado pelas marcas brasileiras. Mas a verdade é que o Pinterest, lançado em 2010 e considerado um dos melhores sites de 2011 pela revista Time, teve seu “maior crescimento de todos os tempos”, segundo Mariana Sensini, diretora do Pinterest no Brasil, em entrevista à Exame

No país, são 38 milhões de usuários mensais, ante os 367 milhões no mundo, com a segunda maior audiência, atrás apenas dos EUA. 

Em 2020, mais do que nunca, as pessoas procuraram em quem se inspirar e fazer planos para um tempo que ainda não sabem quando vai ser, e o Pinterest é a rede social do futuro. Isso quer dizer que ela não é sobre o “agora” como os Stories e o Twitter; nem sobre o “passado”, como o Instagram e o Facebook. Não é para falar de como foi ou está sendo a reforma; é sobre planejar a reforma. 

Tanto é que o Pinterest nem se considera uma rede social, e sim um ambiente de pesquisa visual, inspirador e que conecta interesses comuns. As pessoas não estão lá para interagir com outras ou com quem conhecem, mas para se inspirarem, se planejarem e, claro, comprar. O público no Pinterest tem mais mentalidade de compra do que muitos outros usuários de redes sociais: 87% dos usuários compraram um produto por causa do que encontraram na plataforma

O total de usuários ativos mensais no terceiro trimestre de 2020 aumentou 37% em comparação com o período do ano anterior, atingindo 442 milhões. O forte crescimento do engajamento ajudou a impulsionar as vendas de anúncios digitais e a participação do varejo online na plataforma de modo orgânico. 

Nos Estados Unidos, em maio, foi lançada a integração com a Shopify. O algoritmo vai mostrando os produtos e imagens conforme cada usuário (são mais de 2,5 bilhões de imagens mapeadas para conexões a varejistas que levam o usuário à compra). Segundo a diretora, não há previsão dessa funcionalidade no Brasil. Em quase 30 países, também já é possível criar anúncios no Pinterest.

Bom, até aqui temos informações importantes sobre o ambiente e o público, mas, na prática, como saber se é uma boa investida? Conhecendo muito bem o seu público, que é o princípio básico para qualquer estratégia ou ação. No Brasil, os maiores segmentos são decoração, beleza e receitas. Mas outros nichos são muito engajados, como noivas e casamento, moda, meditação, viagem e muitos outros. O importante é saber: Produzir material que inspire, criar desejo e apoiar o seu público é uma ótima pedida para 2021, agregar valor a conteúdo além de venda, oferecer materiais de planejamento, guias, checklists, templates… O universo de possibilidades é imenso e, de forma orgânica, o custo-benefício pode ser melhor do que você imagina. 

A expectativa para a chegada de anúncios e novas funcionalidades no Brasil já levou muitas marcas dos principais segmentos à plataforma para se adiantarem. Criar base, audiência e autoridade vão ajudar muito quando a popularização estiver consolidada. 

Mas você não precisa esperar nada para começar. A loja online de decoração Westwing, por exemplo, apostou numa parceria inédita de curadoria de produtos com o Pinterest em outubro. Eles identificaram que houve um aumento de 78% na busca pela expressão “projetos de reforma de casa” e criaram o ”Pinterest Day” durante a quarentena com uma seleção de produtos em nove coleções diferentes, disponíveis no site e, paralelamente, marcados no perfil do Westwing do Pinterest em quadros exclusivos.

Sugestões de perfis de diferentes segmentos que fazem um ótimo trabalho na plataforma: Tastemande (mais de 10 milhões de visualizações mensais), Leroy Merlin Brasil (mais de 3,3 milhões), Maquiagem Natura e Imaginarium.