
A pergunta do título vem com um sonoro sim hoje em dia. Nem tanto por uma aceitação ou demanda universal por conteúdo visual, especialmente vídeo, mas pela facilidade de criá-lo.
Hoje, criar conteúdo visual está mais fácil do que nunca. Além de recursos de IA — que vamos conversar melhor sobre ao longo do texto — a qualidade dos vídeos gravados por celular está melhor do que nunca, e microfones estão cada vez mais baratos também.
A roteirização ficou mais fácil, as pessoas estão mais abertas ao processo de gravação, a publicação é mais simples do que nunca e a edição está bem mais rápida.
E em casos de terceirização, todo esse serviço está cada vez mais barato.
No texto de hoje vamos conversar melhor sobre o conteúdo visual, dividindo o assunto em três frentes:
- PMEs e MEs: trazemos alguns exemplos de conteúdo visual para PMEs, algumas recomendações de ferramentas e boas práticas para roteirização e postagem;
- MPEs: vamos analisar que tipo de conteúdo funciona melhor dentro de uma estratégia mais ampla de distribuição de conteúdo;
- Grandes empresas e B2B: vamos analisar exemplos e estratégias específicas para o setor B2B, tentando entender o público, o tipo de conteúdo preferido, etc.
Vamos lá? Mas antes de começar, algumas dicas operacionais:
O que toda marca precisa antes de pensar em conteúdo visual

Trabalhar conteúdo visual hoje é mais simples do que nunca, mas ainda existem algumas necessidades básicas que precisam ser resolvidas antes de colocar a estratégia em prática.
O mais básico é com certeza a aquisição de equipamentos específicos para a produção do conteúdo visual:
- Câmera: você vai precisar de uma câmera que filme em 4K, ou no mínimo em full-HD (1080p). Não se preocupe tanto com as funcionalidades de áudio. Alguns celulares, especialmente os mais atuais da Apple, filmam em 4K nativamente;
- Microfones: existem microfones de lapela específicos para a captação de conteúdo para vídeos curtos e reels. Eles são mais baratos e mais simples, com design voltado para a captação de voz. Os mais em conta usam Bluetooth, mas os cabeados tradicionais (como o Sony ECM-CS10) são mais indicados e custam só um pouco a mais;
- Iluminação: a iluminação pode ser aproveitada do próprio ambiente, com algumas lâmpadas de LED mais simples para correção de luminosidade e gama. As ringlights são bastante comuns e baratas, mas têm uma estética própria. O ideal é procurar painéis de LED que oferecem o máximo possível de luminosidade, e ir testando a ideal;
Esses são os equipamentos mais básicos que você vai precisar para começar a gravar vídeos. Nada muito extravagante, e também nada muito caro.
Com o tempo e com testes (muitos testes!) você vai sentir a necessidade de mais equipamentos, e vai poder tomar decisões mais informadas de acordo com a sua realidade.
Mas muito além de equipamentos, sua empresa também precisa de alguns outros requisitos básicos operacionais para começar a produzir conteúdo visual:
- Espaço na rotina: de preferência, é melhor ter um dia na semana em que todos na empresa saibam que gravações estão acontecendo. É importante que pessoas participem dos vídeos, então tente marcar com seus profissionais com antecedência. É como uma reunião;
- Roteiristas: usar a IA na produção de conteúdo é uma boa pedida, mas você ainda precisa de uma pessoa dedicada para pensar em pautas, organizar a produção, acompanhar as gravações, fazer ajustes no roteiro, etc. A IA aqui não é obrigatória, o processo pode ser conduzido 100% por pessoas sem muitos prejuízos em tempo de produção;
- Videomaker: é necessário ter um profissional dedicado para a edição dos vídeos, operação dos equipamentos, etc.
- Gestor de projetos: o ideal é contar com alguém para organizar todo esse trabalho — entrar em contato com os participantes e marcar os horários, encontrar salas livres ou outros ambientes para gravação, acompanhar a produção dos roteiros e dos vídeos, acompanhar a data de lançamento, etc. Esse trabalho também pode ser feito em conjunto: roteiristas e videomakers formam ótimas duplas;
Pedimos para a IA compilar um quadro com funções, equipamentos e rotinas, levando tudo isso em consideração, para deixar a realidade de produção audiovisual mais tangível. Acompanhe logo abaixo:
Tabela de funções: iniciando na sua produção audiovisual
A ideia é uma rotina simples, com equipamentos também simples e baratos. Tudo o que indicamos até aqui pode ser adquirido por menos de R$ 1000, contando o frete e comprando aqui no Brasil, sem nada da China.
Da mesma forma, as rotinas e os profissionais que indicamos como fundamentais podem ser aproveitados de outras áreas, e o tempo necessário para as gravações e edições não precisa passar de 5 horas semanais, quando muito.
Acompanhe logo abaixo um quadro que organiza equipamentos, pessoas e rotinas para um processo de gravação com publicação de três vídeos por semana:
Gerado por IA à partir das recomendações anteriores
Guia de produção de conteúdo visual para MEs e PMEs — foco em visibilidade
O conteúdo visual pode tomar muitas formas, não sendo só restrito a reels e outros formatos mais longos.
Na verdade, grande parte do trabalho das MEs e PMEs vai estar centrado na divulgação através de outras frentes e outros canais. Não é viável exigir uma produção de vídeo intensa, mas ela precisa existir.
Nesses setores, carrosséis e reels são os campeões de engajamento. Segundo a SocialInsider, eles têm 0,52% e 0,55% de engajamento respectivamente.

