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3 Tech Stacks de Marketing para conhecer e aplicar

Muitas vezes, o trabalho de marketing digital se confunde com as tech stacks usadas para fazer o trabalho acontecer. Veja mais de 30 recomendações de ferramentas para montar a sua hoje.
3 Tech Stacks de Marketing para conhecer e aplicar
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3 Tech Stacks de Marketing para conhecer e aplicar

Muitas vezes, o trabalho de marketing digital se confunde com as tech stacks usadas para fazer o trabalho acontecer. Veja mais de 30 recomendações de ferramentas para montar a sua hoje.
3 Tech Stacks de Marketing para conhecer e aplicar

Hoje em dia, o marketing digital funciona praticamente na base de tech stacks bem construídas. Mas o que é uma teck stack de marketing? 

Para quem não é familiar com o termo, não se preocupe: é muito provável que sua empresa ou a agência em que você trabalha tenha tech stacks de marketing funcionando nesse exato momento. 

Uma tech stack de marketing é a junção dos softwares utilizados para um fim específico. 

Veja, por exemplo, uma tech stack padrão de conteúdo: 

  • Ferramenta de pesquisa de palavras-chave;
  • Ferramenta de criação ou revisão de copy (geralmente IA); 
  • Plataforma de organização da base de leads; 
  • Plataforma de disparo de e-mails com integração com a base de leads; 
  • CRM integrado às duas plataformas anteriores. 

Stack é o termo em inglês para pilha, e é fácil ver porque a tech stack leva esse nome: ferramentas e plataformas se empilham uma na outra e conversam entre si, muitas vezes sendo responsáveis por dar a forma a área específica. 

Ou seja: essa operação de Inbound não funcionaria sem a tech stack de Inbound. 

Mas quais são as outras tech stacks importantes do marketing digital? Como construí-los e dimensioná-los de acordo com as suas necessidades? Vamos conversar sobre isso agora. Acompanhe: 

Dimensionando seu tech stack de marketing digital: custo X benefício X necessidade 

Antes de passarmos para as tech stacks específicas de cada área do marketing digital, precisamos conversar melhor sobre como fazer o dimensionamento da sua stack

Como conversamos ali na introdução, muitas vezes o tech stack é que define uma área de atuação dentro do seu marketing digital. 

Não é possível fazer Inbound Marketing sem pelo menos uma ferramenta de organização da base de leads, portanto, o conceito de Inbound e a tech stack de Inbound são quase sinônimos na prática. 

Porém, é importante também entender que a tech stack custa dinheiro para montar e para manter. Quanto maior ela for, mais você vai estar gastando. 

O ideal é você começar pequeno avaliando suas necessidades. As tech stacks devem começar com testes gratuitos e com ferramentas versão free. 

Depois de desenhar sua operação usando as informações que você tem, é possível então passar para a compra das ferramentas. 

O processo para a montagem de qualquer tech stack em 5 passos simples

  • Pessoas: meça o nível de aceitação da sua equipe às tecnologias que você quer implementar. No exemplo do Inbound: meu time sabe o que é Inbound? Entende a necessidade da stack? Vai conseguir operá-la? 
  • Ferramentas: pensando na realidade da sua operação, quais são as ferramentas que você precisa? Nem todas as que vamos listar aqui vão ser necessárias para a sua operação; 
  • Processos: antes de contratar as ferramentas, desenhe processos para entender como elas vão ser utilizadas; 
  • Preço: muitas ferramentas têm custos extra com implementação e treinamentos. Todos eles devem estar descrito no plano antes de fechar para evitar surpresas; 
  • Benefícios: existem diferenças bem grandes entre as funcionalidades de softwares voltados para o marketing digital. Um exemplo clássico: quem trabalha com a RD Station vai se assustar com a UI da ActiveCampaign. Quem trabalha com a Active vai estranhar a falta de personalização em fluxos da RD. 

Essas são as nossas recomendações gerais para a criação de tech stacks na sua empresa. 

Agora, vamos passar para as próprias tech stacks em si. Lembrando que não é necessário colocar todas as recomendações em prática, nem comprar todos os softwares para ter uma tech stack que funciona para a sua realidade. 

Nos próximos itens, vamos criar as stacks de forma detalhada, sendo que você é o principal guia do que vale a pena comprar e o que pode ser deixado de lado. 

