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Dark Social: por que você deveria dar atenção ao Whatsapp e Telegram

por Matheus Motta, Head de Aceleração da Adtail

Se você é uma pessoa que entende como as redes sociais e os algoritmos funcionam, com certeza sabe das artimanhas para escapar de anúncios ou até usá-los a seu favor. Mas quem ainda não conhecia esse lado dos aplicativos, teve um reforço de peso para apresentar essa realidade: o documentário “O Dilema das Redes” (The Social Dilemma 2020), que estreou na Netflix em setembro e trouxe à tona verdades sobre a relação entre máquinas e usuários. O filme é baseado nos depoimentos de diversos especialistas da indústria que largaram seus empregos em redes sociais como Facebook, Instagram, Twitter, Pinterest, Google e Gmail ao começar a se incomodar com os dilemas éticos que viam em seus trabalhos. O resultado disso não demorou a aparecer. Pouco tempo depois da estreia, pesquisas no Google por “excluir Facebook” cresceram 250%, e outras como “excluir conta”, “desativar temporariamente” e “desativar notificações” tiveram um salto expressivo, segundo levantamento feito pela Decode.

Precisamos considerar que dois cenários, o primeiro é que para alguns nichos e marcas, esse movimento de “descoberta” é determinante para uma mudança de comportamento ocorra, já um segundo onde também temos uma maioria inocente, que não vai chegar ao documentário e suas informações, ou não vai se importar com o que for apresentado. Para ambos, a estratégia precisa ser melhorada, já que os bastidores foram expostos. 

Com isso, cresce um movimento de debandada para a chamada “dark social”, termo criado para descrever as interações sociais que não podem ser monitoradas por ferramentas de analytics tradicionais. É o caso de apps de mensagens instantâneas e sistemas de mensagens das redes sociais, como o Whatsapp, Telegram, Facebook Messenger, Snapchat e Hangouts. Por exemplo, você, como empresa, pode monitorar conversas públicas sobre os produtos ou serviços de alguém no Facebook, mas, depois que essas conversas vão para o Facebook Messenger, mesmo sendo da mesma plataforma, é impossível ver o que está sendo dito ou compartilhado.

No Brasil, o WhatsApp foi o aplicativo mais usado em 2019, segundo relatório da empresa de monitoramento App Annie. Em fevereiro de 2020, a pesquisa feita pela Panorama Mobile Time/Opinion Box revelou que o “zapzap” está instalado no smartphone de 99% dos brasileiros e 93% usam o aplicativo todo dia. O Telegram chega a 27% dos celulares no país, dobrando a presença no último ano em relação ao anterior.

Trazendo para o nosso contexto de tendência, o marketing em 2021 vai precisar dar uma atenção maior à dark social, ou seja, as marcas que não estiverem atentas a essa transformação digital estarão perdendo muitas oportunidades. 

Mas como conseguimos acompanhar as pessoas que estão fazendo esse movimento para a dark social se não conseguimos rastrear? Criando ambientes em que elas queiram estar dentro da dark social! Isso demanda ter conhecimento profundo do seu público e estratégias para oferecer o que ele quer, agregando valor, conteúdo exclusivo e personalizado, abrindo mão do marketing tradicional e do discurso vendedor habitual.

Várias marcas estão conectando seu CRM ao dark social, convidando os consumidores a ingressar em grupos VIP da marca, construídos em torno dos principais pontos de paixão do público e estabelecendo comunidades engajadas de fãs com ideias semelhantes. Ao oferecer conteúdo exclusivo, novidades e ofertas de vendas, as marcas podem fortalecer o relacionamento com os consumidores, os tipos de relacionamento que geram fidelidade à marca e recomendações. 

E, claro, como qualquer relacionamento, o sucesso depende de uma comunicação bidirecional, especialmente no dark social, é importante que as marcas não apenas usem essas plataformas comunitárias para transmitir sua mensagem, mas também ouçam o feedback e se envolvam na conversa.

Este artigo é parte do nosso e-book Tendências de Marketing Digital para 2021, que você pode baixar para ler completo aqui.