Vamos nos centrar na produção de vídeos aqui. Temos um texto que se aprofunda mais sobre carrosséis e engajamento no Instagram, acesse logo abaixo:
➡️ Como ter engajamento no Instagram? Guia exclusivo
➡️ 20 ideias de posts que vendem para redes sociais
Acompanhe:
Produção de reels para MEs e PMEs
Um adendo importante: estar presente no Instagram e Facebook é importante, mas estar também no TikTok é praticamente obrigatório.
O perfil da Drogaria Catarinense oferece um grande exemplo do que fazer em relação à vídeos. Não é necessário criar o novo viral que vai atingir centenas de milhares de visualizações, ou até milhões.
Veja o vídeo clicando no link ou na imagem abaixo. Esse vídeo sozinho teve mais de 50 mil views:

Não há absolutamente nada de extraordinário nesse trabalho, nenhuma dancinha, nenhum meme ou trend incrível, apenas uma loja mostrando os seus produtos de marcas selecionadas.
A loja de instrumentos musicais Constelação também produz reels parecidos. Veja no link ou na imagem:

Você não vai precisar se preocupar tanto com as características mais “técnicas” em um primeiro momento.
Na verdade, a expressão da marca por quem entende dela é a melhor estratégia. Se preocupar mais com isso é até melhor do que ficar correndo atrás de trends.
Atingir essa expressão é simples, mas requer trabalho. Logo abaixo, veja o que é necessário, além da parte técnica que mencionamos no começo do artigo, para atingir esse nível de expressão:
- Expertise: a pessoa falando sobre a marca deve ser veterana. Ou seja: quem apresenta o conteúdo deve trabalhar com a marca há muito tempo. Em gravações como a da Constelação, é importante ter pessoas que trabalhem na loja. Em vídeos sem apresentação direta por uma pessoa, é importante que o roteirista tenha experiência ou busque edições por pessoas experientes;
- Algo a dizer: todo conteúdo deve dizer alguma coisa, mesmo que algo simples. Dizer algo de forma interessante é o princípio básico de todo conteúdo. Mesmo que seja mostrar os produtos da sua loja: a qualidade da gravação e o seu profissionalismo já contribuem para o como e geram tração no seu vídeo;
- Elementos interessantes: mostre o produto, toque a guitarra, mostre a embalagem, mostre a fabricação do produto, mostre algo que seu público não costuma ver. Isso gera engajamento simplesmente por ser interessante, independente do produto;
- Faça parcerias: mostre seu produto mas também procure pessoas para falar sobre ele. Existem criadores pequenos e micro influencers que estão buscando constantemente novas marcas para falar sobre. Veja um exemplo do Instagram, do perfil Gula de Rua.
Case Kitut — como a marca virou trend através de influenciadores
A Kitut é uma marca de enlatados especializada em carne, e já tem uma fama própria em algumas regiões do Brasil.
Recentemente ela vem tendo um grande ressurgimento online impulsionada por criadores de conteúdo, que gravam vídeos experimentando os produtos.
No Instagram, a marca estimula essas parcerias através de colabs pontuais:

Esse vídeo mesmo tem mais de 24 mil likes. O conteúdo vai ganhando tração e logo outros creators querem fazer outros semelhantes. Hoje, o TikTok tem centenas de vídeos com pessoas provando o Kitut:

A exposição da marca é o objetivo principal, e o investimento em criadores, mesmo que apenas em alguns inicialmente, é fundamental para atingir esse objetivo.
Perceba que esse tipo de vídeo funciona bem para várias ocasiões diferentes. O Kitut se destaca por ser um produto em vários mercados, mas uma estratégia similar também pode ser aplicada se você é a própria loja.
Guia de produção de conteúdo visual para MPEs — foco em testes e apropriação do que funciona
A produção audiovisual para MPEs geralmente tem objetivos diferentes.
A atração de público aqui está bastante relacionada com a sua capacidade de converter esse público em leads e, eventualmente, vendas.
Por isso, grande parte do conteúdo feito pelas MPEs tende a ser mais educativo e aprofundado. As suas preferências estão em:
- Mostrar cases do produto ou serviço como instrumento transformador na vida de pessoas;
- Educar sobre a necessidade do produto ou serviço, buscando a geração de demanda e também uma educação prévia para leads mais qualificados;
- Divisão clara de vídeos entre categorias específicas determinadas pelo funil de marketing;
- Aprofundamento geral sobre o segmento, produto e os casos de uso.
A produção de conteúdo visual para esses casos é bastante distinta do segmento mais amplo, de empresas pequenas e que realizam marketing local.
Aqui, em algumas ocasiões, há o foco em viralizar porque o conteúdo em si permite. Veja, por exemplo, o case da Duolingo:

