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Uma crise global e 7 aprendizados pra sua marca

Já estamos nos encaminhando para o quarto mês de isolamento social no Brasil, mas desde o início, marcas de todos os segmentos vêm tentando se adaptar a essa experiência sem precedentes. Focar nas necessidades do momento vai ajudar a abrir caminhos com soluções úteis para a sua marca agora. 

Foi pensando nisso que o Matheus Motta, nosso Growth Hacker, trouxe alguns aprendizados de mercado valiosos para ajudar você a colocar a estratégia certa em ação. Passa um álcool em gel, pega um cafezinho e vem conferir:

Aprendizado #1: esqueça os planos iniciais para 2020 e teste!

A melhor forma de reagir e não paralisar no meio desse mar de incertezas é não se apegar às ideias. Os planos iniciais para o ano não se adequam, e qualquer nova decisão pode mudar em questão de um dia. Por isso, o importante é testar novas possibilidades: 

“O teste é sempre feito com o que está pior. Se a melhor taxa é 1% e testar em algo que a taxa é de 0,8%, o ganho será menor do que testar em 2 ou 3 pontos que possuem taxa de 0,2%”.

Aprendizado #2: seja rápido!

Quando falamos em teste, falamos também em agilidade: o segredo é testar rápido para errar rápido. Isso mesmo! Em períodos com transformações intensas e constantes como os atuais, a capacidade de mudar rotas rapidamente quando necessário é fundamental. Por isso, te um fluxo de planejamento, aplicação e avaliação de testes com agilidade pode fazer toda a diferença para a reversão de cenários e correção de estratégias. Neste sentido, a tomada de decisão também precisa estar alinhada com um ritmo dinâmico. Quando esse processo é centrado em um só líder, tudo fica mais lento. Por isso, criar grupos que vão contribuir e compartilhar esse processo. 

Aprendizado #3: trabalhe com as incertezas

Planos para diferentes contextos podem ajudar a preparar sua marca para a hora do imprevisto. As incertezas são muito maiores do que as certezas, então, o ideal é mapear previamente algumas possibilidades a serem seguidas a partir de aprendizados anteriores e expectativas futuras.

Um bom exemplo vem do varejo, que precisa se moldar a decretos de abertura e fechamento de lojas físicas. Ter um planejamento que acolha as possibilidades dentro do segmento e agilize a leitura de cada cenário é, além de uma preparação, uma garantia de reação mais rápida.

Aprendizado #4: fique de olho no consumidor

Muitas compras vêm sendo adiadas, mas os problemas e as necessidades das pessoas continuarão aparecendo: a televisão quebrou, a geladeira estragou, precisou de uma cadeira nova para trabalhar em casa. A diferença é que, agora, as soluções são online: vendemos para pessoas, a empresa não vai ditar o comportamento, as pessoas é que vão! Por isso, aumentar e melhorar a oferta no digital vai ser decisivo. Se você ainda não colocou boas promoções no radar, não melhorou a navegabilidade do site (principalmente para mobile) e ainda não desenvolveu um aplicativo que facilite pagamentos, trocas e atendimento, talvez esse seja o momento.

Aprendizado #5: saia da caixa!

“Depois da crise de 2008, com muitas pessoas desempregadas nos EUA, criou-se o UBER e o AIRBNB. Ou seja, pessoas precisando de dinheiro com casa/carro parado, puderam trabalhar do dia para a noite”

Neste tópico destacamos que, mesmo com as adversidades impostas pela pandemia, procurar oportunidades é decisivo. Pensar fora da caixa é uma forma de fazer com que o consumidor note a sua marca e lembre dela em momentos com sobrecarga de informações e situações adversas. Boas soluções podem surgir de momentos de crise em que um caminho padrão já não gera resultados efetivos. Seja criativo!

