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Sites vibe-coded: 5 questões de SEO técnico para resolver

Veja como resolver os 5 erros mais comuns de SEO em sites vibe-coded.
Sites vibe-coded: 5 questões de SEO técnico para resolver
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Sites vibe-coded: 5 questões de SEO técnico para resolver

Veja como resolver os 5 erros mais comuns de SEO em sites vibe-coded.
Sites vibe-coded: 5 questões de SEO técnico para resolver

Profissionais de marketing, especialmente designers, estão criando sites completos com a IA e já os publicando, sem a necessidade de desenvolvedores dedicados para transpor o design para o código. 

Esses sites são chamados de vibe-coded, porque são criados através de ferramentas como o Claude Code.

Mas com isso vem um questionamento: e o SEO? Em muitos casos, a novidade de poder criar e publicar um site do zero em uma fração do tempo nos faz esquecer do básico. 

No texto de hoje, vamos levantar quais são os principais pontos de SEO técnico que precisam ser levados em conta em sites vibe-coding: quais são os erros mais comuns que a IA gera e como contorná-los ainda sem precisar de devs. 

O artigo é uma grande lista. Ao final dela, acompanhe algumas sugestões para criar seu primeiro site vibe-coded. 

Começando do mais básico: 

1 — Ter ou não ter um CMS?

‍

 Um CMS — content management system — organiza suas páginas e permite a publicação de conteúdo de forma simples e rápida no site. 

Sites constantemente atualizados, com blogs e outros tipos de conteúdo, usam o CMS para facilitar o acesso da equipe e, ao mesmo tempo, ter simplicidade nos processos. 

Plataformas de CMS permitem customização avançada via html e javascript e também contam com plugins e builders que, em muitos casos, são usados na construção do próprio site. 

E-commerces usam o WooCommerce, por exemplo, que é um plugin do Wordpress. 

➡️ Leia também: Plataformas de e-commerce com IA — analisamos as três mais populares no Brasil

Com um site vibe-coded, a própria IA pode servir como um CMS, e isso é uma decisão ativa, que precisa ser considerada. 

Veja como o processo funciona, e também seus prós e contras. 

Com vibe-coded, não há CMS tradicional 

Uma das grandes questões de sites vibe-coded é que eles não têm uma plataforma de CMS. Na verdade, a ideia é que a própria LLM funcione como um CMS. 

Quando você cria um site vibe-coded, a IA cria arquivos locais e os publica de forma independente, com o seu apoio para criação do domínio etc.

A IA realiza todo o processo de publicação, e não oferece um painel com páginas e o conteúdo todo do site, a não ser que você peça. 

Num CMS tradicional, como o WordPress, você entra em um painel, clica em “editar página” e preenche campos. No site vibe-coded, esse painel é substituído por uma conversa com a IA. 

Os textos, as imagens e as páginas ficam guardados dentro do próprio projeto do site, e é a IA que faz as alterações quando você pede. 

O CMS vibe-coded é, portanto, o conjunto formado por você, a IA e o projeto: você diz o que quer mudar, ela altera site e você confere o resultado. 

Mas há uma outra possibilidade: a criação do site com IA e o uso do Wordpress como CMS Headless. 

Saiba mais: 

Como criar um site vibe-coded com WordPress headless

No modelo headless, o WordPress continua sendo o lugar onde a equipe escreve, edita e agenda os posts. 

O visual do site nasce em outro projeto, criado com a ajuda da IA, que busca o conteúdo no WordPress e o exibe nas páginas. 

O caminho tem cinco etapas, e a quinta é a que mantém o site sempre atualizado, então vale reservar atenção a ela.

