
Aqui no blog conversamos constantemente sobre a nova realidade da search, queda no tráfego orgânico geral, etc. E sempre reiteramos: erros de SEO continuam impactando negócios.
E esse impacto acontece de duas formas diferentes: no nível SEO e no novo nível do momento, o GEO.
O maior dos erros que vamos abordar aqui no texto é o mais clássico pós-IA: acreditar que, agora com novas experiências de search, o SEO e o tráfego do Google perdem relevância.
A estratégia atual de SEO + GEO não pode ignorar esse sinal de adição. Ainda há tráfego na search tradicional. E há uma nova avenida pelo GEO. Um influencia o outro, e no ínterim, sua marca angaria o máximo possível de tráfego em todas as etapas do funil.
Hoje, vamos conversar sobre alguns erros de SEO e GEO, olhando tanto pelo lado técnico quanto pelo lado estratégico e lógico, com uma abordagem 100% voltada para o growth.
Começando com o básico:
Para se aprofundar: bibliografia extra Adtail

Nesse texto, não vamos falar sobre problemas técnicos de SEO tão profundamente. Temos, aqui no blog, dois artigos que cobrem bem essa parte do trabalho:
➡️ Como fazer SEO Audit com o ScreamingFrog
➡️ SEO para IA: entendendo e aplicando conceitos técnicos e básicos
Esse segundo link, apesar de mencionar SEO para IA, aborda pontos técnicos clássicos e indispensáveis da estratégia como um todo.
Também já conversamos bastante aqui no blog sobre a queda no tráfego orgânico. Estamos constantemente atualizando esse artigo logo abaixo, que também vale bastante a leitura:
➡️ Queda no tráfego orgânico - o que acontece agora?
E por fim, como vamos conversar bastante sobre GEO ao longo do texto, também sugerimos esse outro artigo, explicando o que é diferente e o que é igual entre SEO e GEO:
➡️ SEO vs GEO: o que é diferente e o que é igual?
Esses links não são leitura obrigatória para entender este artigo, mas caso você tenha dúvidas sobre termos, estratégias etc., elas vão estar respondidas em algum deles.
Sinais de alerta de SEO podem não reduzir o tráfego imediatamente

O que vamos abordar aqui são questões práticas complicadas de entender olhando apenas os dados diretamente. Especialmente dados sobre crescimento ou retração de tráfego.
Há comportamentos que acontecem na indexação que precisam ser acompanhados de perto, no melhor estilo micromanagement. Esses comportamentos podem, inclusive, nem afetar o tráfego do seu site.
Imagine: de um mês para o outro, seu tráfego dobrou. Porém, por algum problema de SEO, páginas mais novas estão sofrendo para rankear, enquanto páginas antigas estão galgando posições.
Nesse caso, você está competindo com você mesmo: uma versão antiga do conteúdo que sua marca está produzindo. O tráfego está ótimo, mas a taxa de conversão provavelmente está caindo.
O que vamos abordar no artigo são situações assim: sinais de alerta que não causam a queda de tráfego inicialmente, mas que podem (e eventualmente vão) causar.
E enquanto a queda não vem, outros problemas (como a baixa mencionada na qualidade dos leads) também afetam a marca. Muitas vezes de forma totalmente silenciosa.
O artigo vai funcionar como uma lista, e o primeiro item trata justamente desse assunto. Acompanhe:
Rankings estáveis podem estar escondendo problemas

Imagine que você tenha no seu site uma página que funciona como pillar page de conteúdo e central de conversão de leads, com um formulário de contato ao final.
Um exemplo: uma consultoria financeira com uma página dedicada aos seus serviços B2B.
Essa mesma empresa, há alguns anos atrás, lançou um e-book. Esse e-book fazia o trabalho que essa nova página faz, servindo de ponto de conversão central para o público B2B da marca.
Com essas duas páginas similares — a pillar page e a landing page para o e-book — compartilhando palavras-chave na SERP, o Google pode criar uma competição entre elas.