6 tendências criativas de marketing para 2021

Por Allan Giro, Head de Criação da Adtail

Em 2021, talvez como nunca antes, o design e a comunicação das marcas terão a importante missão de levar sentimentos como esperança, tranquilidade e energia para as pessoas em tempos difíceis. A Pantone, por exemplo, apostou em um par de tonalidades que ajudará as pessoas a se fortalecerem com movimento e clareza. O tom amarelo Illuminating é aconchegante e o Ultimate Gray é um cinza mais calmo que fala de compostura, firmeza e resiliência. Essas escolhas já nos direcionam muito do que está por vir no mercado e no design este ano. 

Selecionei algumas tendências criativas entre tantas possibilidades que temos para trabalhar num momento em que as pessoas estão entre o nostálgico e o transgressor; entre o retrô e o futurístico. O sucesso está em encontrar um equilíbrio entre os dois e criar algo que comunique a mensagem da sua empresa com verdade, de forma genuína, que transmita confiança e a mensagem pela qual você quer ser lembrado.

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1 – Cartoons, ícones e ilustrações

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Principalmente para as redes sociais as ilustrações continuam no topo das preferências de arte e criação. E como não gostar, não é? São flexíveis, multifuncionais e elegantes. Quando se tem a possibilidade de trabalhar com desenhos animados ou ilustrações personalizadas e exclusivas, fica melhor ainda e cai facilmente no gosto do público.

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Para ilustrações, em especial, podemos destacar desenhos de rostos e a arte face line, que são rostos feitos em linhas contínuas, em fundos lisos ou coloridos. 

2 – Caos criativo

Confrontando a calmaria proposta pela tendência dos tons pastel, o estilo “caos” começou a se fazer presente em 2020 e está ganhando ainda mais força em 2021, principalmente para empresas que querem se destacar com artes diferentes e chamativas. A mistura de elementos geométricos, ilustrações, tipografias diversas, assimetrias, cores sólidas, gradientes e adesivos. A intenção é gerar um criativo com muita personalidade sem regras. 

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3 – Modo noturno 

Se você é uma pessoa conectada com certeza já colocou um dos seus apps no Modo Escuro, ou Dark Mode. A funcionalidade, que deixa a tela dos apps escuras, já existia há anos nos sistemas do GmailTwitter e Reddit. A justificativa do hype e das empresas ao oferecer tal recurso varia entre a economia de bateria de celulares, o menor impacto luminoso aos olhos do usuário ou simplesmente estilo.

E os desenvolvedores mobile tomaram gosto pela função. Em 2021, além de hype, vai ficar pra trás o app que não apresentar a opção escura para seus usuários. 

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4 – Formas geométricas

O fluido e abstrato dá lugar às formas e padrões geométricos rígidos e de arestas sólidas. Se você reparar, essa escolha faz contraste com a tendência de cores suaves, mostrando firmeza, e um contraponto importante que pode equilibrar a mensagem de uma marca.

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5 – Vintage, Pixel

Essa tendência é quase uma homenagem à internet dos anos 90! Chamada Vaporwave vintage mistura pop art e recursos gráficos de adesivos, tons pastel brilhantes combinados com tons neutros e elementos de lo-fi. Pode facilmente incorporar outros elementos como xadrez e gerar boas lembranças. 

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6 – 3D

O design 3D cresce a cada ano e em 2021 vamos vê-lo com mais frequência e em diferentes áreas como tipografia, ícones, emojis, animação, sites e aplicativos. É uma tendência que vem se consolidando ao longo do tempo graças aos avanços tecnológicos como a realidade virtual e a realidade aumentada. É uma oportunidade de inovar em marketing de avatar, por exemplo. 

O design 3D veio para ficar e será, sem dúvida, a tendência dominante em 2021.

O engajamento do e-mail marketing disparou: como sua estratégia pode acompanhar?