  • Passo 1 – Prepare o WordPress: coloque o WordPress no ar em uma hospedagem, instale um plugin de SEO (como Yoast ou Rank Math) e cadastre alguns posts de teste com título, descrição e URL preenchidos;

  • Passo 2 – Confira a entrega do conteúdo: abra no navegador o endereço de dados do seu WordPress (o seusite.com/wp-json/wp/v2/posts). Se aparecer o conteúdo dos posts em formato de texto, o WordPress está pronto para alimentar o site;

  • Passo 3 – Peça o site à IA: descreva o visual e indique a fonte do conteúdo. Exemplo de prompt: “Crie um blog com visual moderno que leia os posts do endereço do meu WordPress. Gere cada página completa na hora de publicar o site, com o texto já dentro do HTML.”
  • Passo 4 – Traga os campos de SEO para as páginas: peça à IA que leia o título, a meta description e a URL canônica definidos no plugin de SEO e os coloque no código de cada página, além de gerar o sistema;

  • Passo 5 – Publique e automatize a atualização: coloque o site no ar e configure a hospedagem para republicá-lo sempre que a equipe publicar ou editar um post no WordPress.

‍

2 — Domínio sobre o código — HTML e Javascript

‍

Outra questão importante sobre o site vibe-coded é que você tem menos domínio sobre o HTML sendo gerado, e precisa aceitar as convenções e padrões da IA. 

Há um problema clássico que sites vibe-coded geram: o conteúdo de páginas adicionais não sendo incluídos no HTML original do site, mas sim no Javascript. 

Ou seja: o conteúdo dessas páginas só vai “aparecer” no Javascript, que é mencionado no código HTML. 

O problema é que buscadores de IA não executam Javascript. Quando seu cliente perguntar sobre você para o ChatGPT, ele não vai conseguir ler seu site. 

O Google executa Javascript, mas é um crawl secundário. O SEO prioriza o conteúdo que já está na página — ele lê o HTML antes. 

Sempre peça para a IA adicionar o código no HMTL do site 

Esse é um check simples: toda vez que você gerar ou publicar uma página pela IA, peça para ela adicionar o código diretamente no HTML original. 

E depois faça o teste. Clique com o botão direito do mouse e depois em “exibir código fonte”. Vamos procurar por uma parte do nosso site direto no código fonte. 

Essa é a nossa home:

Vamos supor que a IA acabou de adicionar essa página ao site. Como saber se o HTML está correto?

Podemos procurar pela div:

Ou podemos procurar por texto:

‍

É importante fazer essa checagem depois, mesmo após pedir para a IA a inclusão do código no HTML original. 

Assim, você garante mais visibilidade tanto para as IAs quanto para o próprio Google, resolvendo o SEO e o GEO. 

3 — Cuidado: a IA pode inventar o schema 

O desenvolvimento de um site vibe-coded é bastante estimulante. Mas precisamos lembrar sempre que estamos conversando com um programa que não conhece os negócios, mesmo criando o site. 

Há categorias schema específicas que determinam como você se apresenta ao Google. E também categorias de localização também muito importantes para o SEO Local. 

A questão é que a IA não sabe dessas informações e, caso você esqueça, há chances dela inventar um schema e deixá-lo lá. 

Além de causar problemas para o SEO por desencontro de informações, isso também pode ter impactos diretos no seu funcionamento e em como você gera mais vendas e clientes. 

Passe à IA os dados reais do seu negócio

A IA escreve bem o schema (os dados que explicam o seu negócio para o Google), e o código costuma sair válido. O que falta a ela é conhecer a sua empresa. Quando faltam informações, ela preenche as lacunas por conta própria e pode inventar horário de funcionamento, preço ou endereço.

Algumas escolhas dependem só de você, então vale decidi-las antes de fazer o pedido:

  • Pessoa ou empresa: um profissional autônomo se apresenta como pessoa (Person) ou como organização (Organization)?

  • Tipo de negócio: qual categoria descreve melhor a sua empresa? Por exemplo, Dentist (dentista) é mais preciso que o genérico LocalBusiness.

  • Redes sociais: quais perfis oficiais entram no campo sameAs?

  • Unidades: como organizar uma empresa com mais de uma loja ou filial?

Consulte as definições do Schema.org e a documentação de dados estruturados do Google para os tipos que se aplicam ao seu caso. 

