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O conceito de nuvem semântica está retornando ao foco?

O conceito de nuvem semântica está se tornando padrão ao pensar em conteúdo. Entenda mais no texto.
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O conceito de nuvem semântica está retornando ao foco?

O conceito de nuvem semântica está se tornando padrão ao pensar em conteúdo. Entenda mais no texto.
O conceito de nuvem semântica está retornando ao foco?

A nuvem semântica foi uma tática muito utilizada na era do SEO tradicional, onde as palavras-chave escolhidas e sua densidade eram o maior fator de indexação. 

Desde 2015, mais ou menos, o Google começou a lançar atualizações que iam na direção contrária — ao invés de focar em palavras, era necessário focar no conteúdo. A indexação é responsabilidade do Google, e o bom conteúdo é responsabilidade da marca. 

Mas o conceito de nuvem semântica vem ganhando força novamente com a era da IA, especialmente em análise de (SOV).

Vale a pena retomarmos o assunto de nuvem semântica em 2026? Com toda certeza do mundo. Mas para finalidades um pouco diferentes do que estamos acostumados. 

E também a partir de um olhar técnico/estratégico completamente diferente. 

Vamos analisar todos esses pontos no texto de hoje, e junto com a análise, vamos entender onde as nuvem semânticas se posicionam nas suas estratégias. 

Vamos lá? 

Nuvem semântica no SEO tradicional: foco nas palavras-chave

(SOV).

Antes, no SEO tradicional, a ideia de nuvem semântica funcionava de duas maneiras principais: 

  • Como pesquisa de palavras-chave: através de uma pesquisa determinada (veja no link como fazer), encontrávamos a palavra-chave principal, que precisava de densidade de 1% a 2% no conteúdo publicado, e palavras-chave secundárias, que deveriam aparecer obrigatoriamente no texto; 
  • Como norte centralizador para criação de clusters e pillar pages: ainda seguindo a mesma estratégia da pesquisa de palavras-chave, as pillar pages reuniam uma grande quantidade de palavras-chave secundárias, que então eram usadas para fazer artigos individuais como palavras-chave primárias. 

Essa forma de trabalhar partia das palavras como norteador principal. A nuvem semântica de uma pillar page era, ao mesmo tempo, todos os assuntos que a pillar page tratava e também a própria lista de palavras utilizadas nela e nos clusters. 

O crawler do Google procurava por palavras na era do SEO tradicional. Ele não tinha muitas capacidades para entender o que exatamente o texto estava dizendo. 

Claro, ele ia além das palavras e rankeava seu site inteiro em relação a outros, mas o marketing de conteúdo era construído ao redor das palavras que o Google queria ver. 

Agora, o conceito de nuvem semântica está bastante diferente. Ele é bastante relacionado com a parte técnica das IAs, e tem outras aplicações ainda mais interessantes. 

Primeiro, vamos começar a conversar sobre a parte técnica. Acompanhe: 

Como as LLMs usam o conceito de nuvem semântica?

Entender a parte técnica é um pouco mais complicado e exige uma abstração principal — a ideia de um espaço semântico ocupado por palavras diferentes. 

As IAs são construídas a partir de corpora. Elas aprendem a partir de corpus linguísticos, e a partir deles, a LLM cria um espaço vetorial onde as palavras são organizadas de acordo com sua relevância em relação a outras. 

As palavras são tokens, e o que as aproxima uma das outras são parâmetros aprendidos durante o treinamento das IAs. 

Esse espaço, então, que pode ser visualizado como um grande ambiente de informações, é ocupado por palavras. Através dos parâmetros, as palavras ficam “localizadas” dentro desse espaço vetorial. 

Esse espaço não armazena palavras literalmente, mas representações vetoriais que codificam propriedades semânticas — para humanos, isso é o que entendemos como uma palavra. 

O treinamento faz emergir regiões densas no espaço vetorial — conjuntos de representações próximas entre si. Essas regiões podem ser interpretadas como clusters semânticos.