A sua pillar page não está perdendo posições, necessariamente. Mas pode ser que:
- As duas apareçam na mesma busca;
- A landing page apareça 30% das vezes dependendo das buscas, e a pillar page nem apareça nesses casos;
- Em uma semana, a pillar page ranqueia. Em outra, a landing page está ranqueando para a mesma palavra-chave. Na próxima, a pillar page de novo. E a dança continua.
Muitas ferramentas de SEO ainda vão considerar que a pillar page está estável em posicionamento. Quando ela aparece, ela realmente galga as posições do topo.
A solução é fazer a análise por URL individual, especialmente em casos tão específicos.
A pillar page tem relevância comercial fortíssima. Todo lead que se converte nela já é pelo menos fit, e tem uma facilidade maior em ser qualificado pela equipe de marketing mais rápido.
Ao analisar essas URLs críticas individualmente, esse problema fica evidente e pode ser contornado com poucas alterações.
Mas isso nos leva também a uma outra situação:
Tráfego estável não quer dizer, necessariamente, saúde no tráfego orgânico
É bastante comum em operações menores analisar o tráfego mensal e incluí-lo em reports de marketing.
Aliás, em muitas apresentações de resultados, o volume de tráfego é tido como a informação mais importante.
Nesse caso que acabamos de ilustrar, o volume de tráfego não vai apontar nenhuma variação. É provável que a variação seja até positiva, aliás.
Porém, outros indicadores vão apontar o problema, especialmente se você gera muitos leads. A quantidade de novos leads tende a cair, e a sua qualidade também.
É fundamental analisar individualmente as URLs de páginas comerciais e que geram muitos leads para evitar problemas assim.
Mas vamos levar essa conversa para uma outra realidade: a dos e-commerces:
Muitas impressões ≠ ótima performance
Estratégias de SEO devem produzir resultados comerciais. Esse é o ponto mais importante de qualquer estratégia de marketing digital.
E-commerces devem levar isso em consideração sempre. No SEO, é claro, mas também muito além dele: em mídias pagas também.
Impressões e tráfego tomam uma dimensão muito diferente no e-commerce, e agora, com a IA, é comum encontrar vários empreendedores digitais acreditando que o fim está próximo, já que o tráfego do site caiu.
Mas não é bem assim. A qualidade dos cliques, a quantidade de cliques, tudo isso importa.
O Google Search Console acompanha a métrica de impressões e de cliques. Focar demais em impressões pode te colocar em maus lençóis. A métrica está dizendo quantas vezes sua página foi exibida, mas não necessariamente quantos cliques ela teve.
Várias discrepâncias podem surgir daí. Por exemplo:
- A maior parte das suas impressões vêm de palavras-chave não relacionadas com pesquisas comerciais;
- Você está tendo boas impressões, mas seus competidores estão vencendo na hora dos cliques;
- Você está indexando páginas informacionais para pesquisas informacionais, mas as páginas comerciais não ranqueiam bem para pesquisas também comerciais.
Dentre outros pontos. Discutimos o assunto melhor no nosso texto sobre CTR. Leia logo abaixo:
➡️ Otimização da Taxa de Conversão em todos os canais
Páginas fortes podem enfraquecer sem nada mudar

Entre todos os erros de SEO, esse é um dos mais fáceis de evitar, e também o que mais acontece.
Páginas fortes não vão permanecer fortes para sempre, mesmo se elas não mudarem. E nem estamos falando sobre atração de tráfego: a relevância da página apresenta um decay por conta de outras páginas que vão surgindo, criadas pelos seus concorrentes.
Vamos voltar ao exemplo da pillar page do primeiro tópico. imagine que ela esteja cumprindo com todos os seus objetivos: está bem ranqueada, não está competindo com nenhuma outra página publicada e está gerando bons leads qualificados.
De um ano para outro, você percebe uma leve queda em rankeamento, mas poucas posições. No segundo ano, novas quedas. No terceiro ano, já há três competidores tomando posições em palavras-chave que você sempre dominou.
Ou seja: a página não mudou, mas perdeu competitividade porque seus concorrentes mudaram.