Acompanhe: 

Tech Stack de Marketing Inbound 

Há um problema clássico no Inbound: por ele ser dependente de stacks, é comum que equipes e gestores pensem na stack antes da estratégia. 

O importante aqui é entender principalmente quais são as suas necessidades de produção, e quais são os seus principais canais de captação de leads. 

Exemplo: uma estratégia de Inbound baseada inteiramente em blogs vai ter necessidades diferentes de estratégias mais amplas, que unem SEO, redes sociais, YouTube etc. 

No primeiro caso, um único sistema pode ser mais do que o suficiente. No segundo caso, é necessário contar com mais sistemas operando em conjunto. 

Também há diferenças na forma com que você conduz o lead ao longo do Funil. Se por e-mail, plataformas de e-mail marketing são fundamentais. Se por redes sociais + grupos de WhatsApp ou Telegram, nem tanto. 

Vamos separar aqui algumas tech stacks pensando nessas realidades distintas. Acompanhe: 

Stack simples e cost-effective para blogs, lead manets e SEO 

Montamos aqui um tech stack de marketing de conteúdo simples para ser usado no Inbound. 

Você vai perceber que a ênfase aqui está em produtos gratuitos, como o Wordpress e o Google Forms, e isso tem motivo: a eficiência de custo. 

Começar uma estratégia já com investimentos muito altos é complicado no marketing de conteúdo com foco em SEO, ainda mais em época de baixa no tráfego orgânico. 

Os resultados podem demorar até um ano para aparecer, e o custo de plataformas mais robusta é bem alto. Não compensa já começar investindo alto. 

Isso dito, veja nossa recomendação logo abaixo. Ela é bem simples e você pode montá-la em menos de uma semana: 

  • CMS para publicação de conteúdo (WordPress, Webflow)
  • Ferramenta de SEO e planejamento de palavras-chave (Semrush, Ahrefs)
  • Ferramenta de formulários e captação de leads (Typeform, Google Forms)
  • Analytics e mensuração de tráfego e conversão (Google Analytics, Search Console)
  • E-mail marketing básico para respostas e follow-ups simples (Mailchimp, Brevo)

Entre todas essas, as únicas que você vai precisar pagar para ter acesso são as de e-mail marketing (Mailchimp é a nossa recomendação) e a ferramenta de pesquisa de palavras-chave. 

E mesmo a de palavras-chave pode ser substituída pelo Google Keyword Planner caso você tenha uma conta ativa no Google Ads. Veja mais sobre o assunto no post abaixo: 

➡️ Pesquisa de palavras-chave na prática: anúncios e orgânico

Stack para Inbound multicanal com SEO, redes sociais e YouTube

Estratégias mais robustas vão precisar de uma tech stack não necessariamente maior, mas sim mais capaz. 

Quando você determina múltiplos pontos de entrada para leads, você vai precisar de um sistema mais robusto para organizar sua base. 

Essa tech stack de marketing logo abaixo leva isso em consideração. Ela é similar à anterior, mas vem com plataformas de marketing mais avançadas e algumas outras para agendamentos nas redes sociais. 

Esse é o ech stack padrão usado em agências de marketing digital e marcas com bom posicionamento online:

  • CMS e gestão de conteúdo (WordPress, Webflow)
  • Ferramenta de SEO e conteúdo (Semrush, Ahrefs)
  • Gestão de redes sociais e agendamento (Hootsuite, mLabs)
  • Plataforma de automação de marketing e CRM (HubSpot, RD Station)
  • Analytics e atribuição multicanal (Google Analytics, Looker Studio)
  • Ferramenta de gestão e análise de vídeos (YouTube Studio, Tubebuddy)

Stack orientada à nutrição via e-mail, WhatsApp e comunidades

Aqui entramos em um tipo diferente de stack, que vai priorizar a nutrição avançada de leads e a comunicação direta através de grupos de WhatsApp. 

Não confundir com grupos mais simples, voltados para vendas e nutrição B2C. Vamos conversar sobre isso mais adiante no texto. 

Aqui, estamos pensando em estratégias bem mais maduras, que aplicam tudo o que foi descrito até agora e adicionam uma camada extra voltada para a interação direta em grupos e nutrição avançada. 