Ou seja: a IA, a partir do seu treinamento, organiza unidades de sentido em regiões próximas uma das outras dentro de um espaço vetorial. 

Quando conversamos com ela, estamos acessando esse espaço. Suas respostas são determinadas principalmente pela posição que as unidades semânticas estão dentro desse espaço vetorial. 

Mas qual é o ponto de entender isso? O que essa relação tem a ver com o conceito de nuvem semântica? 

Vamos fazer três perguntas básicas logo abaixo sobre o tema. As respostas vão te ajudar a entender melhor o ponto: 

  • A IA aprende com prompts?  
  • Onde estão as marcas dentro desse espaço semântico?

A IA aprende com prompts? 

A IA não aprende com prompts. Na verdade, ela “já aprendeu” o que ela precisava. 

O espaço vetorial é definido pelos parâmetros aprendidos no treinamento. Depois que o modelo está treinado, os pesos ficam congelados.

Se o modelo for re-treinado ou ajustado com novos dados, os pesos mudam. Isso pode alterar a topologia do espaço vetorial. 

Nesse caso, pode-se dizer que novas regiões semânticas foram incorporadas.

Ou seja: a IA só vai aprender quando novos dados são incorporados a ela. IAs comuns — que quase podemos chamar de IAs públicas, como o GPT, Perplexity, Gemini — não aprendem a cada prompt. 

Modelos como o ChatGPT não aprendem com cada conversa no sentido de atualizar seus pesos. Mas eles mantêm estado temporário dentro da sessão, permitindo a ilusão do aprendizado. 

As IAs que permitem adição de bancos de dados personalizados passam por reparametrização quando novos dados são adicionados a elas, alterando sua estrutura vetorial de tokens. 

Onde estão as marcas dentro desse espaço semântico?

Marcas não existem como “objetos” armazenados.

O que existe são padrões estatísticos associados a tokens que representam essas marcas.

Por exemplo, “Nike” ou “Apple” são tokens (ou conjuntos de tokens). Durante o treinamento, esses tokens foram contextualizados em inúmeros textos.

O resultado:

  • Seus embeddings ocupam regiões específicas do espaço vetorial;
  • Estão próximos de termos frequentemente associados a elas;
  • Ativam padrões semânticos específicos quando aparecem no prompt.

Os embeddings, nesse caso, são como as coordenadas de onde o token está dentro desse espaço vetorial semântico. 

A marca, então, é uma região vetorial caracterizada por coocorrências, atributos e associações aprendidas.

Ou seja: marcas ocupam um espaço bastante relacionado a elas dentro do espaço vetorial das IAs. 

Então entendemos dois pontos principais: as marcas já estão posicionadas nas IAs, e as IAs não aprendem com prompts. 

Agora vamos entender um outro ponto: como o GEO funciona? Como mais informações podem ser adicionadas à IA após seu treinamento?

Como o GEO funciona? 

Uma LLM como o GPT-4 não aprende continuamente. Para que novas informações sejam incorporadas ao espaço vetorial interno, é necessário:

  • Novo ciclo de treinamento;
  • Fine-tuning;
  • Atualização de pesos. 

Ou seja: o aprendizado das IAs não está acontecendo o tempo todo. É um processo técnico relacionado até ao lançamento de novos modelos, em muitos casos. 

O que acontece com o GEO é diferente. Nele, há injeção de conteúdo externo, e isso é algo relacionado a outra capacidade das IAs: a interpretação. 

Mesmo dentro do espaço vetorial já construído, as IAs são capazes de inferir sobre alguma marca usando a internet. 

Se você pergunta “faça uma pesquisa sobre a Adtail”, esse é o resultado: 

Veja como há fontes para cada ponto pesquisado. Essas fontes são a IA fazendo a busca no site da Adtail para fornecer um resultado. 

Se pedirmos um resumo do blog, o resultado é diferente: 

Veja como artigos que foram incluídos nem uma semana antes no blog já aparecem como parte da resposta do ChatGPT. Como isso seria possível em uma situação de aprendizado que ocorre somente com atualizações diretas da OpenAI? 

