Como fazer RP digital para aumentar sua autoridade online

A grande moeda do futuro é a autoridade, e a melhor maneira de atingi-la é trabalhando todo dia com RP digital.
As IAs vêm se colocando como a preferência dos usuários em buscas informacionais, e com o anúncio do Gemini se tornando o modo padrão de navegação no Google, essa preferência vai se tornar o comportamento padrão bem rápido.
As marcas de hoje precisam entender como se posicionar bem na IA. O GEO ajuda, mas ele é muito misterioso e pontual, operando página por página.
O RP digital é a aposta de longo prazo para marcas que querem e precisam ser citadas pela IA com consistência.
Enquanto o aspecto técnico da página e a distribuição das informações é gerida pelo GEO, o RP digital atua no background informacional da sua marca.
Mas como, exatamente? E quais são os ganhos que o RP digital traz? É o que vamos tratar no texto de hoje. Acompanhe:
Entendendo o RP Digital ativo e reativo

Fazer RP Digital no Brasil é bem mais complicado do que em outros mercados mais maduros, especialmente os de língua inglesa.
O Brasil tem poucas plataformas dedicadas exclusivamente para o RP digital. Países de língua inglesa têm plataformas que estão há anos no mercado, como Qwoted e HARO.
Essas plataformas buscam reunir especialistas com repórteres, e lá fora, são padrão para o desenvolvimento de qualquer estratégia de RP, digital ou não.
O HARO, inclusive, tem essa missão no próprio nome: Help a Reporter Out, ou “ajude um jornalista”.
No Brasil, a maior parte do trabalho de RP acontece por conexões. Os profissionais da área precisam dominar as técnicas, a teoria e ainda ter jogo de cintura para encontrar oportunidades.
Vamos conversar agora sobre as duas modalidades de RP Digital mais comuns: a ativa e a reativa, e também entender como elas são feitas aqui no Brasil.
Acompanhe:
Quadro de diferenças
Se quiser acelerar a leitura, veja um resumo das informações que trouxemos nos itens abaixo aqui neste quadro:
RP digital reativo
Esse é o tipo de RP digital menos comum no Brasil, muito porque há uma dependência forte da orquestração da estratégia que perpassa canais muito voláteis por aqui.
O RP digital reativo é aquele em que o especialista responde a perguntas feitas por jornalistas e ganha espaço em matérias.
Em contextos locais vemos isso acontecendo com frequência. Jornais e emissoras de TV buscam personalidades e especialistas da região frequentemente. Não raro, essas pessoas têm backgrounds corporativos.
A questão é onde encontrar as perguntas para responder. No Brasil, sem o suporte de grandes plataformas de RP como o HARO ou Qwoted, fica a cargo do profissional encontrar as oportunidades, que aparecem em:
- Grupos de WhatsApp de jornalistas e assessores;
- Grupos de Telegram especializados por editoria;
- Listas de e-mail;
- Contatos diretos entre assessorias e redações;
- LinkedIn;
- Pedidos públicos no X (antigo Twitter), embora isso tenha perdido força.
Os grupos de WhatsApp e Telegram são importantíssimos no RP reativo, porque neles os interessados podem abrir quase que anúncios de vagas em artigos. Eles criam os briefings e esperam o pitch.
Mas o LinkedIn também é extremamente importante. Não é incomum encontrar Top Voices participando das mais variadas ações de conteúdo, sendo encontrados pelos repórteres e redatores na própria plataforma.
A produção de conteúdo no LinkedIn é quase o Inbound Marketing do RP. Especialistas geram conteúdo em uma plataforma que estimula conexões profissionais. Nele, o RP reativo é apenas uma questão de tempo.
Mas agora vamos conversar sobre um outro tipo de RP, e trazer até alguns exemplos de lançamentos. Acompanhe:
RP Ativo
O RP Ativo é quando a própria marca vai atrás de jornalistas, publicações conhecidas e até outras marcas e apresenta seu material, solicitando (com delicadeza) a cobertura, uma parceria de lançamento, um guest post, etc.
O maior exemplo brasileiro hoje, pelo menos na área de e-commerces, é o E-commerce Brasil:

Esse artigo, escrito pelo redator Lucas Kina do próprio E-commerce Brasil, conta com informações e entrevistas de pessoas dentro da própria Shopee, que tem stand no Fórum E-commerce Brasil.
Em eventos, aliás, é até difícil entender o que é RP digital ativo e reativo. Os conceitos se misturam, pois a organizadora do evento pede informações para as marcas para criar conteúdo sobre elas.
Em muitos casos, elas solicitam diretamente à marca alguns artigos já escritos, alguns posts já criados, etc.
Também por conta da falta de plataformas dedicadas ao RP digital no Brasil, esse esforço muitas vezes deve partir das próprias marcas.
Elas devem encontrar parcerias dentro do seu segmento, e fazer suas propostas com um pitch dedicado ao RP digital.
Como fazer PR digital ativo?

