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Performance Orgânica

Novos estudos investigam os fatores de rankeamento do Google em 2026

Os fatores de rankeamento em 2026 não mudaram tanto quanto dizem. A qualidade do conteúdo e a quantidade de backlinks ainda são os grandes campeões da estratégia. Saiba mais.
Novos estudos investigam os fatores de rankeamento do Google em 2026
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Novos estudos investigam os fatores de rankeamento do Google em 2026

Os fatores de rankeamento em 2026 não mudaram tanto quanto dizem. A qualidade do conteúdo e a quantidade de backlinks ainda são os grandes campeões da estratégia. Saiba mais.
Novos estudos investigam os fatores de rankeamento do Google em 2026

Os fatores de rankeamento sempre foram um assunto importante para o SEO, e por muito tempo eles foram bastante diretos, além de comprovados empiricamente e também através de dados. 

Porém, 2026 traz uma realidade um pouco diferente: com a IA dominando a search, tráfego orgânico caindo e sinais confusos sobre o que ranqueia aonde, os fatores “clássicos” vão perdendo não a eficácia, mas a confiança dos profissionais. 

Alguns fatores, aliás, chegaram a realmente perder a eficácia. O tamanho do texto, por exemplo, era um fator extremamente competitivo entre 2010 e 2015. Hoje, já nem tanto. 

As métricas e sinais não mudaram. Mas a interpretação que fazemos deles mudou sim. 

Nesse texto, vamos discutir dois estudos, um da SemRush, outro da Zippy/Signal. Vamos entender melhor o que eles representam agora, no começo, e depois partir para os dados. 

Acompanhe: 

Entendendo os estudos — Dados do SemRush e survey da Zippy

Esse texto está se baseando nesses dois estudos, e há uma diferença bem grande entre eles que precisamos entender bem antes de seguirmos adiante. 

O estudo da SemRush é baseado em dados coletados pela própria plataforma. Eles explicam melhor a metodologia no artigo que disponibiliza o estudo:  

“Analisamos 16.298 palavras-chave em inglês, todas com mais de 100 pesquisas mensais. Para cada palavra-chave, coletamos as páginas de resultados de mecanismos de pesquisa (SERPs) e analisamos as 20 primeiras posições e seu desempenho com base em diferentes fatores, chegando a um total de 300 mil posições.”

Ou seja, a análise foi feita analisando diretamente as SERPs e coletando as informações que elas oferecem. 

A análise da Zippy é bem diferente. Eles fizeram um survey e perguntaram diretamente a profissionais de SEO sobre quais são os principais fatores. 

As respostas, então, têm algumas variações bem drásticas. Uma pesquisa trabalha com dados diretamente nas SERPs, enquanto a outra elenca a opinião de profissionais da área. 

Você pode ver a lista completa dos profissionais de SEO consultados pela Zippy aqui no link. 

Vamos dedicar um tópico inteiro para o resultado da SemRush, que é apenas uma imagem, e depois vamos conversar sobre os fatores, dividindo em Top 3, Top 5 e Top 10. 

Logo depois, vamos comparar esses resultados com o que os SEOs apontam como sendo os principais fatores de rankeamento de 2026, segundo suas experiências. 

Nós também temos nossa própria lista, compilada a partir da nossa experiência com o mercado brasileiro. Vamos analisá-la ao final, mas você pode acessá-la abaixo: 

➡️ Quais são os fatores de rankeamento do Google?

Agora vamos para a análise dos dados: 

Estudo da SemRush — qualidade do conteúdo é o maior fator de rankeamento do Google 

Veja a lista completa no site

A lista do SemRush foi analisada comparando SERPs, o que acaba por deixar mais claras as intenções do Google com o tipo de conteúdo que ele decide priorizar. 

O mais evidente é, sem dúvidas, o foco na qualidade do conteúdo, o posicionamento dele nas SERPs e a posição do domínio em geral. 

Isso, é claro, está de acordo com o que o Google entende como fundamental nas SERPs: a qualidade do conteúdo, a aderência ao E-E-A-T e principalmente à relevância da página no que o Google entende como helpful content. 

Esse resultado está absolutamente alinhado com os updates do Google desde o início da era da IA. Temos, inclusive, alguns artigos dessa época que demonstram essas preocupações: 

➡️ Opinião dos especialistas sobre as atualizações do Google em 2024

➡️ Futuro do marketing: para 2024 e além

Algo que vamos perceber nesse estudo, porém, é que as estratégias básicas e questões técnicas de SEO ainda têm bastante impacto. 

Logo abaixo, nossa análise dos principais casos. Salte para cada uma como preferir a partir da lista: 

  • Top 3: relevância do texto (campeão), tráfego orgânico da URL (da página única), tráfego orgânico do domínio (do site inteiro); 
  • Top 5: posição orgânica da page nos vinte primeiros resultados, ocorrência do domínio em reviews e avaliações (por estrela), pontuação de domain authority, posições orgânicas do domínio nas 20 primeiras posições, ocorrência do domínio no Google Images; 
  • Top 10: autoridade da página, número de IPs de referência (em domínio e page individual), número de domínios de referência (em domínio e page), pontuação de qualidade (E-E-A-T), número de backlinks (domínio e URL), ocorrência do domínio em featured snippets.
  • Mitos questões geralmente associadas com SEO técnico, on page e off page. Não vamos tratar delas aqui nessa análise, já que elas são bastante aprofundadas e sua quantidade é enorme. É interessante entender, porém, que a soma de toda

Tudo pronto para as análises? Então vamos juntos: 

Top 3: sinais de qualidade do conteúdo e tráfego conquistado 

Fonte: SemRush

Os maiores fatores de rankeamentos do Google em 2026 estão relacionados com a relevância do texto e o tráfego que ele está gerando organicamente. 

Ou seja: quanto mais tráfego orgânico uma página consegue angariar, mais tráfego orgânico ela vai continuar angariando. 

A pergunta que fica é bem clara: então como uma página vai trazer tráfego, se dois dos principais fatores de rankeamento são justamente a quantidade de tráfego que ela traz? 

É quase como abrir vagas de estágio mas pedir experiência comprovada. 