Aprendizado #6: o Brasil precisa inovar

A pandemia escancarou a dependência do mercado brasileiro dos pontos físicos tradicionais para manter a economia. Mesmo com as vendas online em crescimento, a perda de receita tem mostrado que apenas entrar no digital está longe de resolver o problema. Uma crise que, em poucas semanas, faz empresas perderem todo seu faturamento com fechamento de pontos físicos comprova o quanto ainda estamos despreparados para inovar. E esse é um dos maiores pontos de atenção e aprendizado para o momento nas empresas.

Aprendizado #7: de pessoas para pessoas

Já reparou que esse é um momento em que as marcas precisam “fazer um carinho no coração das pessoas”?. Aqui falamos de consumidores e também de colaboradores das empresas. Temos visto mudanças em modelos de negócio de forma abrupta ou até demissões em uma grande escala de funcionários. Para o público que está observando de fora, esses fatos assustam e dificultam a associação da marca a algo positivo. Facilitar e flexibilizar para que o consumidor ou o colaborador tenha boas experiências com a marca nesse momento mostra o quanto sua empresa pensa no coletivo e se preocupa com o bem-estar de todos.

Não existe fórmula mágica, mas esses aprendizados podem ajudar você a compreender qual é a melhor decisão para a sua marca. Observar, ficar atento às mudanças e manter um planejamento que esteja de acordo com a realidade atual são pontos-chave para não paralisar e continuar marcando presença no mercado.

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Os desafios da gestão de pessoas durante a crise

Em meio a circunstâncias tão incertas, encontrar a melhor maneira de realizar a gestão de pessoas durante a crise gerada pela pandemia tem sido uma tarefa complexa. Empresas de todos os segmentos ainda convivem diariamente com as dúvidas sobre quais são as melhores decisões para o seu negócio e, principalmente, seus colaboradores. Nossa coordenadora de Capital Humano, Carolina Cubas, destacou algumas ações que têm sido essenciais para manter boas práticas e transpor os desafios criados por esse período tão delicado.

Aposte em uma comunicação constante e transparente

As preocupações são extremamente naturais nesse momento, principalmente as dos colaboradores. As dúvidas sobre como a empresa está enfrentando a crise e como isso pode impactar em suas vidas pessoais são muitas. Por isso, é importante que exista um canal no qual a empresa fale de forma clara e franca com seus colaboradores, além de deixar o espaço aberto para dúvidas e sugestões. De acordo com Carolina, compartilhar informações sobre os negócios e metas contribui para que os colaboradores sintam como a empresa está caminhando, mesmo que à distância.

Estimule a resiliência

Você já deve ter dado de cara com essa palavra em muitos materiais que abordam questões como gestão, aprendizados e estratégias para o momento. Dentro de qualquer organização, a melhor forma de ajudar a ativar essa resiliência é deixar claro que ninguém está sozinho.

Incentive a atenção e a presença dos gestores

Sabemos que a distância atrapalha o acompanhamento das atividades e também das principais necessidades de cada colaborador, mas é preciso recriar a rotina para que todas as engrenagens sigam operando bem. Para nossa responsável pelo Capital Humano da agência, o importante é o gestor sempre se mostrar presente mesmo longe fisicamente. Isso pode ser feito mantendo conversas com cada colaborador do time para auxiliar no gerenciamento da rotina e identificar possíveis dificuldades. Para os integrantes dos times, manter a comunicação é essencial: identifique seus pontos fortes e fracos e comunique-os. 

Entenda: pressão não é motivação

É claro que o colaborador precisa ter o senso de urgência de cada entrega, mas se a pressão aparecer em excesso, o profissional pode se sentir desmotivado, conforme alerta nossa psicóloga: “A partir do momento que o gestor deixa de instigar isso positivamente e começa a transferir sua ansiedade para seu liderado, torna-se pressão”

Por isso, é importante que os colaboradores não se sintam pressionados, mesmo que apareça algum problema no meio do caminho. Criar uma cultura de motivação e de propósito é muito mais saudável para a empresa como um todo, não é? E está à mão de qualquer gestor.

