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Os anúncios no ChatGPT estão chegando - o que você precisa saber

Os anúncios no ChatGPT estão chegando. Veja tudo o que já sabemos sobre o formato — e algumas suposições sobre seu futuro.
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Os anúncios no ChatGPT estão chegando - o que você precisa saber

Os anúncios no ChatGPT estão chegando. Veja tudo o que já sabemos sobre o formato — e algumas suposições sobre seu futuro.
Os anúncios no ChatGPT estão chegando - o que você precisa saber
Esse texto é uma atualização, publicado em 05/05/26. Fique atento para mais novidades ao longo dos testes.

Ano passado começamos a conversar sobre anúncios no ChatGPT com base apenas em rumores. 

Caso você não se lembre, vale a pena a leitura: 

➡️ ChatGPT Ads? O que sabemos até agora e o que o futuro reserva

Fizemos um trabalho investigativo aprofundado, junto com a Search Engine Land, analisando descobertas de verdadeiros detetives da internet, que encontraram indícios no código de atualização do app para Android. 

Agora é oficial: a OpenAI realmente vai implementar anúncios no ChatGPT, com testes acontecendo agora, em maio, inicialmente nos E.U.A. 

A expectativa é que os anúncios vão chegar ainda em maio/junto no Reino Unido, com expansão para o Canadá, Nova Zelândia e Austrália. 

Nesse texto, vamos conversar sobre o que já sabemos do assunto, sobre formatos anunciados inicialmente, em quais planos os anúncios vão aparecer e o que isso representa para o marketing digital. 

Ao final do texto, separamos um momento para tratar exclusivamente do B2B. Tudo pronto para começar? Então seguimos: 

O que se sabe até agora sobre anúncios do ChatGPT? 

Os principais takeaways sobre os anúncios do ChatGPT nesse momento são os formatos de anúncio, as diretrizes que vão guiar a OpenAI na implementação deles e em que tipo de contas eles vão ser exibidos. 

Aliás, até o momento, essas são as únicas informações que temos. 

Primeiro, vamos conversar sobre os tipos de contas: os anúncios do ChatGPT vão ser exibidos apenas para usuários do plano Free e do plano Go.

O plano Free, como o nome diz, é gratuito. Já o plano Go custa R$ 39,90 hoje no Brasil, e está entre os planos Free e Plus. Ele oferece mais mensagens, mais memória e maior limite de uploads de imagens e geração das mesmas. 

Ótimo. Agora seguindo: há informações disponíveis sobre quando os anúncios vão começar? 

Infelizmente ainda não, mas é muito provável que o rollout completo aconteça nos E.U.A. ainda dentro do Q2 de 2026 — entre maio e julho. Os testes já estão acontecendo por lá e há indícios que eles vão ser expandidos para o Reino Unido ainda em maio. 

Mas já temos algumas imagens de como esses anúncios vão aparecer na prática, e também alguns exemplos de anúncios reais rodando no teste dos E.U.A.

Acompanhe abaixo: 

Como os anúncios do ChatGPT vão ser exibidos? 

A Search Engine Land, junto com a Adthena, realizou um grande apanhado com os primeiros anúncios sendo exibidos em testes no ChatGPT. Todos eles são dos E.U.A. 

No momento da análise, mais de 600 anunciantes já estavam cadastrados, e a Adthena reuniu um index com mais de 50.000 anúncios em vários segmentos diferentes — incluindo B2B, SaaS, e-commerce, dentre outros. 

O que estamos vendo não é uma garantia de como o resultado final dos anúncios do ChatGPT vão ser. Mas já é possível ter uma ótima ideia pelo menos do formato mais básico, que vamos analisar agora. 

Os anúncios estão sendo testados nesse estilo: 

Podemos ver três características principais: 

  • Imagem: uma miniatura;
  • Título: um texto em negrito na posição superior; 
  • Descrição: uma pequena descrição, provavelmente (mas não confirmado) com um limite bem pequeno de caracteres. 

Importante: esse formato está sendo lançado em testes. Ele provavelmente vai mudar até ser lançado oficialmente, com mais recursos e formatos. 

Nós vamos conversar melhor sobre alguns dados de performance dos anúncios, mas por enquanto vamos nos aprofundar mais em algumas outras questões mais urgentes.

A anatomia de um anúncio de sucesso no ChatGPT

Um dos pontos interessantes da análise da Adthena é poder perceber quais são os primeiros sinais de sucesso de uma estratégia com o anúncios no ChatGPT. 

Analisando os primeiros anúncios na plataforma, já podemos perceber alguns elementos comuns, que podem estar relacionados com uma performance melhor. 

