
Um dos problemas mais silenciosos, senão o mais silencioso em estratégias de marketing, é o conteúdo não indexado.
Aqui no blog já falamos muito sobre performance orgânica e sua importância dentro de estratégias de marketing. Mas não adianta nada ter uma estratégia forte de produção de conteúdo se suas páginas não estão sendo indexadas.
Esse problema é silencioso na maior parte das vezes pela falta de sistematização da análise do Google Search Console.
Se você abrir o GSC agora pela primeira vez, ele vai te inundar com notificações e avisos sobre sua performance e alguns problemas no seu site, inclusive conteúdo não indexado.
Mas é aí que está o problema: abrir o GSC todos os dias não é algo muito comum em equipes de marketing, que geralmente estão mais preocupadas com o ritmo de produção, e menos com análises constantes.
Geralmente, analisar o GSC é algo feito uma vez no mês ou só quando pedem relatórios. E aí você se depara com uma grande quantidade de problemas a ponto de ficar sobrecarregado.
No texto de hoje, vamos conversar sobre:
- O que é o Google Search Console e onde fica a informação de conteúdo não indexado;
- Os motivos que causam a não indexação de conteúdo;
- Como corrigir problemas com conteúdo não indexado;
Começando:
Entendendo melhor o GSC e o conteúdo não indexado
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Primeiro, uma definição rápida: o conteúdo não indexado é uma página do seu site que não está listada no Google.
Aqui, não estamos falando de rankeamento orgânico ou aparecer na primeira página do Google. Conteúdo não indexado simplesmente no Google.
Mas claro: o link ainda funciona, o site pode ser acessado por qualquer pessoa, mas ele não pode ser encontrado no Google.
O Google Search Console é a sua grande central em todos os assuntos relacionados à search do Google, inclusive posicionamento de anúncios tanto quanto posicionamento orgânico.
É através dele que você consegue entender em que termos está sua relação com o buscador, sendo de suma importância em praticamente qualquer estratégia de marketing que tenha o Google como recurso principal.
Aliás, nem precisa ser uma estratégia de marketing focada no Google. A necessidade de usar o Search Console se torna urgente assim que você passa a ter um site.
Temos um texto que fala bastante sobre o Search Console de uma forma mais específica. Acesse logo abaixo.
➡️ Google Search Console: como usar na sua estratégia de marketing
Nesse texto trazemos alguns pontos mais básicos também, como a forma de configurar seu GSC, integra-lo com seu site e com sua conta no Google Ads etc. Se você é iniciante no assunto, recomendo a leitura dele antes de seguir para os próximos itens do texto.
Agora vamos conversar sobre pontos mais específicos do GSC em relação a conteúdo não indexado:
Como identificar conteúdo não indexado no Google Search Console?
Esse é um trabalho muito, mas muito simples.
O Google Search Console exibe a informação de conteúdo não indexado diretamente na dashboard principal da ferramenta:

Na dashboard inicial, o GSC vai te informar somente quantas páginas você tem indexadas e quantas páginas não estão indexadas.
Esse é um exemplo antigo de outro site, não relacionado com nenhum dos nossos clientes. Esse é um resultado bastante alarmante, por sinal.
Ter páginas não indexadas é completamente normal. Porém, se elas são muito mais do que as páginas indexadas, você pode estar enfrentando problemas de posicionamento no Google.
Clicando em “Relatório completo”, você consegue uma análise muito maior, que exibe os links dentro de grandes categorias:

Clicando em cada categoria dessas você tem acesso aos principais motivos pelos quais suas páginas não foram indexadas.
Não se preocupe: vamos conversar melhor sobre cada um desses pontos no próximo tópico.
Mas por enquanto, precisamos entender melhor o impacto que a não indexação dessas páginas causa no seu site:
Qual é o impacto do conteúdo não indexado para estratégias de marketing?
O impacto do conteúdo não indexado varia muito de estratégia para estratégia.
O principal motivo de um conteúdo não estar indexado são os redirects. No print acima, você pode ver que esse site tem 277 páginas com redirecionamento — praticamente metade de todo o conteúdo não indexado.
O conteúdo não indexado em si não tem impactos para o Google só por não estar indexado.
Porém, muitas páginas com redirect acabam tendo um impacto no seu trabalho de SEO.
Funciona assim: uma página é uma entidade para o servidor, e tem uma carga associada a ela.
Se essa página tem um redirect, isso significa que ela ainda tem um endereço no servidor, e além dele ela também exige um comando de redirecionamento, que leva para outra página, que também está inserida no servidor.
Imagine que esse texto que você está lendo agora tem um redirect 301. Você, usuário da página, não tem como saber disso. Só os webmasters.
Então, para o meu servidor, eu estou solicitando espaço para duas páginas — a original e a redirecionada.
Muitas páginas com redirect vão eventualmente pesar o seu site, aumentando o tempo de carregamento e atrapalhando o SEO.
Esse é um exemplo de redirect 301, um dos tipos mais simples de redirecionamento e um dos menos danosos.
Redirects 404, por exemplo, já são outra história completamente diferente.
Então, entendemos que não é exatamente ter conteúdo não indexado que vai atrapalhar seu SEO, certo? O motivo da não indexação diz muito mais.
Mas precisamos conversar sobre um outro ponto que é bastante importante de entender também: a diferença entre ter problemas no SEO e não ter resultados no SEO:
Conteúdo não indexado atrapalha o SEO por não trazer resultados
Esse é o maior problema do conteúdo não indexado: você poderia estar tendo resultados com ele, mas não está.
Isso é bastante comum de acontecer em estratégias mais avançadas de SEO — a produção precisa ser extensa porque atingir um volume médio de visitas no site é um esforço conjunto.
Ou seja: todas as páginas do seu site trabalham juntas atraindo visitantes.
O conteúdo não indexado, apesar de não ser por si só um dos motivos de você perder posições no Google, não apresenta oportunidades, já que ele não está no Google.
E agora pensando em um lado organizacional: esse conteúdo foi escrito por alguém, contratado diretamente ou como prestador de serviços.
Então, ele não estar indexado é a mesma coisa de comprar um produto e não fazer nada com ele. Literalmente nada — ele fica pegando poeira dentro de um armário escuro, completamente esquecido.
E claro: como estamos falando de conteúdo que impulsiona resultados orgânicos, eles não estarem indexados significa que menos pessoas vão encontrar seu site através de recursos orgânicos.

Tudo bem: entendemos então onde encontrar o conteúdo não indexado e quais são os impactos que eles têm na sua estratégia, certo?
Mas agora precisamos conversar sobre um assunto também muito importante: o que faz com que um conteúdo não seja indexado pelo Google?
Aqui, vamos analisar os casos que já vimos no print ali em cima e, ao mesmo tempo, buscar entender no suporte do Google todos os casos que geram a não indexação de uma página no seu site.
Vamos juntos:
Os principais motivos que geram conteúdo não indexado