Cuide dos seus colaboradores

Momentos de descontração e relaxamento fazem do ambiente de trabalho um lugar melhor. Abaixo seguem algumas dicas simples e que podem funcionar para a sua empresa:

  1. Ginástica laboral: estimular uma rotina mais saudável é fundamental!
  2. Vídeo chamadas: momentos assim ajudam a manter a sensação de pertencimento, algo bastante importante.
  3. Instagram para comunicação interna: uma forma bastante eficaz de estimular a interação e a troca. 
  4. Presença ativa do Capital Humano: mais do que nunca, o canal de conversa com os profissionais da área deve estar aberto. O objetivo deve ser sempre ouvir, orientar, conscientizar e, caso seja identificada a necessidade de um auxílio psicológico mais específico, desconstruir possíveis barreiras que possam existir em relação à psicoterapia.

Carolina também ressalta a importância do gestor nesses cuidados:

“Cada gestor deve ficar responsável por reconhecer e motivar seu liderado o desenvolvendo em característica que a função pede, além do crescimento profissional dentro da agência”.

Busque novos talentos

Se houver recursos, continue contratando. Investir em capital humano é uma forma de renovar as metas e traçar caminhos de forma mais criativa, com auxílio de novas ideias e cada vez mais apoio. 

Mostrar-se presente é fundamental em um momento como este, em que nossa rotina de trabalho e nossas relações pessoais estão se reinventando, nossa coordenadora ainda destaca:

“O gestor precisa frequentemente conversar com todos os membros da equipe, afinal mostrar-se presente é fundamental num momento que as pessoas não se veem pessoalmente há meses. Isso traz a sensação de que é um time unido e que procura ao máximo não deixar a distância afetar o engajamento, as entregas e a motivação.”

Estamos todos preocupados com o futuro, mas focar no presente é o melhor a fazer. Por isso, tenha em mente que boas práticas estão a sua disposição para auxiliar no engajamento, nas entregas e na motivação dos colaboradores, mesmo à distância.

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Facebook Shops: 5 vantagens que esperamos

No mês de maio, o Facebook lançou globalmente um serviço de vendas dentro dos seus próprios aplicativos – o Facebook e Instagram Shops.

Esse lançamento já era previsto, mas foi acelerado por causa da pandemia da Covid-19. A iniciativa surge como concorrente da Amazon e outros marketplaces e apresenta funcionalidades que prometem facilitar o processo de digitalização de negócios de todos os portes. Ainda como beta no Brasil, plataforma poderá ser acessada a partir da loja na página da loja no Facebook e no Instagram, além dos Stories e anúncios.

Mas o que se pode esperar com esse lançamento? No Brasil, algumas funcionalidades estão sendo liberadas em primeira mão como beta para o Grupo Agilità, do segmento de moda, que é nosso cliente na Adtail. A Marina Nascimento, Mídia responsável pela conta da aqui na agência, fez suas primeiras observações sobre o recurso.

1º: encanto e organização

Independentemente do porte ou orçamento da empresa, o Facebook Shops nasce como um canal direto entre lojas e consumidores através dos seus aplicativos mais conhecidos. Sem a necessidade da instalação de novos apps e contando com a familiaridade das plataformas, a loja foi desenvolvida para ser facilmente configurada e organizada. 

Se antes a marcação de produtos nas publicações oferecia pouco controle e nenhuma categorização, a primeira observação é justamente a possibilidade de customizar a loja, com maior alinhamento estético à marca – site, campanhas, conteúdo orgânico e anúncios – assim como a organização de produtos em coleção. 

“Ao invés de se deparar com todos os produtos do catálogo da marca, misturando roupas de festa e casuais, por exemplo, vai conseguir encontrar as mesmas categorias e agrupamentos feitos no site. Dessa forma, além de poder navegar de forma mais organizada, o cliente também consegue visualizar a ampla gama de categorias e estilos que a marca disponibiliza.”