Como podemos ver, existem duas modalidades principais do PR digital: o ativo e o reativo.
O reativo é o mais recomendado para marcas menores, principalmente quando ele é imaginado dentro de uma estratégia de conteúdo.
Ele tende a ser mais simples e valorizar mais os momentos e as trends. Ou seja: especialistas precisam ser encontrados pelos jornalistas ou parceiros em potencial. Para que isso aconteça, as marcas precisam investir nos especialistas.
Esse investimento tende a ser, em muitos casos, o investimento na própria estrutura de conteúdo da marca, só com uma roupagem voltada para a centralização na figura do(s) especialista(s).
O PR digital ativo é bastante diferente, e requer uma sistematização do outreach. Ele envolve plataformas e mais do que isso: conhecimento específico.
Vamos conversar sobre esses pontos agora, no nosso passo a passo. Acompanhe:
Passo 1 — ideação e criação do material
A maior parte do RP digital ativo sendo colocado em prática hoje envolve a criação de um material rico, aprofundado e interessante sobre um determinado tema.
Essa é a forma padrão porque você consegue entregar valor para o jornalista na forma de uma pauta concreta, e consegue medir o retorno através de backlinks no seu site.
Se você tiver um material muito simples e básico, a probabilidade de chamar a atenção de outros veículos de comunicação é bem baixa.
Existem estratégias de nível mais simples e básico para angariar backlinks sem envolver um trabalho avançado de RP digital ativo. Temos um texto no blog que explica melhor esse ponto:
➡️ Qual é a importância dos backlinks em 2026 para rankeamento SEO?
Mas não são apenas e-books densos e complexos que entram na conta como material. Vimos o exemplo do E-commerce Brasil, por exemplo, que publica um pouco de tudo.
Logo abaixo vamos conversar melhor sobre a viabilidade de materiais, com alguns exemplos:
Passo 2 — entendendo a viabilidade da ideia na execução do material
Uma estratégia robusta e replicável geralmente tende a valorizar materiais como:
- Estudos aprofundados de mercado: mais custosos de fazer caso você não possua domínio dos dados. Quando você possui, fica bem mais fácil. Os relatórios da Leadster, HubSpot, RD Station, Conversion etc. são todos gerados com dados próprios;
- Relatórios anuais (State of...): publicações recorrentes que acompanham a evolução de um mercado ao longo dos anos. Praticamente todas as grandes marcas de um setor fazem um state of… no começo ou no final do ano;
- Benchmarks setoriais: comparativos de desempenho entre empresas, setores ou tecnologias, usando dados próprios ou públicos;
- Rankings: listas como "as cidades mais digitais", "os e-commerces mais rápidos", "as profissões mais bem pagas" ou "os sites mais acessíveis";
- Mapas interativos: visualizações geográficas de dados, como distribuição de vendas, adoção de tecnologia ou indicadores econômicos por região.
Esses são só alguns exemplos, existem vários. A questão é que a preparação desses materiais exige um cuidado adicional.
Cada um deles tem um nível de complexidade e investimento. Realizar um survey, por exemplo, exige pagamento para uma empresa dedicada, e uma base mínima de 1.000 ou 2.000 respondentes para ter um resultado que realmente expressa a realidade.
Entregar mapas de vendas exige conhecimento estatístico e geográfico. Benchmarks exigem plataformas que reúnem informações públicas sobre o faturamento de empresas para ser mais simples criá-los.
A complexidade de cada ideia está na dificuldade de angariar dados para explorá-la. E no PR digital ativo, quanto mais dados há em um material, mais citável ele se torna.
Passo 3 — Busca por fontes
O terceiro passo envolve menos o material, porque já estamos considerando que você tem o material em mãos.
Esse passo está relacionado com a entrega do seu material para pessoas interessadas nele. E é justamente aqui que mora o receio da maioria das pessoas que não trabalha com RP.
Como entregar o material para jornalistas se você não conhece jornalistas? Como saber quais jornalistas se interessam pelo seu material?
Isso se constrói com o tempo. As pessoas elaborando o seu material têm fontes. Um ótimo passo é enviar o material para essas fontes ou entrar em contato durante a própria elaboração.
Essas são as fontes de base, as que a sua equipe conhece. Elas devem entrar na lista, mas não é muito viável depender totalmente disso.
Separamos mais três estratégias muito viáveis para a busca de fontes logo abaixo:
- Busca via Muck Rack: o Muck Rack é um site global que reúne perfis de jornalistas e os separa por área de atuação, além de oferecer links para suas últimas publicações. A plataforma é relativamente conhecida nos círculos jornalísticos brasileiros, então é bastante possível encontrar pessoas por lá;
- Busca via Hunter: o Hunter é um site que te ajuda a encontrar e-mails corporativos. Você coloca o site que quer investigar e a plataforma entrega os e-mails cadastrados publicamente. Ótimo para encontrar fontes fora do jornalismo, como newsletters especializadas;