Quantas vezes você já se viu questionando sobre apostar ou não numa estratégia de e-mail marketing? Ano ou outro essa discussão reaparece e nós a trazemos aqui de novo pra você, mas com uma boa perspectiva desta vez. Segundo o estudo Email Marketing Industry Census, realizado pela Adestra em 2019, 74% dos entrevistados apontaram o e-mail marketing como o canal que apresenta maior retorno financeiro. E com a pandemia em 2020, o cenário para a área de CRM ficou ainda melhor. Afinal, como entregar informações relevantes sobre sua empresa, produtos e serviços sem que o consumidor precise ir atrás? 

Se você nos acompanha e está antenado com as tendências de marketing digital para 2021, já sabe que micro comunidades, newsletters e e-mail marketing estão na lista das ações promissoras para este ano. Aqui, com alguns números surpreendentes, conseguimos mostrar o quão vantajosa pode ser essa estratégia. 

A plataforma de automação de marketing de comércio eletrônico Omnisend relatou picos semelhantes na taxa de abertura ano após ano depois analisar 2,5 bilhões de e-mails promocionais enviados usando sua plataforma de 1º de janeiro a 26 de abril:

  • As taxas de aberturas antes da pandemia (1º de janeiro a 15 de março) aumentaram 2,44%, enquanto de 16 de março a 36 de abril registraram um aumento de 31,54%.
  • As taxas de cliques caíram 17,01% antes da pandemia e caíram 16,89% depois.
  • As taxas de conversão aumentaram 11,81% antes da pandemia e 22,66% depois.

Renata Borba, Coordenadora de CRM da Adtail, explica que a estratégia de publicidade por e-mail está sendo mantida (e continuará) porque é boa para os dois lados: o público se envolve com conteúdo que chega à caixa de entrada e as marcas têm certeza de que estão anunciando onde terão resultados. 

“Os dados e o fato de que as compras na loja física não voltarão ao normal no futuro previsível demonstram a necessidade das marcas de continuar investindo em programas de marketing por e-mail e testando novas táticas para atingir os consumidores, já que manter um bom relacionamento com o usuário agora também significa ter um apoio maior dessa conversão a curto prazo, mas também um ponto de contato super importante e bem aquecido pra um momento futuro de reaquecimento do mercado off line.”

Um disparo de e-mail também é uma ponte, é uma criação de laço.  É preciso ser atencioso com o que todos estão passando e garantir que independentemente do e-mail, da oferta ou da compra, o cliente possa tirar alguma informação útil dele. Pensar em cada etapa da experiência de compra online, inclusive as não concluídas, pode ajudar que essa construção respeitosa se torne um engajamento e um incentivo na propensão da compra. 

Um dos principais fatores para que essa estratégia funcione é não agir como se o consumidor não soubesse dela. Discursos e abordagens clichê não vão mais funcionar (em nenhuma plataforma) e é preciso contextualizar o novo momento e ambiente para o que o seu produto ou serviço pode fazer para ajudá-lo.

Dito isso, é importante saber segurar a empolgação com os resultados. Não é porque as taxas de abertura aumentaram que você deve dobrar a quantidade de e-mails. A produção deve seguir com os valores e a verdade que você quer estabelecer com o público. 

Outro ponto é a segmentação, que como dissemos, é a tendência da personalização que vai abrir a porta para que você seja ouvido.

“Eu sempre digo para os clientes e para os times que precisamos lembrar que o e-mail marketing invade um espaço completamente pessoal do usuário: é a caixa de entrada dele. Por isso esse trabalho precisa ser pensado com cuidado, desde a frequência até a relevância do conteúdo através de segmentação, são decisivos para um trabalho coerente tanto pro usuário como pros provedores de e-mails. Em vez de enviar um mesmo e-mail para milhares de pessoas que não vão abrir ou vão se descadastrar, é melhor criar peças diferentes para bases diversas e garantir um engajamento que renderá frutos. É um cuidado que faz muita diferença a longo prazo.”

Por mais que ainda tenha quem não goste da estratégia, o e-mail marketing é ótimo para a maioria dos segmentos. A combinação entre um bom plano, a ferramenta certa e uma equipe de CRM que orquestre todos os pontos é a receita para que tudo resulte numa sinfonia perfeita e efetiva para sua marca.

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