Com a leitura do site. Nesse caso:

  • O modelo transforma a pergunta em vetor;
  • Um mecanismo externo busca documentos semanticamente próximos;
  • Esses documentos são inseridos no contexto;
  • O modelo gera a resposta considerando esse material. 

Mas algo diferente também acontece nesse processo. O conteúdo que a marca produziu e produz influencia diretamente sua região semântica dentro do espaço vetorial. 

Por exemplo: associamos a Adtail constantemente a martech, business e strategy. O uso desses termos sinalizou para as IAs, durante seu treinamento, de qual região semântica nos aproximamos mais. 

Se nosso site tivesse a copy do site da Nike e nosso blog falasse sobre calçados, estaríamos mais próximos de outra região semântica. 

Quando nosso conteúdo é lido e mencionado pelas IAs, elas já entendem em que região estamos.

O GEO opera justamente nessa camada. E a forma com que humanos podem trabalhar esses espaços vetoriais com maior entendimento é justamente a nuvem semântica. 

Vamos nos aprofundar nesse tópico agora, acompanhe: 

Usando nuvens semânticas para fazer GEO em 2026? 

O conceito de nuvens semânticas funcionava de uma forma bem mais engessada no SEO tradicional, mas isso começou a mudar ainda na metade da década. 

As nuvens semânticas com palavras específicas, voltadas para aumentar as chances de rankear para essas palavras específicas, não existem mais em estratégias maduras há muito tempo. 

O que aconteceu foi simples: os updates Helpful Content do Google reduziram o foco em palavras-chave inseridas de formas não naturais, e passaram a valorizar muito mais a experiência do leitor. 

Nessa época, o E-A-T ganhou um segundo E, passando a ser o E-E-A-T (double E-A-T).  

Nesse texto, por exemplo, não precisamos mais usar uma nuvem semântica com palavras cuidadosamente inseridas ao longo do texto. 

Só de estarmos falando sobre SEO, GEO, nuvem semântica, Inteligência Artificial e marketing de conteúdo já nos posicionamos como uma marca relevante no tema. 

O Google entende a partir de um contexto: somos uma agência de marketing, trabalhamos com conteúdo, temos mais conteúdo sobre o tema, nos posicionamos, etc. 

Não é necessário adicionar palavras de forma artificial nem pesquisar por todas as palavras-chave secundárias possíveis dentro de um texto. 

A questão é que nós precisamos entender. Não é mais necessário aplicar técnicas de nuvens semânticas para artigos, mas precisamos entender qual é a nossa nuvem semântica. 

Esse entendimento funciona em três níveis principais: 

  • Nível 1: para entender sobre o que falar;
  • Nível 2: para entender o que o mercado fala e os usuários perguntam;
  • Nível 3: para controle de share of voice. 

Vamos explicar esses pontos agora, com bastante detalhes. Vamos juntos: 

Nível 1: para entender sobre o que falar

Precisamos realizar estudos de palavras-chave e estruturá-las em nuvens semânticas para entender o que nós priorizamos, para criar o nosso ambiente de conteúdo.

Precisamos de calendários editoriais que determinam não só a palavra-chave principal, que é o termo buscado pelos usuários, mas também quais são as nuvens semânticas ao redor dessa palavra. 

Assim, podemos criar grandes nuvens semânticas para entender sobre o que estamos falando, quais são as palavras-chave que naturalmente vão acionar nossos artigos, e para facilitar a criação dos próximos. 

Por exemplo: a nuvem semântica da palavra-chave “o que é IA?”: 

  • Como usar a IA; 
  • Qual é o preço da IA; 
  • Quais são as IAs disponíveis; 
  • Quais são as melhores IAs para marketing; 
  • Como produzir conteúdo com IA; 
  • Como fazer vídeos com IA; 
  • Como fazer audio com IA; 

E por aí vai. Pensando em nuvens semânticas, seu conteúdo não funciona a partir de artigos soltos, mas sim cria grandes estruturas em que você pode construir autoridade. 