Ponto em questão: podem estar relacionados. Ainda é muito cedo para determinar as características de sucesso de um anúncio. 

De qualquer forma, já é possível perceber um MVP se formando ao redor dos anúncios: um estilo, uma forma de apresentar o produto, a marca e o benefício, que está sendo aplicada por praticamente todos os anunciantes. 

É claro: esse formato também está bastante relacionado com as limitações que o formato de anúncios em si traz. Ou seja, estamos vendo as melhores práticas dentro de um formato limitado e que pode mudar. 

Acompanhe logo abaixo: 

6 características principais dos primeiros anúncios do ChatGPT

O que mais chama a atenção nos anúncios do ChatGPT é a discrição e a economia de formatos. 

Quando pensamos nas mídias pagas, imediatamente pensamos também na grande variedade de formatos que elas oferecem. Isso é natural pela característica do canal. 

As pessoas entram nas redes sociais, por exemplo, sem objetivo definido. Por isso, os anúncios por lá são bem mais diversos que os anúncios nas SERPs do Google. 

E claro: os anúncios tendem a “imitar” os formatos que a plataforma oferece. O Google trabalha principalmente com links e textos, as redes sociais com vídeos, imagens etc. 

O ChatGPT trabalha com texto orientado pelo usuário. O foco está na conversa entre a IA e o user. É natural que os anúncios sejam mais simples. 

Veja logo abaixo as conclusões da Adthena sobre o modelo mais usado nos anúncios do ChatGPT até agora: 

  • Headlines seguem a fórmula “Marca: Benefício”. Nome + dois pontos + proposta de valor. Ex.: “Betterment: Conta com 5,25% de APY”. Padrão dominante entre top performers;

  • Quase todo anúncio abre com o nome da marca. Lógica de awareness aplicada a um ambiente em que o usuário já está no meio da conversa, não no início da busca;

  • Headlines têm, em média, ~30 caracteres, com teto próximo de 36. Restrição que força concisão extrema: cada palavra precisa justificar sua presença;

  • Body copy gira em torno de ~19 palavras, geralmente em duas frases curtas. Uma traz a principal prova, a outra apresenta a oferta ou um nudge. Um motivo claro para clicar;

  • Espelhamento de contexto é central. Os melhores anúncios refletem diretamente a intenção do usuário. Ex.: mencionar “transição de 5k para 21,1k” em um anúncio de tênis;

  • O símbolo de $ impulsiona conversão. Valores específicos, taxas de APY precisas e quantias de crédito performam melhor do que promessas vagas em contextos de alta intenção.

Os anúncios do ChatGPT vão aparecer direto no chat?

O mais importante dos formatos de anúncios do ChatGPT é entender que eles não vão vir no meio do chat.

Ou seja: a experiência generativa não vai ser impactada diretamente pelos anúncios. Não vão haver links patrocinados diretamente nas respostas, apenas snippets de anúncios claramente demarcados nas periferias da interface. 

Isso, pelo menos, por enquanto. Quando o Modo IA do Google estava sendo lançado, havia uma conversa sobre a inserção de links patrocinados dentro das respostas, mas nada ainda foi confirmado. 

De qualquer forma, a OpenAI nega até o momento a inclusão, mesmo no futuro, de anúncios exibidos assim, diretamente no texto dos chats. 

E a forma dela negar essa possibilidade é bem veemente. Junto com o artigo que divulga o início dos testes de anúncios no ChatGPT, ela incluiu cinco princípios principais que vão guiar a iniciativa de ads da desenvolvedora daqui em diante. 

Conheça mais sobre eles logo abaixo: 

Os cinco princípios fundamentais dos anúncios do ChatGPT

Segundo a OpenAI, esses são seus princípios básicos, que vão guiar a construção da sua infraestrutura de anúncios daqui em diante: 

  • Alinhamento com a missão: nossa missão é garantir que a AGI beneficie toda a humanidade; nossa estratégia de anúncios sempre tem como objetivo apoiar essa missão e tornar a IA mais acessível;

  • Independência das respostas: anúncios não influenciam as respostas que o ChatGPT dá para você. As respostas são otimizadas com base no que é mais útil para você. Os anúncios são sempre separados e claramente identificados;

  • Privacidade das conversas: mantemos suas conversas com o ChatGPT fora do alcance de anunciantes e nunca venderemos seus dados para anunciantes;

  • Escolha e controle: você decide como seus dados são usados. Você pode desativar a personalização e apagar os dados usados para anúncios a qualquer momento. Sempre vamos oferecer uma forma de não ver anúncios no ChatGPT, incluindo um plano pago sem anúncios;

  • Valor de longo prazo: Não otimizamos pelo tempo gasto no ChatGPT. Priorizamos a confiança e a experiência do usuário acima da receita.

