
Há um ponto muito interessante de tratar no marketing pós Inteligência Artificial: a qualidade do tráfego de IA.
Esse é um assunto naturalmente difícil de medir, já que a maioria do tráfego vindo dessas fontes precisa de ferramentas específicas para ser trackeado.
Mas as análises estão acontecendo, na medida do possível, e é muito interessante acompanhá-las: além de trazer informações importantes, elas também nos ajudam a entender a evolução da IA como motor de busca, e seu uso pelas pessoas.
É ótimo ter você lendo esse texto hoje. Somos a Adtail, e nos especializamos em soluções complexas e vendedoras para todos os negócios que querem se aventurar no digital.
E agora, vamos conversar sobre como as pessoas vão encontrar sua marca e comprar de você usando a IA.
Vamos lá:
As pessoas pesquisam por IA? No Brasil e no mundo

Provavelmente seu negócio é bombardeado por ofertas de toolkits de IA todos os dias via anúncios, prometendo posicionamento nas respostas.
Mas as pessoas realmente buscam por IA? Consumidores usam a IA para encontrar produtos?
Todo esse investimento que estamos vendo acontecer nessa área são justificados? Ou será que essa é mais uma fase, e as pessoas continuam buscando como sempre, no Google?
Bom, a queda no tráfego orgânico é real e já conversamos sobre ela. Em alguns segmentos, quedas acentuadas, de mais de 70%, já foram reportadas.
➡️ Leia o estudo completo aqui.
A questão maior é entender se esses acessos perdidos na busca orgânica do Google estão indo para a IA.
E mais do que isso: como essa busca acontece, e o que acontece depois da busca. Essa é a charada do século — e os séculos no marketing costumam durar no máximo um ano.
A resposta? Sim, as pessoas estão buscando pela IA, com aumentos expressivos no tráfego vindo desses mecanismos.
Vamos nos aprofundar no assunto logo abaixo, com base em alguns estudos e pesquisas, com links. Acompanhe:
O crescimento das buscas por IA nos e-commerces
Em uma pesquisa recente desenvolvida pela Cadastra e pela Similarweb, notamos que entre janeiro de 2023 e agosto de 2025, o ChatGPT gerou mais de 6,1 milhões de visitas de referência aos 10 maiores e-commerces brasileiros.
E essa tendência é global. Segundo uma pesquisa da Adobe, nos primeiros três meses de 2026, o tráfego de todas as fontes de IA para e-commerces americanos cresceu 393% no YoY.
E em março, o crescimento até caiu, mas continuou altíssimo: 269% YoY. Isso mantém o impulso de crescimento da holiday season americana, quando o YoY do tráfego de IA estava em 693%.
Então sim: as pessoas estão usando menos o Google e mais as IAs na hora de pesquisar.
E nem estamos falando necessariamente da IA do Google. A pesquisa da Cadastra focou no ChatGPT e no Perplexity, descobrindo no caminho que o ChatGPT representa 99% de todo o uso de IA no Brasil.
E a pesquisa da Adobe faz análises via plataformas de SoV e analytics, analisando não o tráfego de uma ou duas fontes, mas tudo o que foi marcado como AI Traffic.

O tráfego está aumentando, então respondemos à primeira pergunta do texto: as pessoas estão usando a IA ao invés do Google para pesquisar?
Sim, estão. Mesmo com as pesquisas do Google ainda retendo a dominância de sempre, o grande monopólio da search finalmente foi quebrado — Google + Generative Search Engines agora dominam a busca.
O que as marcas podem fazer para se inserirem bem nesse novo cenário? E o que ele vem indicando para o futuro do marketing, no geral?
Temos um texto que se aprofunda nesse ponto aqui no blog que vale muito a leitura:
➡️ A experiência de busca com a IA é melhor - e nós temos que nos adaptar
Agora, vamos conversar sobre a métrica mais importante de todas no momento: a conversão.
No tráfego orgânico, nem sempre há uma correlação direta entre quantidade de acessos vindos do Google com a quantidade e/ou a qualidade das conversões.
Será que o mesmo se aplica à IA? Vamos entrar nessa conversa agora. E depois, vamos abordar mais alguns takeaways da pesquisa Adobe.
Acompanhe:
Conversão em crescimento: o que isso significa para a era da AI-driven search
Entendemos perfeitamente, então, que o crescimento das buscas por IAs é real, e também estamos vendo, pelos dados da Adobe, que varejo e e-commerces dominam o share de buscas por IA.
O motivo, aliás, nos ajuda a entender melhor até a questão das conversões.
Buscas por IA nesses segmentos tem uma característica Fundo de Funil evidente. Nesses segmentos, a IA consegue ser bem melhor que o Orgânico na entrega de leads e vendas.
Dentro do contexto do varejo conseguimos ter uma ideia muito boa a partir da pesquisa da Adobe.