Marina também explica que, a médio prazo, esse formato de apresentação e o maior controle por parte do vendedor podem ajudar a aumentar a taxa de conversão da loja, justamente por oferecer maior noção da variedade de produtos, fazendo com que o consumidor passe a considerá-la para categorias que até então desconhecia. 

2º: testes no Brasil

As atualizações do recurso de lojas ainda estão sendo testadas para uma posterior implementação no país. Para experimentar alguns dos recursos, o Grupo Agilità, foi a primeira marca convidada a aplicar as funcionalidades de personalização do layout e uso da loja como destino do clique em anúncios nas redes. A expectativa, segundo Marina, é incrementar as vendas, destacando melhor os argumentos já utilizados nas outras mídias e possibilitar que as clientes conheçam novos produtos e diferentes coleções através da plataforma. Para o Coordenador de Conteúdo e Marketing da marca, Gabriel Rabelo, as primeiras impressões são positivas.

“O processo de implementação da ferramenta foi simples e bastante intuitivo – em poucos passos conseguimos deixar a loja pronta e funcionando no Shops do Facebook e do Instagram”

3º: Integração e conexão

Entre as novidades previstas para os próximos meses na plataforma, estão as integrações com outros aplicativos da companhia como WhatsApp, Messenger e Instagram Direct.

É verdade que o contato entre marcas e clientes através desses canais não é novidade. No entanto, uma integração entre as plataformas pode oferecer aos consumidores mais segurança e confiabilidade, principalmente àqueles que não costumam comprar através de canais digitais, possibilitando acompanhar as etapas e realizar um pós-venda mais eficaz. 

“Além disso, principalmente em marcas de luxo, o consumidor gosta de um atendimento mais personalizado, o que pode ser feito via Whatsapp ou Messenger, pelo SAC ou pelas vendedoras.” 

4º: Sem fee, muitos dados

Não havendo check out através da plataforma (opção disponível apenas nos Estados Unidos), o Facebook promete que não haverá cobranças pelo negócio. O modelo de monetização da plataforma continuará sendo por anúncios. Ao invés de cobrar pela plataforma, a empresa aproveitará os dados coletados nas vendas para aprimorar os anúncios direcionados.

Lembramos que antes mesmo deste novo produto, já era possível promover produtos na loja do Instagram, inclusive marcando-os em publicações. A ampliação dessa opção para o Facebook de forma mais organizada não deve apresentar potencial para grandes impactos na performance de anúncios, mas Marina Nascimento alerta que é preciso sempre estar atento à importância das vendas omnichannel, ressaltando a assistência que campanhas e mídias dão a vendas que não são last click.

“O Facebook costuma ocupar, de maneira geral, um espaço importante na visibilidade das marcas, contribuindo para conversões diretas e compras por buscadores.”

5º: Papel para pequenos negócios e a pandemia

Por ser uma ferramenta fácil e intuitiva, o Facebook Shops oferece aos pequenos comércios, ainda não tão ativos virtualmente, uma oportunidade para digitalizar seu negócio com agilidade e a baixo custo

A ferramenta abre a possibilidade de explorar todo o potencial de vendas, exibindo não só o produto, mas agregando valor a ele. Uma loja de confecção, por exemplo, além dos produtos, pode trabalhar com tendências ou estilos voltados a perfis diferentes de clientes. Isso pode fazer com que um consumidor tenha contato com outros produtos ou categorias e complementar sua compra, aumentar o ticket médio, o reconhecimento da marca e a conexão dele com a marca. 

Lançado mais cedo por causa da pandemia, o Facebook Shops possibilita ainda que pequenas empresas, provavelmente as mais afetadas pelo isolamento social, consigam manter suas vendas de forma on-line de maneira fácil e prática mesmo que com menor profundidade e estoque durante a crise. Isso, para muitas delas, pode representar a diferença entre seguir aberta ou não, além disso, os consumidores que se encantarem virtualmente poderão conhecer a loja física e quem sabe tornarem-se clientes fiéis.

Leia também a matéria de lançamento do recurso feita pelo Facebook, disponível em inglês.

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