Mas o que vemos é que o sinal de relevância do texto é bem mais forte do que os outros dois das posições abaixo. São .14 e .19 pontos de diferença entre os itens. 

Isso indica que a relevância do texto é o fator mais importante de rankeamento, segundo o SemRush. E mais: o tráfego orgânico que a página atrai gera mais tráfego orgânico. 

Você pode ser um site novo, sem nenhum texto publicado no seu blog, sem nenhuma pillar page, nenhuma landing page mais aprofundada. Se você publicar uma página com texto relevante para a busca dos usuários, ela tem ótimas chances de rankear. 

E rankeando, ela atrai mais visibilidade e melhora suas posições. 

O tráfego orgânico do domínio também está contando uma história. É por isso que blogs mantém sua relevância: eles atraem tráfego orgânico para todo o site. 

Assim, mais páginas têm chances de rankear, mesmo não estando relacionadas diretamente entre si. 

➡️ Leia também: Queda no tráfego orgânico - o que acontece agora?

Top 5: Autoridade no domínio e capilaridade 

Outro dado interessante que a pesquisa do SemRush trouxe foi o aparecimento da autoridade de domínio apenas na posição 6 do ranking, com 0.21 na pontuação de influência para o rankeamento. 

Porém, vale a pena lembrar de duas questões quando tratamos de autoridade de domínio: 

  • Ela não é uma métrica independente. Ou seja: a autoridade de domínio é construída por outras métricas, sendo que algumas delas (especialmente a presença de backlinks de qualidade) também aparecem como fatores fortes no estudo; 
  • Domain authority não é uma métrica “oficial” do Google. Nos anos 2000, o Google divulgava sua principal métrica de rankeamento, o Pagerank, para quem quisesse. Os backlinks eram o maior fator para aumentar o Pagerank. Com o tempo, o Google deixou de informar esse Pagerank, mas ele ainda é parte do algoritmo de posicionamento nas SERPs até hoje. O domain authority é uma métrica criada pela Moz, e é uma aproximação dos fatores que aumentavam o Pagerank. 

É importante levar esses dois entendimentos para o coração ao falar sobre autoridade de domínio, porque isso influencia a métrica e pode causar confusão em relação ao seu posicionamento no ranking. 

Principalmente em relação a backlinks, que são a espinha dorsal do domain authority. Eles aparecem na posição 17 e 18 do ranking até agora, mas deveriam contar também como parte do DA. 

A posição orgânica muda um pouco a história que estávamos vendo no tópico anterior. Ou melhor: a expande um pouco mais. 

Enquanto no top 3 tínhamos tráfego orgânico em páginas isoladas e domínios inteiros, no top 5 temos seu posicionamento geral. 

Esse é um sinal de rankeamento bastante relacionado com uma estratégia mais madura, funcionando em um bom cronograma de publicação de conteúdo original. 

Outro ponto interessantíssimo é a presença do seu domínio no Google Imagens. 

A ideia não é colocar seu domínio lá de qualquer forma possível, longe disso. Na verdade, a presença de imagens que levam de volta para páginas no seu site indicam que seu domínio geralmente produz conteúdo denso, tem imagens próprias, etc. 

Por exemplo: você é um e-commerce direto da indústria, vendendo sandálias de dedo. Suas páginas precisam ter boas fotos das sandálias para ranquear bem. Essas fotos também vão aparecer no Google Imagens. 

Ou seja: aparecer no Google Imagens é um sinal da saúde do seu conteúdo e do seu SEO .

Top 10 — Qualidade do conteúdo, reviews, backlinks e o velho featured snippets 

Atenção: essas são as posições 8-18 no ranking geral. Usamos Top 10, Top 5 e Top 3 para facilitar a leitura. 

Logo no começo do Top 10, vemos um dos sinais que mais ganha relevância em 2026: os reviews positivos que citam as marcas. 

Qualquer empresa local precisa ficar de olho nessa métrica, porque ela é até razoavelmente simples de conseguir. Se você faz um perfil no Google My Business, vincula seu site e deixa um link, você está atingindo três objetivos ao mesmo tempo: 

  • Está aumentando seu tráfego por ter o link fácil na página; 
  • Consegue reviews altamente valiosos direto no Google;
  • Aumenta suas chances de rankeamento por vincular o review com estrela do My Business diretamente ao seu domínio. 

SEO Local é simplesmente obrigatório para empresas de serviços, lojas, profissionais autônomos, empresas na área de hospitalidade, etc. Temos um ótimo guia aqui no blog: 

➡️ Como fazer SEO local: guia rápido e prático

Também vemos novamente aqui duas métricas que citamos anteriormente na autoridade de domínio: quantidade de backlinks tanto em páginas individuais quanto em todo o domínio. 

O mais interessante desse Top 10, porém, é ver o Google operando contra a compra de links. 

Especificamente contra a compra de links, aliás. Veja como o número de domínios de referência e o número de IPs de referência estão bem próximos no ranking. Isso existe por um ótimo motivo. 

Se um site recebe 50 backlinks de 50 domínios diferentes, mas todos esses domínios estão hospedados nos mesmos 3 ou 4 IPs, isso é um sinal de alerta: pode indicar uma rede artificial de links criada só pra manipular ranking, e não links genuínos e independentes.

Já se esses 50 domínios estão espalhados em 45-50 IPs diferentes, isso sugere que os links vêm de fontes realmente independentes entre si — o que é um sinal de autoridade mais confiável.

Apenas um adendo aqui no Top 10. Não existe uma métrica oficial de pontuação de qualidade do conteúdo. Ela foi criada pelo SemRush, especificamente para esse estudo, e usa análises de IA para chegar a um resultado. 

Essa métrica, inclusive, foi debatida pela própria equipe do SemRush durante a elaboração do estudo. 

Impactos negativos — core web vitals e boas práticas “básicas” ainda contam

Também temos, nesse estudo, alguns percentuais negativos. Ou seja, esses pontos prejudicam o rankeamento em 2026, são anti-fatores. 

Porém, veja como a maioria deles está bem próxima de zero. A correlação entre a presença desses pontos e rankeamento ruim é bem baixa. 