Grande parte do conteúdo da Duolingo é irreverente, mas as mensagens são claras. Esse, que está linkado aqui, é uma colab com a Exame e é uma “entrevista” que busca explicar o funcionamento do marketing da Duolingo, especificamente do personagem, a coruja Duo.
Se você parar para analisar toda a produção de conteúdo visual da Duolingo, vai perceber que o que eles fazem vai além do básico apenas no conteúdo.
Com tudo o que citamos até agora, os recursos básicos, os profissionais, as ideias de conteúdo e as colaborações, qualquer marca conseguiria produzir esse mesmo estilo de conteúdo.
A ideia é que a produção em si seja padronizada e sem envolver grandes recursos de captação e edição. Mas, ao mesmo tempo, a própria produção vai variando aqui e ali, com irreverência quando é possível, mas não apenas.
A irreverência do Duolingo pode ser entendida como a expressão mais livre da principal característica da marca. No caso do Duo, é a irreverência.
Guia de produção de conteúdo visual para B2B e grandes empresas — foco no ecossistema
Empresas de grande porte e que atuam principalmente no B2B tendem a criar grandes ecossistemas de conteúdo.
Tudo, aliás, tende a virar um ecossistema. Essas empresas operam silos interconectados de conteúdo, onde uma área complementa a outra.
Por exemplo: a área de conteúdo da Zendesk é enorme e tem três categorias principais, que se repetem nos seus vídeos, nos seus materiais ricos, etc.

As grandes empresas precisam desse ecossistema para evitar o platô de leads, que acontece quando uma estratégia é tão utilizada que o próprio público-alvo começa a secar.
Mas esse ecossistema não é composto por áreas extremamente complexas e custosas. Na verdade, células pequenas usando recursos simples conseguem entregar materiais incríveis.
Veja o exemplo da Sankhya, o case eleito para essa sessão sobre B2B, para ampliar o assunto:
Case Sankhya — usando recursos próprios para criar um ecossistema audiovisual
A Sankhya é uma empresa de ERPs e gestão empresarial de Minas Gerais, e vem se consolidando como um grande nome nacional.
Seu marketing é amplo, e envolve muitos tipos de conteúdo, incluindo eventos, podcasts, etc.
Porém, na produção de reels, veja como o destaque não está nos equipamentos ou na sua grande estrutura. O foco está no conteúdo, com vídeos simples e que usam os recursos que enumeramos até agora.
Veja esse post, por exemplo, através desse link:

Perceba como, para elaborá-lo, foram necessários elementos básicos:
- Roteiro e conteúdo;
- Presença de profissional qualificado e que entende a marca (o diretor financeiro);
- Gravação em 4k;
- Iluminação simples e que usa até luz natural;
- Boa edição com cortes padrão imprensa;
- Captação através de microfones de lapela também simples. Infelizmente não conseguimos encontrar o modelo exato.
Agora veja esse outro vídeo, também no mesmo padrão:

A variação no próprio objetivo do conteúdo é mínima. Como a história é boa e o roteiro é ótimo, é possível aproveitar modelos e até algumas filmagens (como no caso dos takes com drones) entre vários vídeos.
A variedade nos formatos e a qualidade do resultado final levam a Sankhya a ter ótimos números de visualizações, que vão ser naturalmente menores do que vídeos mais generalistas como os que vimos anteriormente, nas PMEs:

Porém, atingir a consistência na casa dos milhares é um ótimo resultado para empresas de médio porte, especialmente em segmentos B2B.
A produção de conteúdo visual está ao seu alcance hoje

Montar o quadro de produção é o primeiro passo, é o seu plano para tirar as ideias do papel.
Mas manter a rotina é a parte mais complicada. Alterações, compliance com a diretoria, indisponibilidade de pessoas para filmar, tudo isso exige um jogo de cintura que, em muitos casos, é melhor resolvido via terceirização com uma agência.
A Adtail apoia a sua marca nessa etapa com duas frentes integradas:
- Social Media: estratégia, cronograma mensal, produção de conteúdo criativo, gestão e agendamento de publicações e relatórios detalhados, com gerenciamento de plataformas como Instagram, TikTok e LinkedIn;
- Produção Criativa: uma equipe com mais de 20 designers que entregam artes, animações e vídeos sob medida para a identidade da sua marca.
Essa integração entre estratégia, criação e performance já aparece nos nossos cases: a LP Beauty colocou um novo e-commerce no ar em 30 dias e recebeu 2 mil pedidos nas primeiras horas.
E a Casatema ampliou o faturamento em mais de 35% depois de um redesign focado em mobile e experiência do usuário.
Pronto para estruturar a produção visual da sua marca? Fale com um especialista da Adtail ainda hoje.
Obrigado pela leitura e nos vemos no próximo artigo!
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