Quanto mais artigos você tiver em uma determinada nuvem semântica, mais chances você tem de ser citado pela IA em assuntos diversos, indo até além da nuvem semântica original. 

Nível 2: Para entender o que falam 

Aqui já passamos para a análise. 

Você pode ler textos, usar a IA e o Google para entender o que o mercado está falando sobre determinado tema, e encontrar nichos só seus. 

Essa mesma nuvem semântica logo acima. Ela deixa alguns pontos de fora, como qualquer nuvem semântica vai deixar. 

Agora imagine que você a construiu através de artigos lidos e respostas oferecidas pela IA. Você vai conseguir saber qual é a disposição de conteúdo sobre a IA na internet, e encontrar pontos inéditos para tratar. 

Isso é muito simples de falar, mas complicado de aplicar. Ainda seguindo na camada de análise, é muito importante pelo menos se familiarizar com as nuvens semânticas por um motivo principal: v

Nível 3: para controle de share of voice

Fizemos um texto recentemente sobre análise de performance em IA, e focamos nas plataformas que fazem essas análises. 

Todas essas plataformas usam nuvens semânticas para ilustrar o conceito de share of voice. 

Ou seja: a nuvem semântica está se tornando o padrão de visualização em dashboards para entender o seu share of voice. 

Usando essas nuvens semânticas com as que você cria, é possível entender ao mesmo tempo como você se posiciona hoje nas IAs e o que você planeja fazer para controlar esse posicionamento no futuro. 

O mais importante sobre a nuvem semântica é entender que ela agora é a forma “correta” de se pensar em conteúdo. 

É através dela que nos organizamos, pensamos em grandes estruturas que queremos moldar, e pensamos em como estamos nos posicionando nos assuntos do momento. 

As plataformas de share of voice apresentam suas informações majoritariamente assim, e não só sobre a sua marca. 

Fazer o acompanhamento de assuntos relacionados ao seu segmento já deve incluir o conceito de nuvem semântica. E a partir disso, ajustar a forma com que você se comunica para se inserir nessas nuvens. 

Conversamos mais sobre esse assunto no nosso texto sobre social listening. Também trazemos as principais plataformas do mercado com review exclusivo de cada uma. Acesse logo abaixo: 

O que é e como começar a fazer social listening

Escrito por:
Redação

A nuvem semântica foi uma tática muito utilizada na era do SEO tradicional, onde as palavras-chave escolhidas e sua densidade eram o maior fator de indexação. 

Desde 2015, mais ou menos, o Google começou a lançar atualizações que iam na direção contrária — ao invés de focar em palavras, era necessário focar no conteúdo. A indexação é responsabilidade do Google, e o bom conteúdo é responsabilidade da marca. 

Mas o conceito de nuvem semântica vem ganhando força novamente com a era da IA, especialmente em análise de (SOV).

Vale a pena retomarmos o assunto de nuvem semântica em 2026? Com toda certeza do mundo. Mas para finalidades um pouco diferentes do que estamos acostumados. 

E também a partir de um olhar técnico/estratégico completamente diferente. 

Vamos analisar todos esses pontos no texto de hoje, e junto com a análise, vamos entender onde as nuvem semânticas se posicionam nas suas estratégias. 

Vamos lá? 

Nuvem semântica no SEO tradicional: foco nas palavras-chave

(SOV).

Antes, no SEO tradicional, a ideia de nuvem semântica funcionava de duas maneiras principais: 

  • Como pesquisa de palavras-chave: através de uma pesquisa determinada (veja no link como fazer), encontrávamos a palavra-chave principal, que precisava de densidade de 1% a 2% no conteúdo publicado, e palavras-chave secundárias, que deveriam aparecer obrigatoriamente no texto; 
  • Como norte centralizador para criação de clusters e pillar pages: ainda seguindo a mesma estratégia da pesquisa de palavras-chave, as pillar pages reuniam uma grande quantidade de palavras-chave secundárias, que então eram usadas para fazer artigos individuais como palavras-chave primárias. 