Basicamente, a pesquisa nos mostra que a taxa de conversão em e-commerces vinda de visitas por IA ultrapassou os outros canais ali entre novembro e outubro de 2025.
Coincidentemente, foi nessa época que os maiores crescimentos no uso de IA para pesquisa de produtos aumentou, e também marca o início da holiday season nos E.U.A.
Em números, é seguro dizer que no varejo americano, a taxa de conversão com IA aumentou 42% durante esse período analisado.

Mas um ponto precisa ficar bem claro: estamos tratando aqui do varejo americano. Todo o estudo foi dimensionado pensando no e-commerce.
A partir desses dados, podemos fazer algumas inferências sobre outros setores e o futuro do marketing no geral.
Logo abaixo, você vai ver os principais takeaways que a Adobe entendeu a partir dos dados selecionados, que vieram dos seus próprios clientes — sites que usam soluções Adobe de uma forma ou outra.
Acompanhe:
Principais takeaways de 2026 sobre pesquisa com IA

A pesquisa da Adobe trouxe alguns insights bem interessantes sobre a relação das pessoas com a busca e com a IA, deixando claro que hoje, aparecer nos motores generativos como sugestão é extremamente valoroso.
A principal descoberta está relacionada com a qualidade das conversões. Mas esse é um assunto importante e denso demais para ser tratado junto com os outros. Vamos nos aprofundar nele logo após terminarmos essa lista rápida.
Os principais insights da pesquisa da Adobe são os seguintes:
- Tráfego de IA cresce em todos os segmentos: entre os maiores crescimentos YoY, a Adobe cita o varejo (393%), viagens (233%), serviços financeiros (158%), entretenimento (84%) e tecnologia (63%);
- Tecnologia cresceu pouco porque já liderava: e ainda continua liderando. A maior parte das pesquisas por IA nos E.U.A. é feita dentro desse segmento. Logo depois vem o de viagens;
- Share of Voice e quantidade de acessos via IA andam lado a lado: os maiores índices até o momento em tráfego de IA vêm das marcas que têm a maior quantidade de citações;
- Leads vêm melhores da IA: em relação à conversão e pelo menos no varejo, os leads vêm com mais chances de comprar ou mais avançados na Jornada de Compras, tendo percorrido boa parte dela diretamente na IA;
- Bounce rate de IA é menor: pelas pessoas estarem conduzindo sua Jornada de forma personalizada com a IA, é natural que o Bounce rate seja bem menor;
- O gap de conversão está diminuindo: no setor de viagens, por exemplo, o gap ficou bem menor — de 86% para 14%. Ou seja: as conversões ainda são maiores sem IA, mas apenas 14% maiores.
Cada um conduz a sua jornada — especialmente no varejo
Esse é o grande ponto das conversões com IA: são os próprios consumidores que criam sua jornada, e ela fica extremamente acelerada.
Quando pensamos em conversões de Inbound, por exemplo, tendemos a olhar para a estrutura do Funil e pensar que as pessoas vão passar dias nele.
Isso pode ser verdade em alguns setores — como é o caso do marketing B2B — mas em outros nem tanto. O varejo é um deles.
O tempo em que a pessoa inicia uma Jornada de Compras e a conclui no varejo pode ser de apenas minutos. E não só no marketing digital: pessoas entram em lojas físicas, escolhem e compram em menos de trinta minutos, em alguns casos.
Por conta disso, quando o cliente tem o controle da Jornada em segmentos de varejo e vendas diretas — como é o caso de viagens — sua conversão vai ser muito mais eficiente, e a compra vai ser mais bem mais rápida também.
Ou seja: as conversões via IA estão aumentando nesses segmentos porque fazer buscas por produtos é mais interessante (e fácil) pelas IAs.