A maior pergunta aqui é se podemos confiar nesses princípios para nortear os anúncios do ChatGPT, especialmente porque já podemos perceber algumas contradições. 

Como garantir privacidade em primeiro lugar se os anúncios serão exibidos contextualmente? 

As mensagens dos usuários não serão gravadas e usadas como os cookies de terceiros, por exemplo, mas os anúncios vão sim ser exibidos de acordo com os prompts. 

Nessa mesma linha, o próximo item, “Escolha e controle”, contradiz o anterior: 

  • Em “Privacidade”: nunca venderemos seus dados para anunciantes;
  • Em “Escolha e controle”: você pode desativar a personalização e apagar os dados usados para anúncios.

A escolha de palavras é dúbia, então vale a pena ter um pouco de cautela ao pensar nos próximos passos que a OpenAI vai dar em direção aos anúncios. 

Bom, isso é tudo sobre as notícias. Que tal agora pensarmos de forma estratégica? Quais são os impactos que os anúncios do ChatGPT podem trazer para marcas daqui em diante? 

O que pode mudar com os anúncios do ChatGPT? 

Bastante coisa pode mudar com os anúncios do ChatGPT, tanto para o B2C quanto para o B2B. 

Vamos conversar sobre essas possibilidades aqui nesse tópico, para essas duas áreas, e depois vamos entrar em um assunto um pouco mais complexo, mas extremamente necessário para entender melhor o que pode acontecer. 

Nesse tópico, vamos focar nos prós que podem vir com os anúncios do ChatGPT, além de alguns pontos de preparo para esse novo canal. 

E no próximo, vamos focar nas principais limitações do ChatGPT, que não são poucas e exigem uma atenção especial nesse preparo. 

Acompanhe: 

O que pode mudar no B2C

O B2C é um dos maiores privilegiados com os anúncios do ChatGPT.

As buscas por produtos, quando feitas no ChatGPT, tendem a ser mais informacionais. Um estudo recente da Sixth City Marketing mostrou que a maioria das pesquisas feitas na plataforma segue um padrão informacional: 

O ChatGPT tem quase 20% a mais de buscas feitas com intenção informacional que o Google — isso significa que a maior parte das buscas feitas por lá é para ter repostas para perguntas que começam com “como”, “quem”, “o que é” etc. 

Nesse momento, anúncios B2C podem aparecer mostrando produtos relacionados, e isso pode deixar esses anúncios mais interessantes para esse público, geralmente ignorado em estratégias mais básicas do Google Ads. 

Por exemplo: alguém pesquisa por “como é o clima na Tailândia em fevereiro”. No Google, se você pesquisar agora, não vai encontrar nenhum anúncio para essa palavra-chave, que é considerada long-tail, e por isso não é tão atrativa. 

No ChatGPT, é provável que anúncios de viagem para a Tailândia apareçam para esse prompt, porque está relacionado com a intencionalidade informacional que pode resultar em uma viagem no futuro. 

Ou seja: a LLM consegue inferir a intencionalidade do usuário, e usar seus “poderes” preditivos para entender que a conversa no geral, mesmo não sendo uma busca comercial ou transacional, pode se beneficiar de um anúncio bem colocado. 

Isso, é claro, é apenas uma predição nossa baseada no funcionamento da IA no geral. 

Vamos conversar melhor sobre isso no próximo tópico, sobre o B2B: 

O que pode mudar no B2B 

O Outbound B2B tende a ser bastante preciso, especialmente quando tratamos de nichos bem especializados. 

Essa precisão acaba gerando a mesma situação que vemos no B2C: a preferência por investimentos apenas em palavras-chave comerciais e transacionais, que têm maior probabilidade de conversão. 

Geralmente, os blogs e o Inbound cuidam de toda a parte superior do Funil. As marcas preferem que a entrada no Funil feita pelo Topo seja orgânica, pois o volume é maior e o investimento é bem menor. 

Porém, com a prevalência do ChatGPT por prompts informacionais, é possível que essa área, antes geralmente intocada por anúncios, passe a ser um ótimo território para o Outbound e prospecção ativa, inclusive no ABM. 

As LLMs entendem sutilezas e nuances aprofundadas, e conseguiriam, em teoria, inserir anúncios de acordo com o contexto da busca. 

As limitações dos anúncios do ChatGPT

Como vimos, os anúncios do ChatGPT têm características bastante revolucionárias quando comparamos com o Google Ads, por exemplo. 