Essa forma de trabalhar partia das palavras como norteador principal. A nuvem semântica de uma pillar page era, ao mesmo tempo, todos os assuntos que a pillar page tratava e também a própria lista de palavras utilizadas nela e nos clusters. 

O crawler do Google procurava por palavras na era do SEO tradicional. Ele não tinha muitas capacidades para entender o que exatamente o texto estava dizendo. 

Claro, ele ia além das palavras e rankeava seu site inteiro em relação a outros, mas o marketing de conteúdo era construído ao redor das palavras que o Google queria ver. 

Agora, o conceito de nuvem semântica está bastante diferente. Ele é bastante relacionado com a parte técnica das IAs, e tem outras aplicações ainda mais interessantes. 

Primeiro, vamos começar a conversar sobre a parte técnica. Acompanhe: 

Como as LLMs usam o conceito de nuvem semântica?

Entender a parte técnica é um pouco mais complicado e exige uma abstração principal — a ideia de um espaço semântico ocupado por palavras diferentes. 

As IAs são construídas a partir de corpora. Elas aprendem a partir de corpus linguísticos, e a partir deles, a LLM cria um espaço vetorial onde as palavras são organizadas de acordo com sua relevância em relação a outras. 

As palavras são tokens, e o que as aproxima uma das outras são parâmetros aprendidos durante o treinamento das IAs. 

Esse espaço, então, que pode ser visualizado como um grande ambiente de informações, é ocupado por palavras. Através dos parâmetros, as palavras ficam “localizadas” dentro desse espaço vetorial. 

Esse espaço não armazena palavras literalmente, mas representações vetoriais que codificam propriedades semânticas — para humanos, isso é o que entendemos como uma palavra. 

O treinamento faz emergir regiões densas no espaço vetorial — conjuntos de representações próximas entre si. Essas regiões podem ser interpretadas como clusters semânticos.

Ou seja: a IA, a partir do seu treinamento, organiza unidades de sentido em regiões próximas uma das outras dentro de um espaço vetorial. 

Quando conversamos com ela, estamos acessando esse espaço. Suas respostas são determinadas principalmente pela posição que as unidades semânticas estão dentro desse espaço vetorial. 

Mas qual é o ponto de entender isso? O que essa relação tem a ver com o conceito de nuvem semântica? 

Vamos fazer três perguntas básicas logo abaixo sobre o tema. As respostas vão te ajudar a entender melhor o ponto: 

  • A IA aprende com prompts?  
  • Onde estão as marcas dentro desse espaço semântico?

A IA aprende com prompts? 

A IA não aprende com prompts. Na verdade, ela “já aprendeu” o que ela precisava. 

O espaço vetorial é definido pelos parâmetros aprendidos no treinamento. Depois que o modelo está treinado, os pesos ficam congelados.

Se o modelo for re-treinado ou ajustado com novos dados, os pesos mudam. Isso pode alterar a topologia do espaço vetorial. 

Nesse caso, pode-se dizer que novas regiões semânticas foram incorporadas.

Ou seja: a IA só vai aprender quando novos dados são incorporados a ela. IAs comuns — que quase podemos chamar de IAs públicas, como o GPT, Perplexity, Gemini — não aprendem a cada prompt. 

Modelos como o ChatGPT não aprendem com cada conversa no sentido de atualizar seus pesos. Mas eles mantêm estado temporário dentro da sessão, permitindo a ilusão do aprendizado. 

As IAs que permitem adição de bancos de dados personalizados passam por reparametrização quando novos dados são adicionados a elas, alterando sua estrutura vetorial de tokens. 

Onde estão as marcas dentro desse espaço semântico?

Marcas não existem como “objetos” armazenados.

O que existe são padrões estatísticos associados a tokens que representam essas marcas.

Por exemplo, “Nike” ou “Apple” são tokens (ou conjuntos de tokens). Durante o treinamento, esses tokens foram contextualizados em inúmeros textos.

O resultado:

  • Seus embeddings ocupam regiões específicas do espaço vetorial;
  • Estão próximos de termos frequentemente associados a elas;
  • Ativam padrões semânticos específicos quando aparecem no prompt.