A Jornada é muito mais simples, não envolve vários cliques, não envolve a leitura de blogs com variações enormes de relevância.
Dark Funnel até em produtos?
Em meados de 2010, era extremamente comum encontrar blogs de e-commerces falando sobre seus produtos e os produtos da concorrência.
Empresas SaaS no B2B, por exemplo, têm o costume de até hoje rankear plataformas e colocar as suas como uma das ranqueadas.
Isso porque um dos comportamentos de busca dos consumidores é a análise de produtos antes de escolher a marca.
Quando isso é feito dentro da IA e não há um estudo de Share of Voice acontecendo em paralelo, o consumidor continua aprendendo sobre sues produtos, mas você fica sem saber.
Por exemplo: um blog sobre cafés para um site que vende cafeteiras. Há um texto MoFu no blog: “melhores cafeteiras cold brew do mercado brasileiro”.
E há outro texto, BoFu: “porque a Café 3000 é a melhor cafeteira do Brasil”. A rima não foi intencional.
A partir desse texto e via Google Analytics, é possível entender o comportamento do usuário — quanto tempo ele passa em cada texto, entendendo os produtos, funcionalidades, etc.
Agora, tudo isso é responsabilidade da IA. Os produtos serão analisados de acordo com o que a IA diz.
Fica cada vez mais complicado saber até quais produtos são os mais interessantes para os clientes — uma das poucas informações que sobra é a própria venda.
Isso é Dark Funnel. Veja como o conceito está relacionado às pessoas que compram, e à impossibilidade de medir todos os seus passos. É totalmente natural que funis ocultos surjam em qualquer mercado, com qualquer ferramenta.
No caso das IAs, ferramentas de Share of Voice não destroem o Dark Funnel, mas o deixam mais claro.
Leia nosso texto sobre o assunto para se informar mais:
➡️ O que é e como começar a fazer social listening
SEO é mais importante do que nunca
Estar na IA agora é mais importante do que qualquer outra métrica no marketing digital, especialmente para empresas que trabalham com vendas diretas no site ou com serviços também oferecidos pelo site.
Estar presente nela como e-commerce é basicamente parte da criação de um ecossistema integrado que une conteúdo, autoridade e SEO técnico específico para a IA.
Um dos pontos mais levantados pela pesquisa da Adobe é justamente sobre o preparo dos sites para serem encontrados pelas IAs.
Segundo a pesquisa, a maioria dos sites analisados não têm estrutura técnica nem para serem encontrados pelos motores de busca.
Você pode dizer o que quiser sobre o SEO e o Google, e as dificuldades de colocar um site nas primeiras páginas. Mas se você fazia o básico bem, o bom rankeamento vinha.
Com as IAs é um pouco similar: fazendo o básico, tendo bons produtos e sendo uma referência — mesmo que pequena — na sua área já é o suficiente para ser citado.
A questão é que esse básico tem alguns pontos técnicos que são bastante específicos, atuando na visibilidade da sua marca pelas IAs.
Faça um teste agora. Pergunte para IA questões relacionadas ao seu segmento, sua localização, os serviços que você presta e veja o que ela responde.
Pergunte especificamente sobre a sua marca e veja também a resposta. Caso você esteja tendo dificuldades em aparecer, temos uma leitura complementar a esse texto logo abaixo:
➡️SEO técnico para IA: ajustes avançados de SEM e SEO
E aqui na Adtail, temos o plano certo para trazer mais visibilidade para a sua marca sem perder vendas durante esse novo investimento.
Conheça nossos cases para saber mais. Obrigado pela leitura!
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