Com as decisões tomadas, envie-as à IA junto com as informações corretas do negócio, como endereço, telefone, horários e preços. 

Quando o código ficar pronto, compare o resultado com os seus dados reais e com o que aparece na página.

4 — Alteração de elementos de SEO sem solicitação 

‍

Esse também é um problema comum nas IAs, que elas façam alteração no seu código original, às vezes até já na versão publicada, sem você solicitar. 

Mas não é o caso clássico de “alucinação de IA” que conhecemos. Essas alterações completamente arbitrárias estão ficando no passado com os novos modelos de IA. 

Na verdade, o que a IA pode fazer é completar lacunas de conhecimento com decisões próprias por falta de conhecimento do projeto como um todo. 

Por exemplo: você tem um site que vende fones de ouvido importados da China. Há uma página de categorias localizada em seusite.com/categorias/fone-intrauricular. 

Você resolve, um belo dia, lançar uma campanha para fones intrauriculares. Você usa a mesma página de categorias como landing page para a campanha, mas a coloca em outra posição: seusite.com/promos/fone-intrauricular. 

Logicamente, você deveria incluir um canonical na segunda página apontando para a primeira, informando aos crawlers que elas são as mesmas páginas. 

Se você pedir para a IA alterar o código da página em promos sem avisar que o canonical deve realmente apontar para outra página, ela pode assumir que o redirect está errado e configurá-lo para a mesma página. 

O searchengineland explica a mesma situação, mas com páginas sobre clareadores dentais: 

‍

‍

O ideal é que você tenha as regras críticas de SEO definidas como padrão e que elas sejam constantemente atualizadas. 

E ao pedir alterações, peça também revisões do código de acordo com as regras que você já determinou. 

5 — Cuidado com bloqueios de crawling do Googlebot

Um site vibe-coded raramente funciona sozinho. Por trás dele ficam serviços que a IA conectou durante a construção: a hospedagem que mantém o site no ar, o banco de dados que guarda as informações e a proteção contra robôs que filtra os acessos. 

Qualquer um deles pode falhar ou barrar visitantes sem que você perceba, e o Googlebot, o robô do Google, entra nessa conta. 

Um caso comum são os planos gratuitos de banco de dados, que pausam o projeto depois de um período sem uso, e o site passa a exibir erro. 

Outro caso é a proteção que trata o Googlebot como mais um robô e bloqueia a entrada. Quando o Google encontra erros de servidor (os da família 5xx), ele reduz o ritmo das visitas e, se o problema persiste, passa a retirar as páginas da lista de resultados. 

Páginas que respondem com erro 403, de acesso proibido, também saem do índice. Uma revisão simples dos serviços previne a maior parte desses cenários.

  • Liste todos os serviços do site: anote hospedagem, banco de dados, proteção contra robôs e qualquer outra ferramenta conectada. Se faltar alguma informação, peça à IA um resumo dos serviços que o projeto usa;

  • Confirme o plano de cada um: verifique se a conta é gratuita ou paga e quais limites ela tem, como número de acessos, armazenamento ou tempo de inatividade;

  • Descubra o que acontece nos limites: pesquise se o serviço pausa o projeto, desacelera ou retorna erro quando o plano atinge o teto ou fica parado por muito tempo;

  • Libere o Googlebot na proteção contra robôs: revise as regras da ferramenta para que o robô do Google tenha acesso normal às páginas;

  • Acompanhe o relatório de indexação: abra o relatório “Indexação de páginas” do Search Console e procure por erros de servidor (5xx) e por páginas bloqueadas com 403.

Criando um site vibe coded? Faça uma auditoria SEO 

Todos esses problemas não são exclusividade da IA, diga-se de passagem. Desenvolvedores humanos podem cometer erros similares ou até iguais. 

Auditorias SEO na entrega do site não são tão comuns quanto deveriam ser. Mas todo site, vibe-coded ou não, precisa passar por esse processo. 

As auditorias podem ser feitas a qualquer momento: durante o lançamento do site ou anos depois. O que importa é realizá-la e corrigir os erros. 