- Busca em podcasts: vale a pena investigar tanto os convidados quanto os organizadores do podcast. Também é uma boa ideia usar o Hunter para descobrir os e-mails;
- Busca em redes sociais: especialmente o LinkedIn. O site está repleto de pessoas produzindo conteúdo nos mais diversos nichos. Vale a pena destacar os que têm mais engajamento.
Depois disso pronto, vamos para o passo 4: a organização dessas fontes.
Passo 4 — organizando as fontes
A organização das fontes é um trabalho mais burocrático, mas também menos intenso do que os passos anteriores.
Aliás, vale a pena ir seguindo nesse passo enquanto você faz a busca pelas fontes. Mas o que fazer?
Aqui depende muito da sua forma de organização. Uma maneira ótima é criar uma planilha, deixar as linhas como os jornalistas e as colunas com informações importantes, como:
- Área de atuação;
- Onde publica/já publicou;
- Último artigo;
- Quantidade de visualizações;
- Se tem site ou não (importante para backlinks);
Entre outras informações relevantes para a sua estratégia e seu segmento. Isso vai ser importante para o próximo passo, o outreach sistematizado.
Passo 5 — Outreach sistematizado
O último passo é a realização de um outreach sistematizado, ou seja: ir atrás dos jornalistas e enviar o seu material.
Aqui a importância do alinhamento entre o material e a área de atuação do jornalista é absolutamente fundamental.
Jornalistas de tecnologia vão se interessar naturalmente por um material como “como as empresas estão usando IA hoje”, especialmente se ele trouxer dados reais de uma survey conduzida com uma metodologia robusta e à prova de erros.
O que você precisa fazer é enviar o material para eles, mas não esperando necessariamente uma matéria completa do seu material.
O objetivo do RP constante é trazer backlinks para a sua marca. Isso gera maior autoridade para o seu site, beneficiando seu SEO, seu GEO e sua postura geral no mercado.
Com o tempo e com esses jornalistas e redatores se tornando mais próximos da sua marca, eventualmente você consegue coberturas mais completas, especialmente se seu material for único e de alto valor para quem publica.
Plataformas de RP digital para conhecer e testar
Há um ponto importantíssimo para considerarmos quando falamos de plataformas de RP digital.
Como vimos no início deste artigo, o Brasil ainda não possui uma plataforma consolidada cujo produto principal seja conectar jornalistas e especialistas, como fazem o HARO ou o Qwoted.
O que mais temos aqui no país são plataformas que vendem recursos complementares como se fossem o produto principal.
Mas mesmo assim algumas delas são bastante importantes para o trabalho de RP. Algumas oferecem dashboard de clipping. Outras trazem métricas sobre publicações. E por aí vai.
Separamos aqui as principais plataformas que mais se aproximam do RP digital, citando suas funcionalidades mais críticas para o trabalho. Acompanhe:
- Comunique-se — plataforma brasileira de assessoria de imprensa que reúne mailing de jornalistas, distribuição de releases, clipping, monitoramento de mídia e gestão de relacionamento com a imprensa;
- PR Newswire — serviço global de distribuição de releases para veículos de imprensa, portais e jornalistas. Muito utilizado por grandes empresas para anúncios e lançamentos;
- Press Manager – plataforma brasileira para gestão de assessoria de imprensa, com envio de releases, mailing de jornalistas, acompanhamento de publicações e organização de contatos;
- Mention — startup brasileira de PR Tech que automatiza parte do trabalho de assessoria de imprensa. Permite criar pautas, distribuir press releases, acompanhar clipping e gerenciar campanhas de RP em uma plataforma única;
- Google Alerts — ferramenta gratuita do Google que envia notificações sempre que novas páginas mencionam uma palavra-chave, marca, empresa ou pessoa, sendo útil para monitoramento básico de mídia e reputação.
Você já tem condições de fazer RP digital reativo hoje

Se você está lendo esse texto, que é de um nível mais avançado, você já tem plenas condições de começar um trabalho de RP ainda hoje.
É provável que você já tenha uma estratégia de conteúdo aplicada com pessoas escrevendo, revisando e coordenando. Seus especialistas já estão aí hoje, trabalhando com você.
O que você precisa fazer é identificá-los e criar padrões de postagens. Com o tempo, eles serão procurados e seu RP digital reativo começa a funcionar.
É um nível a mais de trabalho com conteúdo. Você não está inaugurando todo um departamento de RP digital, mas sim adicionando mais uma camada à sua stack de marketing.
Na Adtail, uma das nossas especialidades está em unir marcas. Com a Bibi Calçados, participamos de uma parceria com a Disney que rendeu 91% de ROI e um impacto de 35% na receita YoY.
E além disso, também estamos muito bem posicionados para trabalhar o SEO, que é um dos maiores beneficiados (senão o maior) de uma estratégia de RP digital.
O Grupo Reciclo, por exemplo, teve um crescimento de 296% em palavras-chave ranqueadas com o apoio Adtail.
Conheça nossos cases para saber mais e obrigado pela leitura!
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