Os embeddings, nesse caso, são como as coordenadas de onde o token está dentro desse espaço vetorial semântico. 

A marca, então, é uma região vetorial caracterizada por coocorrências, atributos e associações aprendidas.

Ou seja: marcas ocupam um espaço bastante relacionado a elas dentro do espaço vetorial das IAs. 

Então entendemos dois pontos principais: as marcas já estão posicionadas nas IAs, e as IAs não aprendem com prompts. 

Agora vamos entender um outro ponto: como o GEO funciona? Como mais informações podem ser adicionadas à IA após seu treinamento?

Como o GEO funciona? 

Uma LLM como o GPT-4 não aprende continuamente. Para que novas informações sejam incorporadas ao espaço vetorial interno, é necessário:

  • Novo ciclo de treinamento;
  • Fine-tuning;
  • Atualização de pesos. 

Ou seja: o aprendizado das IAs não está acontecendo o tempo todo. É um processo técnico relacionado até ao lançamento de novos modelos, em muitos casos. 

O que acontece com o GEO é diferente. Nele, há injeção de conteúdo externo, e isso é algo relacionado a outra capacidade das IAs: a interpretação. 

Mesmo dentro do espaço vetorial já construído, as IAs são capazes de inferir sobre alguma marca usando a internet. 

Se você pergunta “faça uma pesquisa sobre a Adtail”, esse é o resultado: 

Veja como há fontes para cada ponto pesquisado. Essas fontes são a IA fazendo a busca no site da Adtail para fornecer um resultado. 

Se pedirmos um resumo do blog, o resultado é diferente: 

Veja como artigos que foram incluídos nem uma semana antes no blog já aparecem como parte da resposta do ChatGPT. Como isso seria possível em uma situação de aprendizado que ocorre somente com atualizações diretas da OpenAI? 

Com a leitura do site. Nesse caso:

  • O modelo transforma a pergunta em vetor;
  • Um mecanismo externo busca documentos semanticamente próximos;
  • Esses documentos são inseridos no contexto;
  • O modelo gera a resposta considerando esse material. 

Mas algo diferente também acontece nesse processo. O conteúdo que a marca produziu e produz influencia diretamente sua região semântica dentro do espaço vetorial. 

Por exemplo: associamos a Adtail constantemente a martech, business e strategy. O uso desses termos sinalizou para as IAs, durante seu treinamento, de qual região semântica nos aproximamos mais. 

Se nosso site tivesse a copy do site da Nike e nosso blog falasse sobre calçados, estaríamos mais próximos de outra região semântica. 

Quando nosso conteúdo é lido e mencionado pelas IAs, elas já entendem em que região estamos.

O GEO opera justamente nessa camada. E a forma com que humanos podem trabalhar esses espaços vetoriais com maior entendimento é justamente a nuvem semântica. 

Vamos nos aprofundar nesse tópico agora, acompanhe: 

Usando nuvens semânticas para fazer GEO em 2026? 

O conceito de nuvens semânticas funcionava de uma forma bem mais engessada no SEO tradicional, mas isso começou a mudar ainda na metade da década. 

As nuvens semânticas com palavras específicas, voltadas para aumentar as chances de rankear para essas palavras específicas, não existem mais em estratégias maduras há muito tempo. 

O que aconteceu foi simples: os updates Helpful Content do Google reduziram o foco em palavras-chave inseridas de formas não naturais, e passaram a valorizar muito mais a experiência do leitor. 

Nessa época, o E-A-T ganhou um segundo E, passando a ser o E-E-A-T (double E-A-T).  

Nesse texto, por exemplo, não precisamos mais usar uma nuvem semântica com palavras cuidadosamente inseridas ao longo do texto. 

Só de estarmos falando sobre SEO, GEO, nuvem semântica, Inteligência Artificial e marketing de conteúdo já nos posicionamos como uma marca relevante no tema. 

O Google entende a partir de um contexto: somos uma agência de marketing, trabalhamos com conteúdo, temos mais conteúdo sobre o tema, nos posicionamos, etc. 