Título e URL mais enxutos seguem confirmando uma tendência leve: número de palavras no título (-0.05) e comprimento da URL em caracteres (-0.07) tiveram as correlações negativas mais altas dessa faixa.

Contagem de tabelas, porcentagem de páginas com tabelas e pontuação de legibilidade ficaram todas em -0.02. Isso sugere que forçar determinados formatos ou simplificar demais o texto não traz ganho de ranking por si só.

Isso reforça o que estamos vendo até agora ao longo do estudo: as páginas devem ser escritas escrever na resposta que o usuário busca.

Taxa de rejeição baseada no domínio (-0.06) e tempo de resposta do servidor em lab (-0.06) foram os destaques. Esses são sinais de qualidade de experiência, mesmo com peso estatístico baixo nesse estudo específico.

Estudo da Zippy — o que os SEOs entendem como os principais fatores de rankeamento em 2026

Fonte: Zippy/Signal. Traduzido com o Claude. 

A pesquisa da Zippy concorda em alguns pontos com os dados do SemRush, especialmente no que diz respeito aos principais fatores de rankeamento: sinais de qualidade. 

Porém, há uma divergência aqui, uma que até já abordamos. Os profissionais entrevistados entendem que a geração de backlinks é tão importante quanto a qualidade. E sob a opinião de alguns dos entrevistados, ela é até mais importante. 

Como vimos no estudo do SemRush, sinais de backlinks foram separados em métricas diferentes, como autoridade de domínio (que é construída a partir de análise própria). 

Ao mesmo tempo, também existem sinais de autoridade na pesquisa da Zippy, tanto domain authority quanto topical authority — que já mencionamos aqui no blog.

Aqui, vamos dividir os itens em um top 10 geral, com as principais opiniões dos especialistas. E em seguida, vamos comentar individualmente o Top 5. 

Acompanhe: 

Top 10 dos fatores de rankeamento de 2026: 

  • 1. Relevância — 57,1%: o conteúdo é relevante se corresponde e satisfaz a intenção de busca do usuário. O conteúdo deve corresponder semanticamente ao que o usuário procura e atender às suas necessidades;

  • 2. Backlinks — 54,8%: o boato da morte dos backlinks foi bastante exagerado. Na verdade, os respondentes classificaram links de sites confiáveis e relevantes como um dos fatores mais importantes. Muitos especialistas enfatizam a importância de links vindos de páginas com visitantes reais;

  • 3. Qualidade do Conteúdo — 47,6%: quase metade dos especialistas listou elementos de qualidade do conteúdo como um fator de ranqueamento principal. Isso inclui características como originalidade, precisão e atualidade;

  • 4. Autoridade e Confiança — 36,5%: o quanto o Google confia no site, criador ou marca/negócio;

  • 5. Comportamento / Sinais de Clique — 29,4%: como os usuários selecionam resultados de busca e interagem com páginas web. O Google observa o usuário;

  • 6. Sinais de Marca — 27,0%: a importância de ser uma marca/entidade que as pessoas buscam, confiam e visitam;

  • 7. Satisfação do Usuário — 19,8%: a satisfação do usuário ou "conclusão da tarefa" como resultado final;

  • 8. Saúde Técnica de SEO — 17,5%: rastreamento e indexação formam a base para todos os outros fatores de ranqueamento;

  • 9. Autoridade Temática — 14,3%: o quão bem sua marca/site está associado à expertise em um determinado tópico;

  • 10. Links Internos — 11,1%: como você conecta páginas do seu site através de links e arquitetura do site.

Como podemos ver, não há tantas diferenças assim em relação ao que já vimos nos dados do SemRush.

O que aparece aqui em uma linguagem mais clara são pontos como a satisfação do usuário e sinais de marca, além de sinais de clique. São percepções dos próprios profissionais, algo bem difícil de entender através de dados brutos. 

Logo abaixo, vamos conversar sobre os três vencedores na opinião dos profissionais, mas também vamos mencionar alguns outros fora do Top 3 ao longo da conversa. 

Acompanhe: 

Relevância — Top 1 com 57,1% 

A relevância do conteúdo é o ponto mais importante para os profissionais, mas a pesquisa da Zyppy vai um pouco além. 

Ela busca dividir o que é considerado relevante para o conteúdo. Ou seja, quais são os principais fatores presentes na própria página ou no texto que contribuem para essa relevância. 

O resultado: 

  • Match com a intenção de busca: o quão próximo seu texto está do que o usuário está pesquisando. Esse é o fator mais importante de todos em ambas as pesquisas; 
  • Relevância semântica da página: leva em consideração a cobertura temática da página com o assunto pesquisado, menciona entidades e conceitos relacionados (um texto sobre futebol falando sobre técnicos de cada time, por ex.), boa divisão de estrutura e contexto e correspondência com termos de busca (a página diz guia e o usuário buscou por guia, por ex.); 
  • Relevância do título: perceba que só agora começamos a falar sobre título. O mais importante é a estrutura do texto! 
  • Passage relevance: o Google avaliava a relevância olhando o documento inteiro como uma unidade única. Com o passage ranking (lançado em 2020/2021), o algoritmo passou a conseguir identificar e ranquear um parágrafo ou seção específica de uma página, mesmo que o resto do conteúdo não seja tão relevante para aquela busca;
  • Correspondência de idioma: avalia se o idioma do conteúdo de uma página corresponde ao idioma em que o usuário está fazendo a busca, e ao idioma configurado no navegador/dispositivo dele; 
  • Relevância geográfica: o quão próximo do serviço ou produto buscado o usuário está; 
  • Palavras-chave em H1: o heading 1 é tradicionalmente o título de um artigo. Ou seja: é uma métrica relacionada com a relevância do título, mas com foco na keyword
  • Palavras-chave na URL: também é uma prática tradicional, relacionada com o SEO básico, e também comum em listas de boas práticas, como a keyword em H1; 
  • Exact match domain: é quando o domínio é igual à palavra chave. Por exemplo, alguém pesquisa por “marketing digital barato”, e a página tem o domínio “marketingdigitalbarato.com”; 
  • Meta descrição: não é nem a presença da palavra-chave na Meta D., é a própria existência da Meta D.