Acompanhe: 

  • Plataforma de CRM e automação avançada (HubSpot, RD Station, ActiveCampaign)
  • E-mail marketing com segmentação e fluxos (ActiveCampaign, Brevo)
  • Ferramenta de WhatsApp Business e automações (Z-API, Take Blip)
  • Plataforma de comunidades ou grupos (WhatsApp, Telegram, Circle)
  • Integração e orquestração de dados (Zapier, Make)
  • Analytics focado em comportamento e funil (Google Analytics, dashboards customizados)

Tech Stack de Marketing Outbound, prospecção ativa e Funil Invertido 

Para montar suas stacks de Outbound, você vai precisar primeiro definir que tipo de Outbound você vai fazer. 

Existem diferenças bem grandes entre trabalhar com anúncios para um público B2C usando Instagram e Google e uma estratégia madura de ABM. 

Diferenças massivas tanto na execução quanto no preço. Uma estratégia funcional avançada de Outbound, até mesmo sem entrar no mérito do marketing B2B, pode incluir ferramentas caras, pessoal qualificado e até o preço da gasolina dos SDRs. 

Vamos fazer a diferenciação logo abaixo, no estilo que fizemos até agora. Acompanhe: 

Stack de Marketing Outbound clássico para B2C e produtos físicos

Aqui vamos tratar do Outbound clássico, que usa principalmente anúncios para vender produtos físicos na internet. 

Veja como estamos incluindo tudo o que você vai precisar, inclusive um e-commerce. 

Esse é o básico do básico que você vai precisar para um bom start no Marketing Outbound clássico. Temos um texto no blog que se aprofunda bastante no tema, acesse logo abaixo: 

➡️ Prospecção Ativa Outbound: como estruturar e alavancar

Agora acompanhe a tech stack para o Marketing Outbound: 

  • Plataformas de mídia paga (Google Ads, Meta Ads, TikTok Ads);
  • Gerenciador de criativos e variações de anúncios (Meta Creative Hub, Canva, IAs);
  • Ferramenta de tracking e pixels (Google Tag Manager);
  • Plataforma de e-commerce ou checkout (Shopify, WooCommerce);
  • Ferramenta de remarketing e públicos (Meta Ads, Google Ads);
  • Analytics focado em performance e conversão (Google Analytics, Looker Studio);
  • CRM leve ou gestão básica de clientes (HubSpot Free, Pipedrive);

Stack de Marketing Outbound para serviços e SaaS em B2B

Aqui começamos a nos aprofundar mais em noções de Business Intelligence, automações mais complexas e o envolvimento de pessoal qualificado nas stacks

Também precisamos escalar a stack para incluir plataformas de prospecção, que são fundamentais para garantir mais leads, especialmente se você não está gerando ou qualificando leads via Inbound. 

Isso é especialmente necessário para a aplicação do Funil Invertido, por exemplo. Nessa modalidade, a estratégia foca primeiro no Fundo de Funil, gerando caixa e vendas, para depois aplicar o Inbound e converter leads de Topo e Meio, que precisam de nutrição. 

Veja a tech stack logo abaixo: 

  • Plataformas de mídia paga B2B (Google Ads, LinkedIn Ads);
  • Ferramenta de prospecção e enriquecimento de leads (Apollo, Lusha);
  • Landing pages e formulários de conversão (Webflow, Unbounce);
  • CRM comercial com pipeline de vendas (HubSpot, Salesforce);
  • Ferramenta de automação e cadência de contato (HubSpot, ActiveCampaign);
  • Analytics e atribuição de leads (Google Analytics, CRM reports);

Stack de ABM avançado para B2B

Então, até agora, tratamos de tech stacks para o marketing direto B2C e B2B, mas ainda há um nível além: o ABM. 

Essa estratégia B2B foca em contas chave, anunciando para um público relativamente menor, mas com muito potencial de gerar grandes contratos. 

Essa estratégia exige um conhecimento profundo da sua área, assim como uma necessidade urgente de encontrar prospects de altíssima qualidade, já que o valor investido é alto. 

Quando aplicado junto com o Inbound, como é o caso na maioria das vezes por ser uma estratégia holística, o ABM acaba tendo um ciclo de vendas bem longo e complexo, que envolve equipes multidisciplinares e estratégias específicas, quase únicas. 