A maior delas é justamente a ideia de que anúncios podem ser exibidos de acordo com a intencionalidade do usuário, e essa intencionalidade é medida pelas próprias LLMs, e menos pelos profissionais de marketing. 

É claro: nós ainda estamos no controle. Mas com um apoio que até agora nunca foi visto. O Google Ads tem princípios de análises de dados orientados pela intencionalidade — o PMax é um exemplo — enquanto o ChatGPT é praticamente intencionalidade pura. 

Ele interpreta através de linguagem, enquanto o Google opera através de cliques. Isso muda todo o cenário de anúncios. E muda para melhor. 

A questão é que há algumas limitações para os anúncios do ChatGPT. Limitações que estão relacionadas aos próprios anúncios, mas principalmente ao GPT em si. 

Vamos conversar melhor sobre eles nos itens logo abaixo. Acompanhe: 

Dificuldade na interpretação de dados

Nem tudo são flores, dizem. Mas no marketing, não há flores nem espinhos: há dados. 

O problema maior é justamente esse quando falamos sobre os anúncios do ChatGPT — dados são bastante escassos. 

A maior parte das decisões tomadas em Outbound e anúncios acontecem com base em dados extraídos do Google Analytics, do Search Console e do próprio Google Ads.  

A questão é que isso é impossível, até o momento, de controlar com o ChatGPT. Não porque não existe uma plataforma de analytics dedicada, até porque ela muito provavelmente vai existir com os anúncios. 

Mas sim porque estamos tratando de contextos diferentes. Os anúncios não vão ser exibidos por palavra-chave, muito provavelmente, porque esse modelo só funciona no padrão de leilão do Google. 

Imagine a quantidade de marcas que anunciariam para a palavra-chave “venda de carros em São Paulo”. Como o ChatGPT poderia escolher por um anúncio específico, se ele não tem parâmetros de leilão com base na estrutura dos sites das marcas, como o Google? 

Então, é bem provável que os anúncios vão surgir a partir de contextos, como identificamos no tópico anterior. 

Com base nisso, como um analytics poderia analisar esses contextos e traduzi-los de uma forma simples, que cabe em um dashboard?

Ainda não temos resposta para essa pergunta, e essa é uma das principais limitações dos anúncios na IA. 

O formato e as ofertas devem ser diferentes

Quando você está usando o ChatGPT, você não quer interrupções na sua resposta e nem quer sugestões que atrapalhem a sua experiência sendo exibidos como anúncios. 

Não é igual ao Spotify, por exemplo. É possível tolerar os anúncios do Spotify porque estamos ouvindo música, não fazendo um esforço para entender algo. 

Imagine estar conversando com o chat sobre métodos para colar quadros na sua parede e ser bombardeado por anúncios de furadeiras. Pense na lógica da intencionalidade:

  • Você não quer uma furadeira: é justamente por isso que você está usando o ChatGPT para pregar o quadro na parede usando métodos alternativos; 
  • Você já tem uma furadeira: e está procurando no ChatGPT por formas de usá-la para pregar seu quadro. 

Nessas duas situações, um anúncio de furadeira não vai te ajudar em nada, e provavelmente vai te irritar. 

Porém, um guia sobre como pregar quadros na parede, feita pela Makita, vai te ajudar bastante. 

Veja como a lógica dos anúncios de IA confunde os conceitos de Outbound e Inbound. 

Anúncios para divulgar materiais ricos nunca foram muito bem vistos em estratégias justamente porque misturam os dois conceitos, e gestores acabam pensando que isso atrapalha diretamente o ROI. 

Mas a própria lógica de exibição dos anúncios do ChatGPT vai questionar essa separação, e muito provavelmente exigir mais conteúdo informacional dentro de anúncios. 

As marcas que vão sair na frente são as que realmente conhecem seu público

Em praticamente todos os textos sobre marketing digital que você vai ler há alguma menção sobre público-alvo. 

Porém, isso nunca foi tão urgente quanto no uso de anúncios do ChatGPT. 

Não há a menor possibilidade de trabalhar esses anúncios sem conhecer intimamente o comportamento das pessoas que estão buscando pela sua marca ou por questões gerais dentro do seu segmento/sobre seu produto. 

Você precisa saber: 

  • Como seu público-alvo está usando a IA; 
  • Quais são as etapas sendo saltadas dentro do seu Funil de Vendas por conta da IA; 
  • Como apoiar esses momentos de uso da IA sem perder a confiança do seu público. 

Não sabemos ainda como os anúncios do ChatGPT vão ser e se haverá suporte para tudo isso que estamos pensando. 

Mas precisamos pensar no best case scenario acima de tudo. E no momento, esperar o melhor da IA é, ao mesmo tempo, nos preparar para tudo o que ela pode nos oferecer no futuro. 

