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Vendedor pelo Whatsapp: o brasileiro adotou mas é preciso estratégia

Rebeca Duarte, Head de Planejamento da Adtail

Uma das mais importantes estratégias adotadas pelas empresas foi a de vendas ou consultoria pelo Whatsapp. Utilizar uma ferramenta que proporciona tanta proximidade e pessoalidade quanto o WhatsApp permite ao consumidor tirar dúvidas sobre produtos, compras ou prazo de entrega, afinal, o canal está aberto.

Uma pesquisa feita pela Opinion Box revelou que 76% das pessoas se comunicam com marcas e empresas através do WhatsApp, a maioria para tirar dúvidas ou pedir informações. A plataforma segue sendo a preferida para fazer isso. E mais: 45% passaram a fazer compras pelo app no último ano e 55% passaram a contratar serviços via WhatsApp.

No entanto, é preciso estar atento às características específicas da plataforma. O imediatismo, facilmente notado no ambiente pessoal, para um lojista, significa estar preparado para atender ou suprir essa demanda para não oferecer uma experiência negativa, seja na espera de uma resposta ou num atendimento não qualificado.

Whatsapp é pra minha marca?

Embora grandes redes também usem a ferramenta, o alcance é maior entre os pequenos negócios: eles são 74% entre os que usam o WhatsApp como canal de vendas no comércio eletrônico, principalmente nas categorias de roupas, produtos de beleza e alimentos frescos ou perecíveis. Mas na verdade o Whatsapp é para todo mundo. 

Na América Latina, o Brasil é um dos países que mais usa o aplicativo, apenas o Chile se iguala, também com 83% dos consumidores utilizando o WhatsApp como ferramenta de compras. Em seguida vêm Peru (77%), Colômbia (74%), Argentina (71%) e México (53%). 

A questão não é mais “se” usar, mas “como” 

Claro que não é uma tarefa fácil. Isso exige desde a qualificação do time responsável pela interação – gerentes de loja, vendedores, etc – até a estruturação de relatórios de performance capazes de mensurar o fluxo de trabalho da forma correta. O potencial de escala, no entanto, é muito grande e justifica novas iniciativas ainda mais constantes para as marcas

Ainda devemos atentar ao fato de que a falta de padronização no atendimento – por exemplo, no caso de franquias ou até de múltiplos colaboradores alocados na tarefa, caso não estejam treinados adequadamente – pode prejudicar a construção de branding como um todo. O cuidado com a apresentação (foto usada na ferramenta e descrição), abordagem, linguagem, conteúdo, tudo interfere na experiência e imagem que o cliente vai ter da empresa. 

Definitivamente, vender pelo WhatsApp não é priorizar notificações para potenciais clientes com ofertas, condições especiais etc. e deixar o relacionamento de lado. Acreditar na regra do WhatsApp como canal para impactar mais pessoas com propaganda pode gerar experiências muito negativas com o usuário. Outra pesquisa, também da Opinion Box, mas feita em 2020, identificou que 40% dos usuários do WhatsApp abandonariam o aplicativo em caso de recebimento de spam. Pense neste espaço como uma versão ainda mais íntima de e-mail ou SMS, já que é o canal principal de conversas pessoais atualmente. Se evitamos envios inoportunos nos demais, no WhatsApp o cuidado precisa ser ainda maior. 

Para uma implementação eficiente, acione equipes com visão de processos, atendimento, vendas, estratégia, comunicação. Integrar recursos internos que dominam a marca com parceiros especializados no digital é a fórmula ideal para planejar e executar o projeto de ponta a ponta: desde a estruturação e treinamento da operação de atendimento e venda até a implementação, divulgação e avaliação dos resultados e oportunidades.

A ativação em modelos pilotos e mais iniciantes é válida, mas lembre-se de que essa tendência potencializada na pandemia deve permanecer após esse período, pois se torna uma conveniência para o cliente e é consequência da digitalização acelerada que estamos vivendo em muitas esferas.

Consumo consciente e upcycling: como as marcas estão reagindo

Por Francini Vergari, Content Creator Sr. da Adtail

Com todo o cenário imposto pela pandemia do novo Coronavírus, as pessoas mudaram seus hábitos de consumo tanto na forma de comprar quanto na quantidade, periodicidade e relevância das compras. Isso se estendeu também para uma conscientização que, no geral, já dava seus primeiros passos para despontar no país e, de repente, virou uma tendência que vai ser cobrada pelo público. 

É importante, mesmo depois da pandemia, que as empresas tomem distância e compreendam os sentimentos dos clientes. Vários fatores devem ser considerados e, por isso, é preciso se perguntar: “É o momento de impactar as pessoas com sugestões de compras ou de entender o sentimento delas e produzir algo que vá ao encontro dos princípios da marca e do consumidor?”. Trazer algo que agregue à vida do cliente tem muito valor na jornada de consumo: lives, tutoriais, dicas e, claro, muita informação. O cenário atual acelerou um movimento em que as pessoas se conectam de verdade com as marcas muito mais pelo que elas fazem do que pelo que elas vendem.

Nessa linha, a consciência vem muito antes da compra, em si. O consumidor quer saber do que o produto é feito, quem fabricou, de onde vem a matéria-prima, se a empresa se preocupa com esse processo e, agora, um fator adicional: o depois. Para onde vai esse produto ou embalagem quando ele não for mais útil? Quanto tempo demora para se decompor? É reciclável? É sustentável? Para se ter uma ideia, as buscas por “consumo consciente” no Google aumentaram em 538% nos últimos 5 anos.