São pontos bastante interessantes, especialmente os primeiros da lista, que dizem respeito a questões mais profundas sobre relevância e autoridade. 

Tudo até passage relevance diz respeito ao conteúdo da página. O resto está relacionado com a estrutura da própria página e os resultados que o usuário tem ao buscar. 

Backlinks — Top 2 com 54,8% 

Depois da relevância, os backlinks seguem como o segundo fator mais citado pelos especialistas. 

Isso concorda bastante com o que estamos vendo até aqui, mas a pesquisa da Zyppy busca dividir o que é considerado relevante dentro do universo de backlinks. 

Ou seja, quais características de um link realmente contribuem para o ranqueamento, e quais podem até prejudicar.

O resultado:

  • Links de domínios altamente confiáveis: links vindos de sites que o Google já reconhece como autoridade no geral formam o sinal mais forte de todos, com impacto de +2,47;

  • Links de páginas tematicamente relevantes: um link ganha ainda mais força quando vem de uma página que fala sobre o mesmo assunto do seu conteúdo, e não só de um domínio forte em qualquer tema, com +2,22;

  • Autoridade de domínio/site: a força consolidada do domínio como um todo, construída ao longo do tempo por meio do histórico geral de links recebidos, com +1,89;

  • Autoridade de link no nível da página: semelhante à autoridade de domínio, mas medida especificamente na página que está linkando, não no site inteiro, com +1,85;

  • Links de páginas com tráfego: um link carrega mais peso quando vem de uma página que recebe visitantes reais, e não de páginas esquecidas ou puramente construídas para gerar links, com +1,72;

  • Domínios únicos linkando para a URL: a diversidade de origens importa mais do que a quantidade total de links — dez links vindos de dez domínios diferentes valem mais do que dez links vindos do mesmo site, com +1,71;

  • Diversidade de texto âncora: variar as palavras usadas no texto do link (em vez de repetir sempre a mesma âncora) é vista como um sinal mais natural, com +1,18;

  • Número total de links para a URL: o volume bruto de backlinks ainda conta, mas seu impacto isolado é bem mais modesto do que os fatores de qualidade acima, com +1,05;

  • Âncoras de correspondência exata: links cujo texto âncora usa exatamente a palavra-chave alvo têm impacto positivo, mas moderado, com +0,86;

  • Backlinks nofollow: mesmo sem passar autoridade da forma tradicional, links marcados como nofollow ainda contribuem um pouco para o ranqueamento, com +0,50;

  • Backlinks spam para a URL: é o único fator da lista com impacto negativo — links vindos de fontes de baixa qualidade ou práticas manipulativas prejudicam o ranqueamento, com -1,26.

São pontos que reforçam uma lógica parecida com a de relevância: qualidade e contexto pesam muito mais do que volume. 

Os primeiros itens da lista (confiabilidade do domínio, relevância temática, tráfego real) mostram que o Google avalia a origem do link quase tanto quanto o link em si.

Isso é especialmente importante para quem investe em estratégias como a compra de backlinks, algo que é inclusive considerado black hat pelo Google. 

Já os últimos itens tratam de sinais mais técnicos e de escala — diversidade de âncoras, volume total, correspondência exata, etc. 

Esses pontos ajudam a compor o quadro, mas não substituem a qualidade da fonte. Um link mal colocado pode custar mais do que vários links bons conseguem compensar.

Qualidade do conteúdo — Top 3 com 47,6% 

A qualidade do conteúdo vem quase como um apoio à relevância do conteúdo, mas enquanto a primeira trata principalmente de questões off page, como intenção de busca, a segunda está analisando o texto presente nas páginas em si. 

O que podemos ver aqui é uma preferência pelas principais métricas que compõem o conceito abstrato que chamamos de alidade

  • Pesquisa original e dados first-party; 
  • Qualidade do conteúdo ao longo de todo o site; 
  • Originalidade do conteúdo; 
  • Ganho informacional; 
  • Freshness do conteúdo, ou o quão atualizado ele é. 

Essas métricas, então, são todas relacionadas com a sua capacidade, como marca, de produzir um bom conteúdo original. 

A preocupação com o ganho informacional deixa isso ainda mais claro. O leitor precisa sentir que aquela informação está disponível apenas no conteúdo que ele está lendo. 

A próxima leva de métricas está relacionada com quem está produzindo o conteúdo, principalmente: 

  • O conteúdo demonstra experiência; 
  • Profundidade do conteúdo; 
  • A página responde dúvidas relacionadas; 
  • Esforço gasto no conteúdo; 
  • Autoridade do criador do conteúdo. 

Ou seja: além de sinais mais sutis de qualidade, esses mais evidentes também são bastante necessários para o engajamento do leitor. 

As métricas negativas também são bastante interessantes, porque elas descrevem justamente a situação contrária da boa qualidade: 

  • Conteúdo produzido por IA; 
  • Página tem links afiliados; 
  • Fotos stock
  • Conteúdo de IA criado em escala. 

Entre todos os piores indicadores, o conteúdo gerado em escala é de longe o pior. Esse conteúdo é aquele criado em minutos junto com outras dezenas, e não teve praticamente nenhum trabalho preparatório de briefagem e nenhuma edição posterior. 

Para a maioria dos SEOs, esse tipo de conteúdo é o completo oposto do que se entende como qualidade, e é o maior desafio para a indexação e o engajamento. 

O rankeamento não está apenas relacionado com conteúdo

Precisamos entender que o que estamos conversando aqui, embora toque em conteúdo, social media e blogs, não serve apenas para conteúdo. 

Estamos falando de fatores de rankeamento da marca como um todo, analisando domínios e páginas. 

Ou seja: quando você tem boas páginas aplicando esses fatores de rankeamento, elas puxam outras, e colocam seu site no topo para vários termos, inclusive comerciais. 

Essa é a base do SEO. A produção de conteúdo é apenas uma faceta do seu verdadeiro trabalho: gerar tráfego orgânico escalável. 