Estamos de olho em mais desenvolvimentos sobre os anúncios do ChatGPT. Fique de olho junto com a gente no blog, ok?

Escrito por:
Adriana Campos
CEO
Esse texto é uma atualização, publicado em 05/05/26. Fique atento para mais novidades ao longo dos testes.

Ano passado começamos a conversar sobre anúncios no ChatGPT com base apenas em rumores. 

Caso você não se lembre, vale a pena a leitura: 

➡️ ChatGPT Ads? O que sabemos até agora e o que o futuro reserva

Fizemos um trabalho investigativo aprofundado, junto com a Search Engine Land, analisando descobertas de verdadeiros detetives da internet, que encontraram indícios no código de atualização do app para Android. 

Agora é oficial: a OpenAI realmente vai implementar anúncios no ChatGPT, com testes acontecendo agora, em maio, inicialmente nos E.U.A. 

A expectativa é que os anúncios vão chegar ainda em maio/junto no Reino Unido, com expansão para o Canadá, Nova Zelândia e Austrália. 

Nesse texto, vamos conversar sobre o que já sabemos do assunto, sobre formatos anunciados inicialmente, em quais planos os anúncios vão aparecer e o que isso representa para o marketing digital. 

Ao final do texto, separamos um momento para tratar exclusivamente do B2B. Tudo pronto para começar? Então seguimos: 

O que se sabe até agora sobre anúncios do ChatGPT? 

Os principais takeaways sobre os anúncios do ChatGPT nesse momento são os formatos de anúncio, as diretrizes que vão guiar a OpenAI na implementação deles e em que tipo de contas eles vão ser exibidos. 

Aliás, até o momento, essas são as únicas informações que temos. 

Primeiro, vamos conversar sobre os tipos de contas: os anúncios do ChatGPT vão ser exibidos apenas para usuários do plano Free e do plano Go.

O plano Free, como o nome diz, é gratuito. Já o plano Go custa R$ 39,90 hoje no Brasil, e está entre os planos Free e Plus. Ele oferece mais mensagens, mais memória e maior limite de uploads de imagens e geração das mesmas. 

Ótimo. Agora seguindo: há informações disponíveis sobre quando os anúncios vão começar? 

Infelizmente ainda não, mas é muito provável que o rollout completo aconteça nos E.U.A. ainda dentro do Q2 de 2026 — entre maio e julho. Os testes já estão acontecendo por lá e há indícios que eles vão ser expandidos para o Reino Unido ainda em maio. 

Mas já temos algumas imagens de como esses anúncios vão aparecer na prática, e também alguns exemplos de anúncios reais rodando no teste dos E.U.A.

Acompanhe abaixo: 

Como os anúncios do ChatGPT vão ser exibidos? 

A Search Engine Land, junto com a Adthena, realizou um grande apanhado com os primeiros anúncios sendo exibidos em testes no ChatGPT. Todos eles são dos E.U.A. 

No momento da análise, mais de 600 anunciantes já estavam cadastrados, e a Adthena reuniu um index com mais de 50.000 anúncios em vários segmentos diferentes — incluindo B2B, SaaS, e-commerce, dentre outros. 

O que estamos vendo não é uma garantia de como o resultado final dos anúncios do ChatGPT vão ser. Mas já é possível ter uma ótima ideia pelo menos do formato mais básico, que vamos analisar agora. 

Os anúncios estão sendo testados nesse estilo: 

Podemos ver três características principais: 

  • Imagem: uma miniatura;
  • Título: um texto em negrito na posição superior; 
  • Descrição: uma pequena descrição, provavelmente (mas não confirmado) com um limite bem pequeno de caracteres. 

Importante: esse formato está sendo lançado em testes. Ele provavelmente vai mudar até ser lançado oficialmente, com mais recursos e formatos. 

Nós vamos conversar melhor sobre alguns dados de performance dos anúncios, mas por enquanto vamos nos aprofundar mais em algumas outras questões mais urgentes.

A anatomia de um anúncio de sucesso no ChatGPT

Um dos pontos interessantes da análise da Adthena é poder perceber quais são os primeiros sinais de sucesso de uma estratégia com o anúncios no ChatGPT. 

Analisando os primeiros anúncios na plataforma, já podemos perceber alguns elementos comuns, que podem estar relacionados com uma performance melhor. 

Ponto em questão: podem estar relacionados. Ainda é muito cedo para determinar as características de sucesso de um anúncio. 

De qualquer forma, já é possível perceber um MVP se formando ao redor dos anúncios: um estilo, uma forma de apresentar o produto, a marca e o benefício, que está sendo aplicada por praticamente todos os anunciantes. 