Páginas competitivas devem ser atualizadas frequentemente
Não há espaço para estagnação em operações de SEO. Nenhum espaço, na verdade. Sempre é necessário atualizar suas páginas, entendendo o que está mudando no seu segmento e quais são os caminhos que seus concorrentes estão seguindo.
Portanto, páginas que não são atualizadas sinalizam ao Google que aquele conteúdo está estagnado em um ambiente de constantes mudanças.
Mesmo com ótimos backlinks, mesmo com boa autoridade, mesmo com um cenário editorial robusto (publicações constantes em vários canais), competidores com um conteúdo mais atualizado vão passar na frente.
Na era da IA, a visibilidade online toma outras formas que vão além de sinais do Google, mas a imensa maioria das LLMs está constantemente usando o Google para criar respostas.
Páginas desatualizadas podem desinformar sua base em um nível muito mais complicado de lidar.
Quando o leitor está na página consumindo o conteúdo, ele pode entrar em contato e tirar dúvidas. Com as IAs, é bastante provável que ele vai acreditar no que ela está dizendo.
E já que estamos falando sobre competidores:
Não analise somente as suas métricas — e também analise mais do que métricas
Erros de SEO relacionados a métricas também são bastante comuns. Aliás, tudo o que citamos até agora envolve análise de métricas de uma forma ou de outra.
Plataformas de SEO tendem a entregar resultados brutos, sem interpretação. Seu domínio é listado para 1.000 palavras-chave, enquanto o do seu concorrente aparece em 2.000 palavras-chave. Qual é a solução?
Muitas marcas apostariam e apostam, nesse caso, em mais conteúdo, mais páginas. É esse tipo de jogo de números que acaba fazendo muitas delas criarem grandes silos de conteúdo que não agregam em nada comercialmente.
O importante nesse caso é saber enumerar os motivos do seu concorrente estar galgando essas posições. O que eles têm de diferente? Mais conteúdo ou conteúdo mais denso?
E essa densidade vai muito além da quantidade de palavras, entrando na realidade editorial.
O conteúdo precisa responder bem às dúvidas do seu público-alvo. Em muitos casos, uma única página bem elaborada, com conteúdo que faz sentido para o leitor, traz centenas de impressões para palavras-chave específicas.
Temos um artigo aqui no blog que expande esse tema, buscando entender como criar um bom calendário editorial dinâmico e competitivo. Acesse logo abaixo:
➡️ Como fazer um calendário editorial dinâmico e competitivo
Quando há quedas na geração de leads, também investigue o tráfego
Tráfego, especialmente tráfego orgânico, tem por finalidade a geração de leads. Mas ele não é completamente neutro: a qualidade do tráfego influencia na quantidade dos leads.
Quando leads caem mas os rankings permanecem estáveis, muitas marcas chegam à conclusão de que o problema está na conversão.
Mas há outros motivos. Um mais evidente é a queda pequena em posições. Por exemplo: suponha que suas páginas mais importantes caíram duas posições nas SERPs, indo da P2 para a P4.
Nas suas dashboards, essa variação pode passar batido. Suas páginas indexadas tiveram uma variação mínima. Mas se as três primeiras posições forem tão competitivas como a sua, você vai perder em conversões, mesmo com uma baixa pequena também em tráfego.
Páginas comerciais, com alto volume de conversões, merecem acompanhamento próximo. Vá além da dashboard: simule pesquisas, acompanhe os resultados, veja as variações na prática.
Assim você não gasta muito tempo buscando melhorar o CRO e o CTR das suas call to action nas páginas. O problema foi a variação pequena, e não está dentro das páginas.
Tráfego orgânico e posicionamento depende de análises micro!
Trouxemos, nesse texto, algumas ações micro para análise de rankeamento e performance orgânica, algo que é até mal visto por muitos profissionais.
O microgerenciamento não é necessariamente algo ruim. Em alguns casos ele é absolutamente necessário.
O ideal é que você consiga lidar com o macro da sua estratégia, mas analisar cada ponto dela de forma individual quando for possível, para encontrar essas pequenas variações.
Temos aqui no blog um texto complementar a esse, que serve para continuar a conversa. Obrigado pela leitura e acesse logo abaixo:
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