Não é necessário adicionar palavras de forma artificial nem pesquisar por todas as palavras-chave secundárias possíveis dentro de um texto. 

A questão é que nós precisamos entender. Não é mais necessário aplicar técnicas de nuvens semânticas para artigos, mas precisamos entender qual é a nossa nuvem semântica. 

Esse entendimento funciona em três níveis principais: 

  • Nível 1: para entender sobre o que falar;
  • Nível 2: para entender o que o mercado fala e os usuários perguntam;
  • Nível 3: para controle de share of voice. 

Vamos explicar esses pontos agora, com bastante detalhes. Vamos juntos: 

Nível 1: para entender sobre o que falar

Precisamos realizar estudos de palavras-chave e estruturá-las em nuvens semânticas para entender o que nós priorizamos, para criar o nosso ambiente de conteúdo.

Precisamos de calendários editoriais que determinam não só a palavra-chave principal, que é o termo buscado pelos usuários, mas também quais são as nuvens semânticas ao redor dessa palavra. 

Assim, podemos criar grandes nuvens semânticas para entender sobre o que estamos falando, quais são as palavras-chave que naturalmente vão acionar nossos artigos, e para facilitar a criação dos próximos. 

Por exemplo: a nuvem semântica da palavra-chave “o que é IA?”: 

  • Como usar a IA; 
  • Qual é o preço da IA; 
  • Quais são as IAs disponíveis; 
  • Quais são as melhores IAs para marketing; 
  • Como produzir conteúdo com IA; 
  • Como fazer vídeos com IA; 
  • Como fazer audio com IA; 

E por aí vai. Pensando em nuvens semânticas, seu conteúdo não funciona a partir de artigos soltos, mas sim cria grandes estruturas em que você pode construir autoridade. 

Quanto mais artigos você tiver em uma determinada nuvem semântica, mais chances você tem de ser citado pela IA em assuntos diversos, indo até além da nuvem semântica original. 

Nível 2: Para entender o que falam 

Aqui já passamos para a análise. 

Você pode ler textos, usar a IA e o Google para entender o que o mercado está falando sobre determinado tema, e encontrar nichos só seus. 

Essa mesma nuvem semântica logo acima. Ela deixa alguns pontos de fora, como qualquer nuvem semântica vai deixar. 

Agora imagine que você a construiu através de artigos lidos e respostas oferecidas pela IA. Você vai conseguir saber qual é a disposição de conteúdo sobre a IA na internet, e encontrar pontos inéditos para tratar. 

Isso é muito simples de falar, mas complicado de aplicar. Ainda seguindo na camada de análise, é muito importante pelo menos se familiarizar com as nuvens semânticas por um motivo principal: v

Nível 3: para controle de share of voice

Fizemos um texto recentemente sobre análise de performance em IA, e focamos nas plataformas que fazem essas análises. 

Todas essas plataformas usam nuvens semânticas para ilustrar o conceito de share of voice. 

Ou seja: a nuvem semântica está se tornando o padrão de visualização em dashboards para entender o seu share of voice. 

Usando essas nuvens semânticas com as que você cria, é possível entender ao mesmo tempo como você se posiciona hoje nas IAs e o que você planeja fazer para controlar esse posicionamento no futuro. 

O mais importante sobre a nuvem semântica é entender que ela agora é a forma “correta” de se pensar em conteúdo. 

É através dela que nos organizamos, pensamos em grandes estruturas que queremos moldar, e pensamos em como estamos nos posicionando nos assuntos do momento. 

As plataformas de share of voice apresentam suas informações majoritariamente assim, e não só sobre a sua marca. 

Fazer o acompanhamento de assuntos relacionados ao seu segmento já deve incluir o conceito de nuvem semântica. E a partir disso, ajustar a forma com que você se comunica para se inserir nessas nuvens. 

Conversamos mais sobre esse assunto no nosso texto sobre social listening. Também trazemos as principais plataformas do mercado com review exclusivo de cada uma. Acesse logo abaixo: 

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