Essa base é aplicada em várias outras estratégias aqui na Adtail, inclusive em migrações e criações de e-commerce. Ela nos ajudou a atingir resultados como: 

➡️ LP Beauty lança novo e-commerce em tempo recorde e conquista 2 mil pedidos nas primeiras horas

➡️ Max Love lança novo e-commerce em apenas 15 dias úteis com foco em experiência do consumidor

➡️ Corello acelera sua presença digital em migração VTEX com performance e segurança

Entre em contato e vamos conversar sobre como acelerar seu rankeamento hoje! 

Escrito por:
Redação

Os fatores de rankeamento sempre foram um assunto importante para o SEO, e por muito tempo eles foram bastante diretos, além de comprovados empiricamente e também através de dados. 

Porém, 2026 traz uma realidade um pouco diferente: com a IA dominando a search, tráfego orgânico caindo e sinais confusos sobre o que ranqueia aonde, os fatores “clássicos” vão perdendo não a eficácia, mas a confiança dos profissionais. 

Alguns fatores, aliás, chegaram a realmente perder a eficácia. O tamanho do texto, por exemplo, era um fator extremamente competitivo entre 2010 e 2015. Hoje, já nem tanto. 

As métricas e sinais não mudaram. Mas a interpretação que fazemos deles mudou sim. 

Nesse texto, vamos discutir dois estudos, um da SemRush, outro da Zippy/Signal. Vamos entender melhor o que eles representam agora, no começo, e depois partir para os dados. 

Acompanhe: 

Entendendo os estudos — Dados do SemRush e survey da Zippy

Esse texto está se baseando nesses dois estudos, e há uma diferença bem grande entre eles que precisamos entender bem antes de seguirmos adiante. 

O estudo da SemRush é baseado em dados coletados pela própria plataforma. Eles explicam melhor a metodologia no artigo que disponibiliza o estudo:  

“Analisamos 16.298 palavras-chave em inglês, todas com mais de 100 pesquisas mensais. Para cada palavra-chave, coletamos as páginas de resultados de mecanismos de pesquisa (SERPs) e analisamos as 20 primeiras posições e seu desempenho com base em diferentes fatores, chegando a um total de 300 mil posições.”

Ou seja, a análise foi feita analisando diretamente as SERPs e coletando as informações que elas oferecem. 

A análise da Zippy é bem diferente. Eles fizeram um survey e perguntaram diretamente a profissionais de SEO sobre quais são os principais fatores. 

As respostas, então, têm algumas variações bem drásticas. Uma pesquisa trabalha com dados diretamente nas SERPs, enquanto a outra elenca a opinião de profissionais da área. 

Você pode ver a lista completa dos profissionais de SEO consultados pela Zippy aqui no link. 

Vamos dedicar um tópico inteiro para o resultado da SemRush, que é apenas uma imagem, e depois vamos conversar sobre os fatores, dividindo em Top 3, Top 5 e Top 10. 

Logo depois, vamos comparar esses resultados com o que os SEOs apontam como sendo os principais fatores de rankeamento de 2026, segundo suas experiências. 

Nós também temos nossa própria lista, compilada a partir da nossa experiência com o mercado brasileiro. Vamos analisá-la ao final, mas você pode acessá-la abaixo: 

➡️ Quais são os fatores de rankeamento do Google?

Agora vamos para a análise dos dados: 

Estudo da SemRush — qualidade do conteúdo é o maior fator de rankeamento do Google 

Veja a lista completa no site

A lista do SemRush foi analisada comparando SERPs, o que acaba por deixar mais claras as intenções do Google com o tipo de conteúdo que ele decide priorizar. 

O mais evidente é, sem dúvidas, o foco na qualidade do conteúdo, o posicionamento dele nas SERPs e a posição do domínio em geral. 

Isso, é claro, está de acordo com o que o Google entende como fundamental nas SERPs: a qualidade do conteúdo, a aderência ao E-E-A-T e principalmente à relevância da página no que o Google entende como helpful content. 

Esse resultado está absolutamente alinhado com os updates do Google desde o início da era da IA. Temos, inclusive, alguns artigos dessa época que demonstram essas preocupações: 

➡️ Opinião dos especialistas sobre as atualizações do Google em 2024

➡️ Futuro do marketing: para 2024 e além

Algo que vamos perceber nesse estudo, porém, é que as estratégias básicas e questões técnicas de SEO ainda têm bastante impacto. 

Logo abaixo, nossa análise dos principais casos. Salte para cada uma como preferir a partir da lista: 

  • Top 3: relevância do texto (campeão), tráfego orgânico da URL (da página única), tráfego orgânico do domínio (do site inteiro); 
  • Top 5: posição orgânica da page nos vinte primeiros resultados, ocorrência do domínio em reviews e avaliações (por estrela), pontuação de domain authority, posições orgânicas do domínio nas 20 primeiras posições, ocorrência do domínio no Google Images; 
  • Top 10: autoridade da página, número de IPs de referência (em domínio e page individual), número de domínios de referência (em domínio e page), pontuação de qualidade (E-E-A-T), número de backlinks (domínio e URL), ocorrência do domínio em featured snippets.
  • Mitos questões geralmente associadas com SEO técnico, on page e off page. Não vamos tratar delas aqui nessa análise, já que elas são bastante aprofundadas e sua quantidade é enorme. É interessante entender, porém, que a soma de toda

Tudo pronto para as análises? Então vamos juntos: 

Top 3: sinais de qualidade do conteúdo e tráfego conquistado 

Fonte: SemRush

Os maiores fatores de rankeamentos do Google em 2026 estão relacionados com a relevância do texto e o tráfego que ele está gerando organicamente. 

Ou seja: quanto mais tráfego orgânico uma página consegue angariar, mais tráfego orgânico ela vai continuar angariando. 

A pergunta que fica é bem clara: então como uma página vai trazer tráfego, se dois dos principais fatores de rankeamento são justamente a quantidade de tráfego que ela traz? 

É quase como abrir vagas de estágio mas pedir experiência comprovada. 

Mas o que vemos é que o sinal de relevância do texto é bem mais forte do que os outros dois das posições abaixo. São .14 e .19 pontos de diferença entre os itens. 

Isso indica que a relevância do texto é o fator mais importante de rankeamento, segundo o SemRush. E mais: o tráfego orgânico que a página atrai gera mais tráfego orgânico. 