Veja a stack Outbound para ABM que preparamos: 

  • Plataforma de ABM e orquestração de contas (Demandbase, 6sense, RollWorks);
  • CRM enterprise e gestão de contas (Salesforce, HubSpot Enterprise);
  • Ferramenta de dados e enriquecimento de contas (Clearbit, ZoomInfo);
  • Plataformas de mídia paga focadas em contas (LinkedIn Ads, Google Ads);
  • Automação avançada e personalização por conta (Marketo, HubSpot);
  • BI e atribuição multi-touch (Looker, Tableau);
  • Integração e governança de dados (Segment, Snowflake);

Tech Stack de PLG — Product Led Growth

O último ponto que queremos abordar aqui no texto é o PLG, ou o Growth Liderado por Produto, em tradução livre. 

Essa modalidade de marketing é normalmente aplicada por empresas SaaS, com componente B2B, em que todas as estratégias circulam ao redor do próprio produto. 

Product-Led Growth é um modelo em que o próprio produto assume o papel central de aquisição, ativação, retenção e expansão. 

A experiência de uso substitui parte relevante do discurso de marketing e da pressão comercial. O valor é demonstrado na prática.

Nesse contexto, marketing, produto e dados deixam de operar como áreas separadas. O crescimento passa a ser guiado por comportamento real do usuário, eventos de uso e padrões de ativação. 

Todo o crescimento perpassa o produto. E todos os esforços de captação e qualificação vão eventualmente convergir na CTA principal: o teste do produto. 

Para se aprofundar nesse tema, acesse nosso texto aqui no blog. E agora, veja a Tech Stack: 

  • Ferramenta de tracking e coleta de eventos de uso do produto (Segment, RudderStack);
  • Plataforma de product analytics e comportamento de usuários (Amplitude, Mixpanel);
  • Onboarding, tours e mensagens dentro do produto (Appcues, Userflow, Pendo);
  • Feature flags e experimentação contínua (LaunchDarkly, Optimizely);
  • CRM orientado a uso e ciclo de vida do cliente (HubSpot, Customer.io);
  • Ferramenta de billing, planos e monetização (Stripe, Chargebee);
  • Automação de comunicação baseada em eventos (Customer.io, Braze);
  • BI e visualização de dados de produto e receita (Looker, Metabase);
  • Integração e governança de dados (Segment, Snowflake)

E aí, como é a sua tech stack? 

Deixe nos comentários suas formas favoritas de aplicar o marketing digital para ajudar os leitores iniciantes! 

E não deixe de conferir os cases Adtail para ver tudo isso aplicado na prática. Obrigado pela leitura! 

Escrito por:
André Bonanomi
CRO

Hoje em dia, o marketing digital funciona praticamente na base de tech stacks bem construídas. Mas o que é uma teck stack de marketing? 

Para quem não é familiar com o termo, não se preocupe: é muito provável que sua empresa ou a agência em que você trabalha tenha tech stacks de marketing funcionando nesse exato momento. 

Uma tech stack de marketing é a junção dos softwares utilizados para um fim específico. 

Veja, por exemplo, uma tech stack padrão de conteúdo: 

  • Ferramenta de pesquisa de palavras-chave;
  • Ferramenta de criação ou revisão de copy (geralmente IA); 
  • Plataforma de organização da base de leads; 
  • Plataforma de disparo de e-mails com integração com a base de leads; 
  • CRM integrado às duas plataformas anteriores. 

Stack é o termo em inglês para pilha, e é fácil ver porque a tech stack leva esse nome: ferramentas e plataformas se empilham uma na outra e conversam entre si, muitas vezes sendo responsáveis por dar a forma a área específica. 

Ou seja: essa operação de Inbound não funcionaria sem a tech stack de Inbound. 

Mas quais são as outras tech stacks importantes do marketing digital? Como construí-los e dimensioná-los de acordo com as suas necessidades? Vamos conversar sobre isso agora. Acompanhe: 

Dimensionando seu tech stack de marketing digital: custo X benefício X necessidade 

Antes de passarmos para as tech stacks específicas de cada área do marketing digital, precisamos conversar melhor sobre como fazer o dimensionamento da sua stack

Como conversamos ali na introdução, muitas vezes o tech stack é que define uma área de atuação dentro do seu marketing digital. 