É claro: esse formato também está bastante relacionado com as limitações que o formato de anúncios em si traz. Ou seja, estamos vendo as melhores práticas dentro de um formato limitado e que pode mudar. 

Acompanhe logo abaixo: 

6 características principais dos primeiros anúncios do ChatGPT

O que mais chama a atenção nos anúncios do ChatGPT é a discrição e a economia de formatos. 

Quando pensamos nas mídias pagas, imediatamente pensamos também na grande variedade de formatos que elas oferecem. Isso é natural pela característica do canal. 

As pessoas entram nas redes sociais, por exemplo, sem objetivo definido. Por isso, os anúncios por lá são bem mais diversos que os anúncios nas SERPs do Google. 

E claro: os anúncios tendem a “imitar” os formatos que a plataforma oferece. O Google trabalha principalmente com links e textos, as redes sociais com vídeos, imagens etc. 

O ChatGPT trabalha com texto orientado pelo usuário. O foco está na conversa entre a IA e o user. É natural que os anúncios sejam mais simples. 

Veja logo abaixo as conclusões da Adthena sobre o modelo mais usado nos anúncios do ChatGPT até agora: 

  • Headlines seguem a fórmula “Marca: Benefício”. Nome + dois pontos + proposta de valor. Ex.: “Betterment: Conta com 5,25% de APY”. Padrão dominante entre top performers;

  • Quase todo anúncio abre com o nome da marca. Lógica de awareness aplicada a um ambiente em que o usuário já está no meio da conversa, não no início da busca;

  • Headlines têm, em média, ~30 caracteres, com teto próximo de 36. Restrição que força concisão extrema: cada palavra precisa justificar sua presença;

  • Body copy gira em torno de ~19 palavras, geralmente em duas frases curtas. Uma traz a principal prova, a outra apresenta a oferta ou um nudge. Um motivo claro para clicar;

  • Espelhamento de contexto é central. Os melhores anúncios refletem diretamente a intenção do usuário. Ex.: mencionar “transição de 5k para 21,1k” em um anúncio de tênis;

  • O símbolo de $ impulsiona conversão. Valores específicos, taxas de APY precisas e quantias de crédito performam melhor do que promessas vagas em contextos de alta intenção.

Os anúncios do ChatGPT vão aparecer direto no chat?

O mais importante dos formatos de anúncios do ChatGPT é entender que eles não vão vir no meio do chat.

Ou seja: a experiência generativa não vai ser impactada diretamente pelos anúncios. Não vão haver links patrocinados diretamente nas respostas, apenas snippets de anúncios claramente demarcados nas periferias da interface. 

Isso, pelo menos, por enquanto. Quando o Modo IA do Google estava sendo lançado, havia uma conversa sobre a inserção de links patrocinados dentro das respostas, mas nada ainda foi confirmado. 

De qualquer forma, a OpenAI nega até o momento a inclusão, mesmo no futuro, de anúncios exibidos assim, diretamente no texto dos chats. 

E a forma dela negar essa possibilidade é bem veemente. Junto com o artigo que divulga o início dos testes de anúncios no ChatGPT, ela incluiu cinco princípios principais que vão guiar a iniciativa de ads da desenvolvedora daqui em diante. 

Conheça mais sobre eles logo abaixo: 

Os cinco princípios fundamentais dos anúncios do ChatGPT

Segundo a OpenAI, esses são seus princípios básicos, que vão guiar a construção da sua infraestrutura de anúncios daqui em diante: 

  • Alinhamento com a missão: nossa missão é garantir que a AGI beneficie toda a humanidade; nossa estratégia de anúncios sempre tem como objetivo apoiar essa missão e tornar a IA mais acessível;

  • Independência das respostas: anúncios não influenciam as respostas que o ChatGPT dá para você. As respostas são otimizadas com base no que é mais útil para você. Os anúncios são sempre separados e claramente identificados;

  • Privacidade das conversas: mantemos suas conversas com o ChatGPT fora do alcance de anunciantes e nunca venderemos seus dados para anunciantes;

  • Escolha e controle: você decide como seus dados são usados. Você pode desativar a personalização e apagar os dados usados para anúncios a qualquer momento. Sempre vamos oferecer uma forma de não ver anúncios no ChatGPT, incluindo um plano pago sem anúncios;

  • Valor de longo prazo: Não otimizamos pelo tempo gasto no ChatGPT. Priorizamos a confiança e a experiência do usuário acima da receita.

A maior pergunta aqui é se podemos confiar nesses princípios para nortear os anúncios do ChatGPT, especialmente porque já podemos perceber algumas contradições. 