Esse processo não precisa ser complicado. Continue na leitura para um cronograma exclusivo, desenvolvido pela Adtail, para te ajudar na sua auditoria SEO: 

➡️ Auditoria SEO: um cronograma de fixes testado para 2026

Escrito por:
Redação

Profissionais de marketing, especialmente designers, estão criando sites completos com a IA e já os publicando, sem a necessidade de desenvolvedores dedicados para transpor o design para o código. 

Esses sites são chamados de vibe-coded, porque são criados através de ferramentas como o Claude Code.

Mas com isso vem um questionamento: e o SEO? Em muitos casos, a novidade de poder criar e publicar um site do zero em uma fração do tempo nos faz esquecer do básico. 

No texto de hoje, vamos levantar quais são os principais pontos de SEO técnico que precisam ser levados em conta em sites vibe-coding: quais são os erros mais comuns que a IA gera e como contorná-los ainda sem precisar de devs. 

O artigo é uma grande lista. Ao final dela, acompanhe algumas sugestões para criar seu primeiro site vibe-coded. 

Começando do mais básico: 

1 — Ter ou não ter um CMS?

‍

 Um CMS — content management system — organiza suas páginas e permite a publicação de conteúdo de forma simples e rápida no site. 

Sites constantemente atualizados, com blogs e outros tipos de conteúdo, usam o CMS para facilitar o acesso da equipe e, ao mesmo tempo, ter simplicidade nos processos. 

Plataformas de CMS permitem customização avançada via html e javascript e também contam com plugins e builders que, em muitos casos, são usados na construção do próprio site. 

E-commerces usam o WooCommerce, por exemplo, que é um plugin do Wordpress. 

➡️ Leia também: Plataformas de e-commerce com IA — analisamos as três mais populares no Brasil

Com um site vibe-coded, a própria IA pode servir como um CMS, e isso é uma decisão ativa, que precisa ser considerada. 

Veja como o processo funciona, e também seus prós e contras. 

Com vibe-coded, não há CMS tradicional 

Uma das grandes questões de sites vibe-coded é que eles não têm uma plataforma de CMS. Na verdade, a ideia é que a própria LLM funcione como um CMS. 

Quando você cria um site vibe-coded, a IA cria arquivos locais e os publica de forma independente, com o seu apoio para criação do domínio etc.

A IA realiza todo o processo de publicação, e não oferece um painel com páginas e o conteúdo todo do site, a não ser que você peça. 

Num CMS tradicional, como o WordPress, você entra em um painel, clica em “editar página” e preenche campos. No site vibe-coded, esse painel é substituído por uma conversa com a IA. 

Os textos, as imagens e as páginas ficam guardados dentro do próprio projeto do site, e é a IA que faz as alterações quando você pede. 

O CMS vibe-coded é, portanto, o conjunto formado por você, a IA e o projeto: você diz o que quer mudar, ela altera site e você confere o resultado. 

Mas há uma outra possibilidade: a criação do site com IA e o uso do Wordpress como CMS Headless. 

Saiba mais: 

Como criar um site vibe-coded com WordPress headless

No modelo headless, o WordPress continua sendo o lugar onde a equipe escreve, edita e agenda os posts. 

O visual do site nasce em outro projeto, criado com a ajuda da IA, que busca o conteúdo no WordPress e o exibe nas páginas. 

O caminho tem cinco etapas, e a quinta é a que mantém o site sempre atualizado, então vale reservar atenção a ela.