Não é possível fazer Inbound Marketing sem pelo menos uma ferramenta de organização da base de leads, portanto, o conceito de Inbound e a tech stack de Inbound são quase sinônimos na prática. 

Porém, é importante também entender que a tech stack custa dinheiro para montar e para manter. Quanto maior ela for, mais você vai estar gastando. 

O ideal é você começar pequeno avaliando suas necessidades. As tech stacks devem começar com testes gratuitos e com ferramentas versão free. 

Depois de desenhar sua operação usando as informações que você tem, é possível então passar para a compra das ferramentas. 

O processo para a montagem de qualquer tech stack em 5 passos simples

  • Pessoas: meça o nível de aceitação da sua equipe às tecnologias que você quer implementar. No exemplo do Inbound: meu time sabe o que é Inbound? Entende a necessidade da stack? Vai conseguir operá-la? 
  • Ferramentas: pensando na realidade da sua operação, quais são as ferramentas que você precisa? Nem todas as que vamos listar aqui vão ser necessárias para a sua operação; 
  • Processos: antes de contratar as ferramentas, desenhe processos para entender como elas vão ser utilizadas; 
  • Preço: muitas ferramentas têm custos extra com implementação e treinamentos. Todos eles devem estar descrito no plano antes de fechar para evitar surpresas; 
  • Benefícios: existem diferenças bem grandes entre as funcionalidades de softwares voltados para o marketing digital. Um exemplo clássico: quem trabalha com a RD Station vai se assustar com a UI da ActiveCampaign. Quem trabalha com a Active vai estranhar a falta de personalização em fluxos da RD. 

Essas são as nossas recomendações gerais para a criação de tech stacks na sua empresa. 

Agora, vamos passar para as próprias tech stacks em si. Lembrando que não é necessário colocar todas as recomendações em prática, nem comprar todos os softwares para ter uma tech stack que funciona para a sua realidade. 

Nos próximos itens, vamos criar as stacks de forma detalhada, sendo que você é o principal guia do que vale a pena comprar e o que pode ser deixado de lado. 

Acompanhe: 

Tech Stack de Marketing Inbound 

Há um problema clássico no Inbound: por ele ser dependente de stacks, é comum que equipes e gestores pensem na stack antes da estratégia. 

O importante aqui é entender principalmente quais são as suas necessidades de produção, e quais são os seus principais canais de captação de leads. 

Exemplo: uma estratégia de Inbound baseada inteiramente em blogs vai ter necessidades diferentes de estratégias mais amplas, que unem SEO, redes sociais, YouTube etc. 

No primeiro caso, um único sistema pode ser mais do que o suficiente. No segundo caso, é necessário contar com mais sistemas operando em conjunto. 

Também há diferenças na forma com que você conduz o lead ao longo do Funil. Se por e-mail, plataformas de e-mail marketing são fundamentais. Se por redes sociais + grupos de WhatsApp ou Telegram, nem tanto. 

Vamos separar aqui algumas tech stacks pensando nessas realidades distintas. Acompanhe: 

Stack simples e cost-effective para blogs, lead manets e SEO 

Montamos aqui um tech stack de marketing de conteúdo simples para ser usado no Inbound. 

Você vai perceber que a ênfase aqui está em produtos gratuitos, como o Wordpress e o Google Forms, e isso tem motivo: a eficiência de custo. 

Começar uma estratégia já com investimentos muito altos é complicado no marketing de conteúdo com foco em SEO, ainda mais em época de baixa no tráfego orgânico. 

Os resultados podem demorar até um ano para aparecer, e o custo de plataformas mais robusta é bem alto. Não compensa já começar investindo alto. 

Isso dito, veja nossa recomendação logo abaixo. Ela é bem simples e você pode montá-la em menos de uma semana: 

  • CMS para publicação de conteúdo (WordPress, Webflow)
  • Ferramenta de SEO e planejamento de palavras-chave (Semrush, Ahrefs)
  • Ferramenta de formulários e captação de leads (Typeform, Google Forms)
  • Analytics e mensuração de tráfego e conversão (Google Analytics, Search Console)
  • E-mail marketing básico para respostas e follow-ups simples (Mailchimp, Brevo)

Entre todas essas, as únicas que você vai precisar pagar para ter acesso são as de e-mail marketing (Mailchimp é a nossa recomendação) e a ferramenta de pesquisa de palavras-chave. 