O termo “upcycling” foi adotado principalmente no segmento de moda e, para o verão 2021, já ganhou nomes de muito peso como Balenciaga (casaco peludo feito de “pele de cadarço”); Marni (em que o casaco de patchwork foi criado a partir de roupas já existentes); e Coach (bolsas retrabalhadas dos anos 1970) explorando como podem reutilizar materiais.Transformar o desperdício ou excesso de estoque em moda, em novas peças para uso, é o desafio com o qual as marcas têm se colocado à prova, ainda mais da quarentena para cá. 

Citando marcas mais próximas do público, a Farm, por exemplo, acerta em cheio quando levanta a bandeira da sustentabilidade e aposta na primeira coleção carbono neutro, batizada Futuro Presente. Vale destacar que a brand carioca se compromete com as mudanças climáticas, calculando a emissão de gases de efeito estufa e lançando um projeto de reflorestamento: 1.000 árvores plantadas diariamente. 

As varejistas C&A e Renner anunciaram recentemente, de forma independente, parcerias com o brechó online Repassa. A partir de agora, os consumidores poderão vender roupas, calçados e acessórios usados por meio do projeto “Sacola do Bem”, criado pela startup. Funciona assim: os clientes recebem as sacolas, escolhem as peças e devolvem para as lojas. O brechó recebe os produtos, que passam por um processo de curadoria, fotografia e cadastro, antes de serem colocados à venda.

A Arezzo (ARZZ3), cliente Adtail, comprou 75% da participação em um brechó 100% online, o TROC. Com isso, adere à tendência global estreando no mercado de segunda mão. A plataforma TROC será conectada a ZZ Mall, marketplace da Arezzo&Co. Dessa forma, os usuários terão benefícios mútuos para venda de peças usadas e além dos créditos no site. Com os créditos recebidos pela venda de peças usadas na TROC, o usuário poderá comprar novos produtos no ZZ Mall, direcionar o valor para doação a instituições cadastradas na plataforma ou mesmo transferir o dinheiro para sua conta bancária.

Com cada uma dessas atitudes, iniciativas e projetos, a sociedade encaminha para uma mudança. E, num cenário de crise, é natural que essa mudança comece inicialmente como uma forma de viver com um orçamento mais baixo e redução de gastos. Mas a partir daí é que podemos observar o interesse das pessoas em entender melhor esse processo, suas vantagens, além do quesito financeiro e os impactos que pequenas decisões podem ter para o mundo e o futuro. 

Este artigo é parte do e-book 8 Tendências de Marketing Digital para 2021, da Adtail. Baixe o material completo aqui.

Gaming e streaming além do nicho

Por Rebeca Duarte, Head de Planejamento da Adtail

Já faz algum tempo que o mundo Gaming e Streaming deixou de ser tão específico para “jovens”, isso porque todas as faixas etárias estão presentes no meio digital e buscam constantemente por entretenimento. Logo, há um público amplo de espectadores e consumidores de mídia de streaming e esses ambientes precisam deixar de ser vistos como “nichados”, pois já atraem diversos públicos que podem coincidir com o perfil das personas de várias marcas, mesmo aquelas não particularmente voltadas para jogos.

Aproveitando esse movimento e a mudança dos hábitos de compra do consumidor, não é surpresa que esteja ocorrendo um aumento de influencers marcando presença em plataformas de stream, como o Twitch, o maior canal de streaming para jogos. Ali os influenciadores são conhecidos como streamers e podem ser uma ponte segura e atrativa entre os seguidores deles, pela autoridade e confiança, e as marcas que, de algum modo conversam com os temas que discutem em seus canais.

As marcas que pretendem atingir os clientes onde eles estão devem estar atentas para aproveitar as oportunidades de Shopstreaming. Esta é a atualização dos antigos modelos de comércio ao vivo, que pode ser feita via Twitch, Youtube, mas também pelas redes sociais, como Facebook e Instagram. O importante é selecionar o canal mais utilizado pelo seu público-alvo, para garantir que alcance o maior número de pessoas, e, também, que faça mais sentido com seus objetivos de negócio.

Assim, mesclando e-commerce com transmissões de vídeo simultâneas, abre-se o caminho às vendas por lives, que representam uma experiência completa de mercado (com compra imersiva em tempo real), entretenimento (pelo envolvimento com o conteúdo) e comunidade (pelas interações em massa via chat nas redes). Com essa estratégia, é possível explorar o cenário de consumo crescente de conteúdo digital, além de criar uma atmosfera de venda diferenciada à da loja física. Então, gerar um conteúdo valioso é a chave, mas relacionando com o seu produto ou serviço.

Além disso, esse formato promove a praticidade de poder comprar instantaneamente o que é oferecido no vídeo por QR Code ou link disponível na tela, assim como a possibilidade compartilhar dicas e solucionar dúvidas com uma comunicação natural e bem explicativa. A partir daí, para começar a colocar em prática, é preciso conhecer bem o seu público, ter uma equipe técnica que garanta uma transmissão de qualidade, um cenário atrativo, e, no conteúdo, informações e vantagens reais e objetivas sobre o que você quer vender, passando credibilidade, mas, sempre, harmonizando entre a divulgação e o entretenimento.

Os próximos passos para as empresas que desejam aderir ao Shopstreaming são descobrir influenciadores que gostam da sua marca ou podem se identificar com ela, depois, cogitar patrocinar um canal, marcar eventos entre streamer e seus fãs ou mesmo comprar espaço para ter seu logo no canal/cenário. Dessa forma, as ferramentas de streaming vão auxiliar nas vendas e nas campanhas de marketing de influência, mas, principalmente, trazer o cliente para mais perto da sua marca por meio de um relacionamento genuíno e confiável.

Esse artigo faz parte do e-book 8 Tendências de Marketing Digital para 2021, da Adtail. Para baixar o material completo, clique aqui.

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