Você pode ser um site novo, sem nenhum texto publicado no seu blog, sem nenhuma pillar page, nenhuma landing page mais aprofundada. Se você publicar uma página com texto relevante para a busca dos usuários, ela tem ótimas chances de rankear. 

E rankeando, ela atrai mais visibilidade e melhora suas posições. 

O tráfego orgânico do domínio também está contando uma história. É por isso que blogs mantém sua relevância: eles atraem tráfego orgânico para todo o site. 

Assim, mais páginas têm chances de rankear, mesmo não estando relacionadas diretamente entre si. 

➡️ Leia também: Queda no tráfego orgânico - o que acontece agora?

Top 5: Autoridade no domínio e capilaridade 

Outro dado interessante que a pesquisa do SemRush trouxe foi o aparecimento da autoridade de domínio apenas na posição 6 do ranking, com 0.21 na pontuação de influência para o rankeamento. 

Porém, vale a pena lembrar de duas questões quando tratamos de autoridade de domínio: 

  • Ela não é uma métrica independente. Ou seja: a autoridade de domínio é construída por outras métricas, sendo que algumas delas (especialmente a presença de backlinks de qualidade) também aparecem como fatores fortes no estudo; 
  • Domain authority não é uma métrica “oficial” do Google. Nos anos 2000, o Google divulgava sua principal métrica de rankeamento, o Pagerank, para quem quisesse. Os backlinks eram o maior fator para aumentar o Pagerank. Com o tempo, o Google deixou de informar esse Pagerank, mas ele ainda é parte do algoritmo de posicionamento nas SERPs até hoje. O domain authority é uma métrica criada pela Moz, e é uma aproximação dos fatores que aumentavam o Pagerank. 

É importante levar esses dois entendimentos para o coração ao falar sobre autoridade de domínio, porque isso influencia a métrica e pode causar confusão em relação ao seu posicionamento no ranking. 

Principalmente em relação a backlinks, que são a espinha dorsal do domain authority. Eles aparecem na posição 17 e 18 do ranking até agora, mas deveriam contar também como parte do DA. 

A posição orgânica muda um pouco a história que estávamos vendo no tópico anterior. Ou melhor: a expande um pouco mais. 

Enquanto no top 3 tínhamos tráfego orgânico em páginas isoladas e domínios inteiros, no top 5 temos seu posicionamento geral. 

Esse é um sinal de rankeamento bastante relacionado com uma estratégia mais madura, funcionando em um bom cronograma de publicação de conteúdo original. 

Outro ponto interessantíssimo é a presença do seu domínio no Google Imagens. 

A ideia não é colocar seu domínio lá de qualquer forma possível, longe disso. Na verdade, a presença de imagens que levam de volta para páginas no seu site indicam que seu domínio geralmente produz conteúdo denso, tem imagens próprias, etc. 

Por exemplo: você é um e-commerce direto da indústria, vendendo sandálias de dedo. Suas páginas precisam ter boas fotos das sandálias para ranquear bem. Essas fotos também vão aparecer no Google Imagens. 

Ou seja: aparecer no Google Imagens é um sinal da saúde do seu conteúdo e do seu SEO .

Top 10 — Qualidade do conteúdo, reviews, backlinks e o velho featured snippets 

Atenção: essas são as posições 8-18 no ranking geral. Usamos Top 10, Top 5 e Top 3 para facilitar a leitura. 

Logo no começo do Top 10, vemos um dos sinais que mais ganha relevância em 2026: os reviews positivos que citam as marcas. 

Qualquer empresa local precisa ficar de olho nessa métrica, porque ela é até razoavelmente simples de conseguir. Se você faz um perfil no Google My Business, vincula seu site e deixa um link, você está atingindo três objetivos ao mesmo tempo: 

  • Está aumentando seu tráfego por ter o link fácil na página; 
  • Consegue reviews altamente valiosos direto no Google;
  • Aumenta suas chances de rankeamento por vincular o review com estrela do My Business diretamente ao seu domínio. 

SEO Local é simplesmente obrigatório para empresas de serviços, lojas, profissionais autônomos, empresas na área de hospitalidade, etc. Temos um ótimo guia aqui no blog: 

➡️ Como fazer SEO local: guia rápido e prático

Também vemos novamente aqui duas métricas que citamos anteriormente na autoridade de domínio: quantidade de backlinks tanto em páginas individuais quanto em todo o domínio. 

O mais interessante desse Top 10, porém, é ver o Google operando contra a compra de links. 

Especificamente contra a compra de links, aliás. Veja como o número de domínios de referência e o número de IPs de referência estão bem próximos no ranking. Isso existe por um ótimo motivo. 

Se um site recebe 50 backlinks de 50 domínios diferentes, mas todos esses domínios estão hospedados nos mesmos 3 ou 4 IPs, isso é um sinal de alerta: pode indicar uma rede artificial de links criada só pra manipular ranking, e não links genuínos e independentes.

Já se esses 50 domínios estão espalhados em 45-50 IPs diferentes, isso sugere que os links vêm de fontes realmente independentes entre si — o que é um sinal de autoridade mais confiável.

Apenas um adendo aqui no Top 10. Não existe uma métrica oficial de pontuação de qualidade do conteúdo. Ela foi criada pelo SemRush, especificamente para esse estudo, e usa análises de IA para chegar a um resultado. 

Essa métrica, inclusive, foi debatida pela própria equipe do SemRush durante a elaboração do estudo. 

Impactos negativos — core web vitals e boas práticas “básicas” ainda contam

Também temos, nesse estudo, alguns percentuais negativos. Ou seja, esses pontos prejudicam o rankeamento em 2026, são anti-fatores. 

Porém, veja como a maioria deles está bem próxima de zero. A correlação entre a presença desses pontos e rankeamento ruim é bem baixa. 

Título e URL mais enxutos seguem confirmando uma tendência leve: número de palavras no título (-0.05) e comprimento da URL em caracteres (-0.07) tiveram as correlações negativas mais altas dessa faixa.

Contagem de tabelas, porcentagem de páginas com tabelas e pontuação de legibilidade ficaram todas em -0.02. Isso sugere que forçar determinados formatos ou simplificar demais o texto não traz ganho de ranking por si só.