E mesmo a de palavras-chave pode ser substituída pelo Google Keyword Planner caso você tenha uma conta ativa no Google Ads. Veja mais sobre o assunto no post abaixo: 

➡️ Pesquisa de palavras-chave na prática: anúncios e orgânico

Stack para Inbound multicanal com SEO, redes sociais e YouTube

Estratégias mais robustas vão precisar de uma tech stack não necessariamente maior, mas sim mais capaz. 

Quando você determina múltiplos pontos de entrada para leads, você vai precisar de um sistema mais robusto para organizar sua base. 

Essa tech stack de marketing logo abaixo leva isso em consideração. Ela é similar à anterior, mas vem com plataformas de marketing mais avançadas e algumas outras para agendamentos nas redes sociais. 

Esse é o ech stack padrão usado em agências de marketing digital e marcas com bom posicionamento online:

  • CMS e gestão de conteúdo (WordPress, Webflow)
  • Ferramenta de SEO e conteúdo (Semrush, Ahrefs)
  • Gestão de redes sociais e agendamento (Hootsuite, mLabs)
  • Plataforma de automação de marketing e CRM (HubSpot, RD Station)
  • Analytics e atribuição multicanal (Google Analytics, Looker Studio)
  • Ferramenta de gestão e análise de vídeos (YouTube Studio, Tubebuddy)

Stack orientada à nutrição via e-mail, WhatsApp e comunidades

Aqui entramos em um tipo diferente de stack, que vai priorizar a nutrição avançada de leads e a comunicação direta através de grupos de WhatsApp. 

Não confundir com grupos mais simples, voltados para vendas e nutrição B2C. Vamos conversar sobre isso mais adiante no texto. 

Aqui, estamos pensando em estratégias bem mais maduras, que aplicam tudo o que foi descrito até agora e adicionam uma camada extra voltada para a interação direta em grupos e nutrição avançada. 

Acompanhe: 

  • Plataforma de CRM e automação avançada (HubSpot, RD Station, ActiveCampaign)
  • E-mail marketing com segmentação e fluxos (ActiveCampaign, Brevo)
  • Ferramenta de WhatsApp Business e automações (Z-API, Take Blip)
  • Plataforma de comunidades ou grupos (WhatsApp, Telegram, Circle)
  • Integração e orquestração de dados (Zapier, Make)
  • Analytics focado em comportamento e funil (Google Analytics, dashboards customizados)

Tech Stack de Marketing Outbound, prospecção ativa e Funil Invertido 

Para montar suas stacks de Outbound, você vai precisar primeiro definir que tipo de Outbound você vai fazer. 

Existem diferenças bem grandes entre trabalhar com anúncios para um público B2C usando Instagram e Google e uma estratégia madura de ABM. 

Diferenças massivas tanto na execução quanto no preço. Uma estratégia funcional avançada de Outbound, até mesmo sem entrar no mérito do marketing B2B, pode incluir ferramentas caras, pessoal qualificado e até o preço da gasolina dos SDRs. 

Vamos fazer a diferenciação logo abaixo, no estilo que fizemos até agora. Acompanhe: 

Stack de Marketing Outbound clássico para B2C e produtos físicos

Aqui vamos tratar do Outbound clássico, que usa principalmente anúncios para vender produtos físicos na internet. 

Veja como estamos incluindo tudo o que você vai precisar, inclusive um e-commerce. 

Esse é o básico do básico que você vai precisar para um bom start no Marketing Outbound clássico. Temos um texto no blog que se aprofunda bastante no tema, acesse logo abaixo: 

➡️ Prospecção Ativa Outbound: como estruturar e alavancar

Agora acompanhe a tech stack para o Marketing Outbound: 

  • Plataformas de mídia paga (Google Ads, Meta Ads, TikTok Ads);
  • Gerenciador de criativos e variações de anúncios (Meta Creative Hub, Canva, IAs);
  • Ferramenta de tracking e pixels (Google Tag Manager);
  • Plataforma de e-commerce ou checkout (Shopify, WooCommerce);
  • Ferramenta de remarketing e públicos (Meta Ads, Google Ads);
  • Analytics focado em performance e conversão (Google Analytics, Looker Studio);
  • CRM leve ou gestão básica de clientes (HubSpot Free, Pipedrive);

Stack de Marketing Outbound para serviços e SaaS em B2B

Aqui começamos a nos aprofundar mais em noções de Business Intelligence, automações mais complexas e o envolvimento de pessoal qualificado nas stacks

Também precisamos escalar a stack para incluir plataformas de prospecção, que são fundamentais para garantir mais leads, especialmente se você não está gerando ou qualificando leads via Inbound. 