  • Passo 1 – Prepare o WordPress: coloque o WordPress no ar em uma hospedagem, instale um plugin de SEO (como Yoast ou Rank Math) e cadastre alguns posts de teste com título, descrição e URL preenchidos;

  • Passo 2 – Confira a entrega do conteúdo: abra no navegador o endereço de dados do seu WordPress (o seusite.com/wp-json/wp/v2/posts). Se aparecer o conteúdo dos posts em formato de texto, o WordPress está pronto para alimentar o site;

  • Passo 3 – Peça o site à IA: descreva o visual e indique a fonte do conteúdo. Exemplo de prompt: “Crie um blog com visual moderno que leia os posts do endereço do meu WordPress. Gere cada página completa na hora de publicar o site, com o texto já dentro do HTML.”
  • Passo 4 – Traga os campos de SEO para as páginas: peça à IA que leia o título, a meta description e a URL canônica definidos no plugin de SEO e os coloque no código de cada página, além de gerar o sistema;

  • Passo 5 – Publique e automatize a atualização: coloque o site no ar e configure a hospedagem para republicá-lo sempre que a equipe publicar ou editar um post no WordPress.

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2 — Domínio sobre o código — HTML e Javascript

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Outra questão importante sobre o site vibe-coded é que você tem menos domínio sobre o HTML sendo gerado, e precisa aceitar as convenções e padrões da IA. 

Há um problema clássico que sites vibe-coded geram: o conteúdo de páginas adicionais não sendo incluídos no HTML original do site, mas sim no Javascript. 

Ou seja: o conteúdo dessas páginas só vai “aparecer” no Javascript, que é mencionado no código HTML. 

O problema é que buscadores de IA não executam Javascript. Quando seu cliente perguntar sobre você para o ChatGPT, ele não vai conseguir ler seu site. 

O Google executa Javascript, mas é um crawl secundário. O SEO prioriza o conteúdo que já está na página — ele lê o HTML antes. 

Sempre peça para a IA adicionar o código no HMTL do site 

Esse é um check simples: toda vez que você gerar ou publicar uma página pela IA, peça para ela adicionar o código diretamente no HTML original. 

E depois faça o teste. Clique com o botão direito do mouse e depois em “exibir código fonte”. Vamos procurar por uma parte do nosso site direto no código fonte. 

Essa é a nossa home:

Vamos supor que a IA acabou de adicionar essa página ao site. Como saber se o HTML está correto?

Podemos procurar pela div:

Ou podemos procurar por texto:

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É importante fazer essa checagem depois, mesmo após pedir para a IA a inclusão do código no HTML original. 

Assim, você garante mais visibilidade tanto para as IAs quanto para o próprio Google, resolvendo o SEO e o GEO. 

3 — Cuidado: a IA pode inventar o schema 

O desenvolvimento de um site vibe-coded é bastante estimulante. Mas precisamos lembrar sempre que estamos conversando com um programa que não conhece os negócios, mesmo criando o site. 

Há categorias schema específicas que determinam como você se apresenta ao Google. E também categorias de localização também muito importantes para o SEO Local. 

A questão é que a IA não sabe dessas informações e, caso você esqueça, há chances dela inventar um schema e deixá-lo lá. 

Além de causar problemas para o SEO por desencontro de informações, isso também pode ter impactos diretos no seu funcionamento e em como você gera mais vendas e clientes. 

Passe à IA os dados reais do seu negócio

A IA escreve bem o schema (os dados que explicam o seu negócio para o Google), e o código costuma sair válido. O que falta a ela é conhecer a sua empresa. Quando faltam informações, ela preenche as lacunas por conta própria e pode inventar horário de funcionamento, preço ou endereço.

Algumas escolhas dependem só de você, então vale decidi-las antes de fazer o pedido:

  • Pessoa ou empresa: um profissional autônomo se apresenta como pessoa (Person) ou como organização (Organization)?

  • Tipo de negócio: qual categoria descreve melhor a sua empresa? Por exemplo, Dentist (dentista) é mais preciso que o genérico LocalBusiness.

  • Redes sociais: quais perfis oficiais entram no campo sameAs?

  • Unidades: como organizar uma empresa com mais de uma loja ou filial?

Consulte as definições do Schema.org e a documentação de dados estruturados do Google para os tipos que se aplicam ao seu caso. 

Com as decisões tomadas, envie-as à IA junto com as informações corretas do negócio, como endereço, telefone, horários e preços. 

Quando o código ficar pronto, compare o resultado com os seus dados reais e com o que aparece na página.