Como garantir privacidade em primeiro lugar se os anúncios serão exibidos contextualmente? 

As mensagens dos usuários não serão gravadas e usadas como os cookies de terceiros, por exemplo, mas os anúncios vão sim ser exibidos de acordo com os prompts. 

Nessa mesma linha, o próximo item, “Escolha e controle”, contradiz o anterior: 

  • Em “Privacidade”: nunca venderemos seus dados para anunciantes;
  • Em “Escolha e controle”: você pode desativar a personalização e apagar os dados usados para anúncios.

A escolha de palavras é dúbia, então vale a pena ter um pouco de cautela ao pensar nos próximos passos que a OpenAI vai dar em direção aos anúncios. 

Bom, isso é tudo sobre as notícias. Que tal agora pensarmos de forma estratégica? Quais são os impactos que os anúncios do ChatGPT podem trazer para marcas daqui em diante? 

O que pode mudar com os anúncios do ChatGPT? 

Bastante coisa pode mudar com os anúncios do ChatGPT, tanto para o B2C quanto para o B2B. 

Vamos conversar sobre essas possibilidades aqui nesse tópico, para essas duas áreas, e depois vamos entrar em um assunto um pouco mais complexo, mas extremamente necessário para entender melhor o que pode acontecer. 

Nesse tópico, vamos focar nos prós que podem vir com os anúncios do ChatGPT, além de alguns pontos de preparo para esse novo canal. 

E no próximo, vamos focar nas principais limitações do ChatGPT, que não são poucas e exigem uma atenção especial nesse preparo. 

Acompanhe: 

O que pode mudar no B2C

O B2C é um dos maiores privilegiados com os anúncios do ChatGPT.

As buscas por produtos, quando feitas no ChatGPT, tendem a ser mais informacionais. Um estudo recente da Sixth City Marketing mostrou que a maioria das pesquisas feitas na plataforma segue um padrão informacional: 

O ChatGPT tem quase 20% a mais de buscas feitas com intenção informacional que o Google — isso significa que a maior parte das buscas feitas por lá é para ter repostas para perguntas que começam com “como”, “quem”, “o que é” etc. 

Nesse momento, anúncios B2C podem aparecer mostrando produtos relacionados, e isso pode deixar esses anúncios mais interessantes para esse público, geralmente ignorado em estratégias mais básicas do Google Ads. 

Por exemplo: alguém pesquisa por “como é o clima na Tailândia em fevereiro”. No Google, se você pesquisar agora, não vai encontrar nenhum anúncio para essa palavra-chave, que é considerada long-tail, e por isso não é tão atrativa. 

No ChatGPT, é provável que anúncios de viagem para a Tailândia apareçam para esse prompt, porque está relacionado com a intencionalidade informacional que pode resultar em uma viagem no futuro. 

Ou seja: a LLM consegue inferir a intencionalidade do usuário, e usar seus “poderes” preditivos para entender que a conversa no geral, mesmo não sendo uma busca comercial ou transacional, pode se beneficiar de um anúncio bem colocado. 

Isso, é claro, é apenas uma predição nossa baseada no funcionamento da IA no geral. 

Vamos conversar melhor sobre isso no próximo tópico, sobre o B2B: 

O que pode mudar no B2B 

O Outbound B2B tende a ser bastante preciso, especialmente quando tratamos de nichos bem especializados. 

Essa precisão acaba gerando a mesma situação que vemos no B2C: a preferência por investimentos apenas em palavras-chave comerciais e transacionais, que têm maior probabilidade de conversão. 

Geralmente, os blogs e o Inbound cuidam de toda a parte superior do Funil. As marcas preferem que a entrada no Funil feita pelo Topo seja orgânica, pois o volume é maior e o investimento é bem menor. 

Porém, com a prevalência do ChatGPT por prompts informacionais, é possível que essa área, antes geralmente intocada por anúncios, passe a ser um ótimo território para o Outbound e prospecção ativa, inclusive no ABM. 

As LLMs entendem sutilezas e nuances aprofundadas, e conseguiriam, em teoria, inserir anúncios de acordo com o contexto da busca. 

As limitações dos anúncios do ChatGPT

Como vimos, os anúncios do ChatGPT têm características bastante revolucionárias quando comparamos com o Google Ads, por exemplo. 

A maior delas é justamente a ideia de que anúncios podem ser exibidos de acordo com a intencionalidade do usuário, e essa intencionalidade é medida pelas próprias LLMs, e menos pelos profissionais de marketing. 