Isso reforça o que estamos vendo até agora ao longo do estudo: as páginas devem ser escritas escrever na resposta que o usuário busca.

Taxa de rejeição baseada no domínio (-0.06) e tempo de resposta do servidor em lab (-0.06) foram os destaques. Esses são sinais de qualidade de experiência, mesmo com peso estatístico baixo nesse estudo específico.

Estudo da Zippy — o que os SEOs entendem como os principais fatores de rankeamento em 2026

Fonte: Zippy/Signal. Traduzido com o Claude. 

A pesquisa da Zippy concorda em alguns pontos com os dados do SemRush, especialmente no que diz respeito aos principais fatores de rankeamento: sinais de qualidade. 

Porém, há uma divergência aqui, uma que até já abordamos. Os profissionais entrevistados entendem que a geração de backlinks é tão importante quanto a qualidade. E sob a opinião de alguns dos entrevistados, ela é até mais importante. 

Como vimos no estudo do SemRush, sinais de backlinks foram separados em métricas diferentes, como autoridade de domínio (que é construída a partir de análise própria). 

Ao mesmo tempo, também existem sinais de autoridade na pesquisa da Zippy, tanto domain authority quanto topical authority — que já mencionamos aqui no blog.

Aqui, vamos dividir os itens em um top 10 geral, com as principais opiniões dos especialistas. E em seguida, vamos comentar individualmente o Top 5. 

Acompanhe: 

Top 10 dos fatores de rankeamento de 2026: 

  • 1. Relevância — 57,1%: o conteúdo é relevante se corresponde e satisfaz a intenção de busca do usuário. O conteúdo deve corresponder semanticamente ao que o usuário procura e atender às suas necessidades;

  • 2. Backlinks — 54,8%: o boato da morte dos backlinks foi bastante exagerado. Na verdade, os respondentes classificaram links de sites confiáveis e relevantes como um dos fatores mais importantes. Muitos especialistas enfatizam a importância de links vindos de páginas com visitantes reais;

  • 3. Qualidade do Conteúdo — 47,6%: quase metade dos especialistas listou elementos de qualidade do conteúdo como um fator de ranqueamento principal. Isso inclui características como originalidade, precisão e atualidade;

  • 4. Autoridade e Confiança — 36,5%: o quanto o Google confia no site, criador ou marca/negócio;

  • 5. Comportamento / Sinais de Clique — 29,4%: como os usuários selecionam resultados de busca e interagem com páginas web. O Google observa o usuário;

  • 6. Sinais de Marca — 27,0%: a importância de ser uma marca/entidade que as pessoas buscam, confiam e visitam;

  • 7. Satisfação do Usuário — 19,8%: a satisfação do usuário ou "conclusão da tarefa" como resultado final;

  • 8. Saúde Técnica de SEO — 17,5%: rastreamento e indexação formam a base para todos os outros fatores de ranqueamento;

  • 9. Autoridade Temática — 14,3%: o quão bem sua marca/site está associado à expertise em um determinado tópico;

  • 10. Links Internos — 11,1%: como você conecta páginas do seu site através de links e arquitetura do site.

Como podemos ver, não há tantas diferenças assim em relação ao que já vimos nos dados do SemRush.

O que aparece aqui em uma linguagem mais clara são pontos como a satisfação do usuário e sinais de marca, além de sinais de clique. São percepções dos próprios profissionais, algo bem difícil de entender através de dados brutos. 

Logo abaixo, vamos conversar sobre os três vencedores na opinião dos profissionais, mas também vamos mencionar alguns outros fora do Top 3 ao longo da conversa. 

Acompanhe: 

Relevância — Top 1 com 57,1% 

A relevância do conteúdo é o ponto mais importante para os profissionais, mas a pesquisa da Zyppy vai um pouco além. 

Ela busca dividir o que é considerado relevante para o conteúdo. Ou seja, quais são os principais fatores presentes na própria página ou no texto que contribuem para essa relevância. 

O resultado: 

  • Match com a intenção de busca: o quão próximo seu texto está do que o usuário está pesquisando. Esse é o fator mais importante de todos em ambas as pesquisas; 
  • Relevância semântica da página: leva em consideração a cobertura temática da página com o assunto pesquisado, menciona entidades e conceitos relacionados (um texto sobre futebol falando sobre técnicos de cada time, por ex.), boa divisão de estrutura e contexto e correspondência com termos de busca (a página diz guia e o usuário buscou por guia, por ex.); 
  • Relevância do título: perceba que só agora começamos a falar sobre título. O mais importante é a estrutura do texto! 
  • Passage relevance: o Google avaliava a relevância olhando o documento inteiro como uma unidade única. Com o passage ranking (lançado em 2020/2021), o algoritmo passou a conseguir identificar e ranquear um parágrafo ou seção específica de uma página, mesmo que o resto do conteúdo não seja tão relevante para aquela busca;
  • Correspondência de idioma: avalia se o idioma do conteúdo de uma página corresponde ao idioma em que o usuário está fazendo a busca, e ao idioma configurado no navegador/dispositivo dele; 
  • Relevância geográfica: o quão próximo do serviço ou produto buscado o usuário está; 
  • Palavras-chave em H1: o heading 1 é tradicionalmente o título de um artigo. Ou seja: é uma métrica relacionada com a relevância do título, mas com foco na keyword
  • Palavras-chave na URL: também é uma prática tradicional, relacionada com o SEO básico, e também comum em listas de boas práticas, como a keyword em H1; 
  • Exact match domain: é quando o domínio é igual à palavra chave. Por exemplo, alguém pesquisa por “marketing digital barato”, e a página tem o domínio “marketingdigitalbarato.com”; 
  • Meta descrição: não é nem a presença da palavra-chave na Meta D., é a própria existência da Meta D.

São pontos bastante interessantes, especialmente os primeiros da lista, que dizem respeito a questões mais profundas sobre relevância e autoridade. 

Tudo até passage relevance diz respeito ao conteúdo da página. O resto está relacionado com a estrutura da própria página e os resultados que o usuário tem ao buscar. 