Ter uma quantidade de conteúdo não indexado no seu site é completamente normal e esperado. Você provavelmente nunca vai conseguir se livrar completamente desse problema.
Porém, é importante entender bem profundamente os tipos de conteúdo não indexado, porque em alguns casos eles não estão completamente não indexados.
Por exemplo: redirects 301 indicam, no GSC, páginas que não estão indexadas porque estão redirecionando para outras páginas. Essas outras páginas sim estão indexadas.
Ou seja: no caso do print acima, 277 páginas não indexadas estão, na verdade, redirecionadas para outras páginas que estão indexadas normalmente.
Isso também mostra problemas com conteúdo duplicado, que apesar de poder ser redirecionado para evitar problemas, precisa ser excluído completamente para não contar como mais um redirect pesando o site.
Mas agora precisamos analisar com mais detalhes todos os casos de conteúdo não indexado no Google Search Console. Até os redirecionamentos não são tão simples assim de medir e têm várias diferenças entre si.
Vamos falar sobre:
- Página com redirecionamento;
- Cópia sem página canônica;
- Bloqueada por robots.txt;
- Não encontrado (404) e soft 404;
- Excluída pela tag “noindex”;
- Bloqueada por acesso proibido (403);
- Erros de servidor client side (erros 5xx);
- Problemas com a arquitetura do site (sitemap);
Existem ainda outros problemas que só vão ser descobertos mesmo com a ajuda de especialistas SEO.
Aliás, até para identificar esses pontos é recomendável ter especialistas SEO na sua equipe. Todas essas categorias de erros podem ser explicadas por outros motivos, que precisam ser resolvidos para que a não indexação deixe de acontecer.
Vamos entender melhor cada um desses pontos juntos agora:
Página com redirecionamento
Uma página com redirecionamento é aquela que automaticamente leva o usuário para outra URL ao ser acessada.
Isso pode ocorrer por diferentes tipos de redirecionamento, como 301 (permanente) e 302 (temporário).
O Google geralmente não indexa páginas que redirecionam automaticamente, pois entende que o conteúdo original foi movido para outro endereço.
Assim, a página redirecionada não entra no índice, apenas a página de destino.
📝 Exemplo prático:
- Se você tinha uma página www.exemplo.com/produto-antigo e fez um redirecionamento 301 para www.exemplo.com/produto-novo, a primeira URL não será indexada. Apenas a segunda poderá aparecer nos resultados de busca.
É nessa categoria que vai estar a maioria do seu conteúdo não indexado.
Cópia sem página canônica
A canônica é uma tag HTML (rel="canonical") usada para informar ao Google qual versão de uma página deve ser considerada a principal quando há conteúdos duplicados ou muito semelhantes.
Se o Google encontrar páginas duplicadas e não houver uma tag canônica, ele pode decidir não indexar algumas delas para evitar redundância no seu índice.
📝 Exemplo prático:
- Você tem duas páginas de produtos muito parecidas:
- www.exemplo.com/camisa-vermelha
- www.exemplo.com/camisa-vermelha-modelo2
- www.exemplo.com/camisa-vermelha
- Se não houver uma canônica definida, o Google pode considerar uma das URLs desnecessária e deixá-la fora do índice.
Bloqueada por robots.txt
O arquivo robots.txt é um arquivo usado para instruir os robôs de mecanismos de busca sobre quais páginas podem ou não ser rastreadas no site.
Por que impede a indexação?
Se uma página estiver bloqueada no robots.txt, o Googlebot não conseguirá acessá-la e, consequentemente, não poderá indexá-la.
📝 Exemplo prático:
- Se o seu arquivo robots.txt contém a linha:
User-agent: *
Disallow: /admin/
Não encontrado (404) e soft 404
- Erro 404: Indica que uma página não existe mais ou nunca existiu no site.
- Soft 404: Acontece quando uma página retorna um código de sucesso (200), mas não tem conteúdo relevante ou mostra uma mensagem de "página não encontrada".
O Google não indexa páginas que retornam erro 404 ou soft 404, pois entende que não há conteúdo útil para exibir nos resultados de busca.
📝 Exemplo prático:
- Você removeu a página www.exemplo.com/produto-descontinuado sem criar um redirecionamento para uma página alternativa. Assim, os usuários que tentarem acessá-la verão um erro 404 e o Google não a indexará.
Excluída pela tag “noindex”
A tag meta noindex é usada no código HTML de uma página para instruir os mecanismos de busca a não indexá-la.
Quando o Google encontra essa tag, ele respeita a instrução e exclui a página do índice. Isso é útil para páginas que você não quer que apareçam nas buscas.
📝 Exemplo prático:
- Um site de e-commerce pode usar a tag noindex em páginas de carrinho de compras para evitar que elas apareçam no Google:
<meta name="robots" content="noindex">
Bloqueada por acesso proibido (403)
O erro 403 Forbidden ocorre quando o servidor impede que o Googlebot (ou qualquer usuário) acesse uma página por falta de permissão.
Se o Googlebot não puder acessar o conteúdo devido a restrições de permissão, ele não conseguirá indexar a página.
📝 Exemplo prático:
- Páginas protegidas por login, como www.exemplo.com/painel-do-cliente, retornam um erro 403 para usuários não autenticados e, por isso, não são indexadas.
Erros de servidor client-side (erros 5xx)
Os erros 5xx ocorrem quando há problemas no servidor do site, impedindo o carregamento correto das páginas.
Se o Googlebot encontrar um erro 500 (Erro interno do servidor) ou outro da série 5xx, ele não conseguirá acessar a página e poderá removê-la do índice caso o erro persista.
📝 Exemplo prático:
- Se um site estiver sobrecarregado e frequentemente retornar erro 503 (Serviço indisponível), o Google pode parar de tentar indexar essas páginas.
Problemas com a arquitetura do site (sitemap)
O sitemap.xml é um arquivo que lista todas as URLs de um site para ajudar os mecanismos de busca a encontrá-las.
Se o sitemap estiver mal configurado, com URLs erradas ou ausentes, o Google pode ter dificuldades para encontrar e indexar páginas importantes.
📝 Exemplo prático:
- Se uma página nova www.exemplo.com/lancamento não for adicionada ao sitemap.xml, pode demorar mais para o Google descobri-la e indexá-la.

A questão é que o conteúdo não indexado acaba não atrapalhando muito a situação de equipes de marketing no dia a dia.
Aliás, ele não atrapalha até o momento em que ele passa a atrapalhar.
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