Isso é especialmente necessário para a aplicação do Funil Invertido, por exemplo. Nessa modalidade, a estratégia foca primeiro no Fundo de Funil, gerando caixa e vendas, para depois aplicar o Inbound e converter leads de Topo e Meio, que precisam de nutrição. 

Veja a tech stack logo abaixo: 

  • Plataformas de mídia paga B2B (Google Ads, LinkedIn Ads);
  • Ferramenta de prospecção e enriquecimento de leads (Apollo, Lusha);
  • Landing pages e formulários de conversão (Webflow, Unbounce);
  • CRM comercial com pipeline de vendas (HubSpot, Salesforce);
  • Ferramenta de automação e cadência de contato (HubSpot, ActiveCampaign);
  • Analytics e atribuição de leads (Google Analytics, CRM reports);

Stack de ABM avançado para B2B

Então, até agora, tratamos de tech stacks para o marketing direto B2C e B2B, mas ainda há um nível além: o ABM. 

Essa estratégia B2B foca em contas chave, anunciando para um público relativamente menor, mas com muito potencial de gerar grandes contratos. 

Essa estratégia exige um conhecimento profundo da sua área, assim como uma necessidade urgente de encontrar prospects de altíssima qualidade, já que o valor investido é alto. 

Quando aplicado junto com o Inbound, como é o caso na maioria das vezes por ser uma estratégia holística, o ABM acaba tendo um ciclo de vendas bem longo e complexo, que envolve equipes multidisciplinares e estratégias específicas, quase únicas. 

Veja a stack Outbound para ABM que preparamos: 

  • Plataforma de ABM e orquestração de contas (Demandbase, 6sense, RollWorks);
  • CRM enterprise e gestão de contas (Salesforce, HubSpot Enterprise);
  • Ferramenta de dados e enriquecimento de contas (Clearbit, ZoomInfo);
  • Plataformas de mídia paga focadas em contas (LinkedIn Ads, Google Ads);
  • Automação avançada e personalização por conta (Marketo, HubSpot);
  • BI e atribuição multi-touch (Looker, Tableau);
  • Integração e governança de dados (Segment, Snowflake);

Tech Stack de PLG — Product Led Growth

O último ponto que queremos abordar aqui no texto é o PLG, ou o Growth Liderado por Produto, em tradução livre. 

Essa modalidade de marketing é normalmente aplicada por empresas SaaS, com componente B2B, em que todas as estratégias circulam ao redor do próprio produto. 

Product-Led Growth é um modelo em que o próprio produto assume o papel central de aquisição, ativação, retenção e expansão. 

A experiência de uso substitui parte relevante do discurso de marketing e da pressão comercial. O valor é demonstrado na prática.

Nesse contexto, marketing, produto e dados deixam de operar como áreas separadas. O crescimento passa a ser guiado por comportamento real do usuário, eventos de uso e padrões de ativação. 

Todo o crescimento perpassa o produto. E todos os esforços de captação e qualificação vão eventualmente convergir na CTA principal: o teste do produto. 

Para se aprofundar nesse tema, acesse nosso texto aqui no blog. E agora, veja a Tech Stack: 

  • Ferramenta de tracking e coleta de eventos de uso do produto (Segment, RudderStack);
  • Plataforma de product analytics e comportamento de usuários (Amplitude, Mixpanel);
  • Onboarding, tours e mensagens dentro do produto (Appcues, Userflow, Pendo);
  • Feature flags e experimentação contínua (LaunchDarkly, Optimizely);
  • CRM orientado a uso e ciclo de vida do cliente (HubSpot, Customer.io);
  • Ferramenta de billing, planos e monetização (Stripe, Chargebee);
  • Automação de comunicação baseada em eventos (Customer.io, Braze);
  • BI e visualização de dados de produto e receita (Looker, Metabase);
  • Integração e governança de dados (Segment, Snowflake)

E aí, como é a sua tech stack? 

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