É claro: nós ainda estamos no controle. Mas com um apoio que até agora nunca foi visto. O Google Ads tem princípios de análises de dados orientados pela intencionalidade — o PMax é um exemplo — enquanto o ChatGPT é praticamente intencionalidade pura. 

Ele interpreta através de linguagem, enquanto o Google opera através de cliques. Isso muda todo o cenário de anúncios. E muda para melhor. 

A questão é que há algumas limitações para os anúncios do ChatGPT. Limitações que estão relacionadas aos próprios anúncios, mas principalmente ao GPT em si. 

Vamos conversar melhor sobre eles nos itens logo abaixo. Acompanhe: 

Dificuldade na interpretação de dados

Nem tudo são flores, dizem. Mas no marketing, não há flores nem espinhos: há dados. 

O problema maior é justamente esse quando falamos sobre os anúncios do ChatGPT — dados são bastante escassos. 

A maior parte das decisões tomadas em Outbound e anúncios acontecem com base em dados extraídos do Google Analytics, do Search Console e do próprio Google Ads.  

A questão é que isso é impossível, até o momento, de controlar com o ChatGPT. Não porque não existe uma plataforma de analytics dedicada, até porque ela muito provavelmente vai existir com os anúncios. 

Mas sim porque estamos tratando de contextos diferentes. Os anúncios não vão ser exibidos por palavra-chave, muito provavelmente, porque esse modelo só funciona no padrão de leilão do Google. 

Imagine a quantidade de marcas que anunciariam para a palavra-chave “venda de carros em São Paulo”. Como o ChatGPT poderia escolher por um anúncio específico, se ele não tem parâmetros de leilão com base na estrutura dos sites das marcas, como o Google? 

Então, é bem provável que os anúncios vão surgir a partir de contextos, como identificamos no tópico anterior. 

Com base nisso, como um analytics poderia analisar esses contextos e traduzi-los de uma forma simples, que cabe em um dashboard?

Ainda não temos resposta para essa pergunta, e essa é uma das principais limitações dos anúncios na IA. 

O formato e as ofertas devem ser diferentes

Quando você está usando o ChatGPT, você não quer interrupções na sua resposta e nem quer sugestões que atrapalhem a sua experiência sendo exibidos como anúncios. 

Não é igual ao Spotify, por exemplo. É possível tolerar os anúncios do Spotify porque estamos ouvindo música, não fazendo um esforço para entender algo. 

Imagine estar conversando com o chat sobre métodos para colar quadros na sua parede e ser bombardeado por anúncios de furadeiras. Pense na lógica da intencionalidade:

  • Você não quer uma furadeira: é justamente por isso que você está usando o ChatGPT para pregar o quadro na parede usando métodos alternativos; 
  • Você já tem uma furadeira: e está procurando no ChatGPT por formas de usá-la para pregar seu quadro. 

Nessas duas situações, um anúncio de furadeira não vai te ajudar em nada, e provavelmente vai te irritar. 

Porém, um guia sobre como pregar quadros na parede, feita pela Makita, vai te ajudar bastante. 

Veja como a lógica dos anúncios de IA confunde os conceitos de Outbound e Inbound. 

Anúncios para divulgar materiais ricos nunca foram muito bem vistos em estratégias justamente porque misturam os dois conceitos, e gestores acabam pensando que isso atrapalha diretamente o ROI. 

Mas a própria lógica de exibição dos anúncios do ChatGPT vai questionar essa separação, e muito provavelmente exigir mais conteúdo informacional dentro de anúncios. 

As marcas que vão sair na frente são as que realmente conhecem seu público

Em praticamente todos os textos sobre marketing digital que você vai ler há alguma menção sobre público-alvo. 

Porém, isso nunca foi tão urgente quanto no uso de anúncios do ChatGPT. 

Não há a menor possibilidade de trabalhar esses anúncios sem conhecer intimamente o comportamento das pessoas que estão buscando pela sua marca ou por questões gerais dentro do seu segmento/sobre seu produto. 

Você precisa saber: 

  • Como seu público-alvo está usando a IA; 
  • Quais são as etapas sendo saltadas dentro do seu Funil de Vendas por conta da IA; 
  • Como apoiar esses momentos de uso da IA sem perder a confiança do seu público. 

Não sabemos ainda como os anúncios do ChatGPT vão ser e se haverá suporte para tudo isso que estamos pensando. 

Mas precisamos pensar no best case scenario acima de tudo. E no momento, esperar o melhor da IA é, ao mesmo tempo, nos preparar para tudo o que ela pode nos oferecer no futuro. 

Estamos de olho em mais desenvolvimentos sobre os anúncios do ChatGPT. Fique de olho junto com a gente no blog, ok?

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