4 — Alteração de elementos de SEO sem solicitação 

‍

Esse também é um problema comum nas IAs, que elas façam alteração no seu código original, às vezes até já na versão publicada, sem você solicitar. 

Mas não é o caso clássico de “alucinação de IA” que conhecemos. Essas alterações completamente arbitrárias estão ficando no passado com os novos modelos de IA. 

Na verdade, o que a IA pode fazer é completar lacunas de conhecimento com decisões próprias por falta de conhecimento do projeto como um todo. 

Por exemplo: você tem um site que vende fones de ouvido importados da China. Há uma página de categorias localizada em seusite.com/categorias/fone-intrauricular. 

Você resolve, um belo dia, lançar uma campanha para fones intrauriculares. Você usa a mesma página de categorias como landing page para a campanha, mas a coloca em outra posição: seusite.com/promos/fone-intrauricular. 

Logicamente, você deveria incluir um canonical na segunda página apontando para a primeira, informando aos crawlers que elas são as mesmas páginas. 

Se você pedir para a IA alterar o código da página em promos sem avisar que o canonical deve realmente apontar para outra página, ela pode assumir que o redirect está errado e configurá-lo para a mesma página. 

O searchengineland explica a mesma situação, mas com páginas sobre clareadores dentais: 

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O ideal é que você tenha as regras críticas de SEO definidas como padrão e que elas sejam constantemente atualizadas. 

E ao pedir alterações, peça também revisões do código de acordo com as regras que você já determinou. 

5 — Cuidado com bloqueios de crawling do Googlebot

Um site vibe-coded raramente funciona sozinho. Por trás dele ficam serviços que a IA conectou durante a construção: a hospedagem que mantém o site no ar, o banco de dados que guarda as informações e a proteção contra robôs que filtra os acessos. 

Qualquer um deles pode falhar ou barrar visitantes sem que você perceba, e o Googlebot, o robô do Google, entra nessa conta. 

Um caso comum são os planos gratuitos de banco de dados, que pausam o projeto depois de um período sem uso, e o site passa a exibir erro. 

Outro caso é a proteção que trata o Googlebot como mais um robô e bloqueia a entrada. Quando o Google encontra erros de servidor (os da família 5xx), ele reduz o ritmo das visitas e, se o problema persiste, passa a retirar as páginas da lista de resultados. 

Páginas que respondem com erro 403, de acesso proibido, também saem do índice. Uma revisão simples dos serviços previne a maior parte desses cenários.

  • Liste todos os serviços do site: anote hospedagem, banco de dados, proteção contra robôs e qualquer outra ferramenta conectada. Se faltar alguma informação, peça à IA um resumo dos serviços que o projeto usa;

  • Confirme o plano de cada um: verifique se a conta é gratuita ou paga e quais limites ela tem, como número de acessos, armazenamento ou tempo de inatividade;

  • Descubra o que acontece nos limites: pesquise se o serviço pausa o projeto, desacelera ou retorna erro quando o plano atinge o teto ou fica parado por muito tempo;

  • Libere o Googlebot na proteção contra robôs: revise as regras da ferramenta para que o robô do Google tenha acesso normal às páginas;

  • Acompanhe o relatório de indexação: abra o relatório “Indexação de páginas” do Search Console e procure por erros de servidor (5xx) e por páginas bloqueadas com 403.

Criando um site vibe coded? Faça uma auditoria SEO 

Todos esses problemas não são exclusividade da IA, diga-se de passagem. Desenvolvedores humanos podem cometer erros similares ou até iguais. 

Auditorias SEO na entrega do site não são tão comuns quanto deveriam ser. Mas todo site, vibe-coded ou não, precisa passar por esse processo. 

As auditorias podem ser feitas a qualquer momento: durante o lançamento do site ou anos depois. O que importa é realizá-la e corrigir os erros. 

Esse processo não precisa ser complicado. Continue na leitura para um cronograma exclusivo, desenvolvido pela Adtail, para te ajudar na sua auditoria SEO: 

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