Backlinks — Top 2 com 54,8% 

Depois da relevância, os backlinks seguem como o segundo fator mais citado pelos especialistas. 

Isso concorda bastante com o que estamos vendo até aqui, mas a pesquisa da Zyppy busca dividir o que é considerado relevante dentro do universo de backlinks. 

Ou seja, quais características de um link realmente contribuem para o ranqueamento, e quais podem até prejudicar.

O resultado:

  • Links de domínios altamente confiáveis: links vindos de sites que o Google já reconhece como autoridade no geral formam o sinal mais forte de todos, com impacto de +2,47;

  • Links de páginas tematicamente relevantes: um link ganha ainda mais força quando vem de uma página que fala sobre o mesmo assunto do seu conteúdo, e não só de um domínio forte em qualquer tema, com +2,22;

  • Autoridade de domínio/site: a força consolidada do domínio como um todo, construída ao longo do tempo por meio do histórico geral de links recebidos, com +1,89;

  • Autoridade de link no nível da página: semelhante à autoridade de domínio, mas medida especificamente na página que está linkando, não no site inteiro, com +1,85;

  • Links de páginas com tráfego: um link carrega mais peso quando vem de uma página que recebe visitantes reais, e não de páginas esquecidas ou puramente construídas para gerar links, com +1,72;

  • Domínios únicos linkando para a URL: a diversidade de origens importa mais do que a quantidade total de links — dez links vindos de dez domínios diferentes valem mais do que dez links vindos do mesmo site, com +1,71;

  • Diversidade de texto âncora: variar as palavras usadas no texto do link (em vez de repetir sempre a mesma âncora) é vista como um sinal mais natural, com +1,18;

  • Número total de links para a URL: o volume bruto de backlinks ainda conta, mas seu impacto isolado é bem mais modesto do que os fatores de qualidade acima, com +1,05;

  • Âncoras de correspondência exata: links cujo texto âncora usa exatamente a palavra-chave alvo têm impacto positivo, mas moderado, com +0,86;

  • Backlinks nofollow: mesmo sem passar autoridade da forma tradicional, links marcados como nofollow ainda contribuem um pouco para o ranqueamento, com +0,50;

  • Backlinks spam para a URL: é o único fator da lista com impacto negativo — links vindos de fontes de baixa qualidade ou práticas manipulativas prejudicam o ranqueamento, com -1,26.

São pontos que reforçam uma lógica parecida com a de relevância: qualidade e contexto pesam muito mais do que volume. 

Os primeiros itens da lista (confiabilidade do domínio, relevância temática, tráfego real) mostram que o Google avalia a origem do link quase tanto quanto o link em si.

Isso é especialmente importante para quem investe em estratégias como a compra de backlinks, algo que é inclusive considerado black hat pelo Google. 

Já os últimos itens tratam de sinais mais técnicos e de escala — diversidade de âncoras, volume total, correspondência exata, etc. 

Esses pontos ajudam a compor o quadro, mas não substituem a qualidade da fonte. Um link mal colocado pode custar mais do que vários links bons conseguem compensar.

Qualidade do conteúdo — Top 3 com 47,6% 

A qualidade do conteúdo vem quase como um apoio à relevância do conteúdo, mas enquanto a primeira trata principalmente de questões off page, como intenção de busca, a segunda está analisando o texto presente nas páginas em si. 

O que podemos ver aqui é uma preferência pelas principais métricas que compõem o conceito abstrato que chamamos de alidade

  • Pesquisa original e dados first-party; 
  • Qualidade do conteúdo ao longo de todo o site; 
  • Originalidade do conteúdo; 
  • Ganho informacional; 
  • Freshness do conteúdo, ou o quão atualizado ele é. 

Essas métricas, então, são todas relacionadas com a sua capacidade, como marca, de produzir um bom conteúdo original. 

A preocupação com o ganho informacional deixa isso ainda mais claro. O leitor precisa sentir que aquela informação está disponível apenas no conteúdo que ele está lendo. 

A próxima leva de métricas está relacionada com quem está produzindo o conteúdo, principalmente: 

  • O conteúdo demonstra experiência; 
  • Profundidade do conteúdo; 
  • A página responde dúvidas relacionadas; 
  • Esforço gasto no conteúdo; 
  • Autoridade do criador do conteúdo. 

Ou seja: além de sinais mais sutis de qualidade, esses mais evidentes também são bastante necessários para o engajamento do leitor. 

As métricas negativas também são bastante interessantes, porque elas descrevem justamente a situação contrária da boa qualidade: 

  • Conteúdo produzido por IA; 
  • Página tem links afiliados; 
  • Fotos stock
  • Conteúdo de IA criado em escala. 

Entre todos os piores indicadores, o conteúdo gerado em escala é de longe o pior. Esse conteúdo é aquele criado em minutos junto com outras dezenas, e não teve praticamente nenhum trabalho preparatório de briefagem e nenhuma edição posterior. 

Para a maioria dos SEOs, esse tipo de conteúdo é o completo oposto do que se entende como qualidade, e é o maior desafio para a indexação e o engajamento. 

O rankeamento não está apenas relacionado com conteúdo

Precisamos entender que o que estamos conversando aqui, embora toque em conteúdo, social media e blogs, não serve apenas para conteúdo. 

Estamos falando de fatores de rankeamento da marca como um todo, analisando domínios e páginas. 

Ou seja: quando você tem boas páginas aplicando esses fatores de rankeamento, elas puxam outras, e colocam seu site no topo para vários termos, inclusive comerciais. 

Essa é a base do SEO. A produção de conteúdo é apenas uma faceta do seu verdadeiro trabalho: gerar tráfego orgânico escalável. 

Essa base é aplicada em várias outras estratégias aqui na Adtail, inclusive em migrações e criações de e-commerce. Ela nos ajudou a atingir resultados como: 

➡️ LP Beauty lança novo e-commerce em tempo recorde e conquista 2 mil pedidos nas primeiras horas

➡️ Max Love lança novo e-commerce em apenas 15 dias úteis com foco em experiência do consumidor

➡️ Corello acelera sua presença digital em migração VTEX com performance e segurança

Entre em contato e vamos conversar sobre como acelerar seu rankeamento hoje! 

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